Por que migrar para o mercado livre de energia?

Adriana Luz, Executiva de Vendas da Trinity Energia e filiada do LIDE FUTURO

Você sabe o que é o Mercado Livre de Energia Elétrica? Para quem ainda não conhece, é um ambiente livre de concorrência e de negociação de energia elétrica em que os participantes podem escolher o seu fornecedor, negociar livremente e de forma segura todas as suas condições comerciais. Além disso, é uma alternativa para empresas que buscam reduções no custo com a energia elétrica, que, de modo geral, podem chegar até 30%.

A vantagem em ingressar nesse ambiente livre, são os benefícios atrelados a ele, que de uma forma geral são:

  • Sustentabilidade: O consumidor livre pode adquirir energia de fontes renováveis, o que contribui para combater a emissão de gases poluentes no meio ambiente;
  • Redução de custos: Preços competitivos e negociados diretamente com o fornecedor que podem entregar uma economia superior a 30%, em razão da tarifa única de energia, subsídios na tarifa de distribuição atrelados a fonte e isenção de bandeiras tarifárias;
  • Previsibilidade Orçamentária: Como o consumidor faz a negociação da sua energia com antecedência no mercado livre, é possível uma previsão de orçamento mais clara, ao se remover da equação as variações e adversidades de um consumidor no mercado cativo;
  • Poder de escolha: o consumidor tem livre escolha sobre o seu fornecedor;

Atualmente, mais de 80% do consumo Industrial do Brasil já está no mercado livre, o que representa aproximadamente 7.700 empresas separadas entre consumidores livres (possuem acima de 2000kw de demanda contratada) e especiais (possuem demanda contratada entre 500kw e 2000kw).  O mercado livre também representa hoje 32% de todo o consumo de energia elétrica do nosso país. E esse percentual deve aumentar nos próximos meses.

No ano de 2016, as migrações para o mercado livre aumentaram 25 vezes em relação ao ano anterior, foi um período de “boom das migrações”. Na ocasião, mais de 2.300 empresas migraram para esse modelo, isso porque as tarifas do mercado regulado sofreram um grande aumento nessa época, enquanto o mercado livre teve o efeito contrário, com queda expressiva nos preços. Devido a essa alta, as empresas precisaram buscar alternativas para reduzir custos com energia elétrica, que para a maioria delas representa o seu terceiro maior custo – perdendo somente para os custos envolvidos com folha de pagamento e matéria prima. 

Com a redução do consumo de energia elétrica no país, houve uma queda expressiva nos preços do mercado livre de energia elétrica, levando a um novo “boom de migração”. Como a Energia Elétrica é um insumo primordial para as atividades das empresas e tem um custo muito elevado no seu orçamento, essas instituições vêm intensificando ações de redução de custo para garantir a saúde financeira de suas empresas diante dos impactos causados pela pandemia. 

De acordo com boletim referente ao mês de maio de 2020 divulgado pela Abraceel – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, a tarifa média atual de energia aplicada para os consumidores cativos junto as distribuidoras do Brasil é R$ 319,00/MWh, já no mercado livre essa tarifa média é de R$ 158,00/MWh. 

Em estudos recentes de viabilidade financeira para migração ao mercado livre realizados pela equipe comercial da Trinity Energia, identificou-se que na maioria das empresas a redução projetada com os custos de energia elétrica para o período de 2021 em diante chega a ser superior a 30% por mês. A média de redução do mercado em 2019 era em torno de 23%.

A pandemia gerou impactos econômicos em todo o mundo. Com as incertezas em mente, a gestão de caixa em empresas precisa ser ainda mais cuidadosa. E uma das maiores considerações neste momento é sobre a redução de gastos. A Energia Elétrica é um item essencial e com custo muito representativo dentro do orçamento das empresas, por isso o mercado livre se torna uma alternativa viável e segura para a redução desse insumo tão importante e necessário para as empresas. 

Empreendedorismo materno: romantização da profissão ou real necessidade?

Por Marisa Peraro, fundadora e CEO da Pro-Corpo Estética Avançada e membro do Comitê de Gestão do LIDE FUTURO

Romantizar o empreendedorismo materno pode ser cilada. Para algumas mulheres, o empreendedorismo pode ser a única opção, mas não significa que seja a mais fácil. De uns tempos para cá, a visão preconceituosa de que a maternidade e o empreendedorismo não podem caminhar juntos, tendo em vista que a mulher precisa dedicar seu tempo à casa e aos filhos, está aos poucos diminuindo.

As mulheres têm mostrado que é possível, sim, unir as duas características em uma só, no que ficou conhecido como empreendedorismo materno. Segundo o último estudo divulgado pela Rede Mulher Empreendedora (RME), das novas empresas criadas no Brasil, 52% são abertas por mulheres. Destas mulheres, mais da metade têm filhos.

Eu, particularmente, senti na pele o desafio de ser mãe e empreendedora quando voltei à empresa, depois de dar à luz ao meu primeiro filho. Fui descobrindo na prática que as coisas ficariam um pouco mais complicadas. Ser empreendedora no Brasil já é difícil por causa dos altos impostos, das dificuldades rotineiras e da burocracia. Além de tudo isso, por mais que eu tivesse as ideias e a vontade de fazer o meu negócio crescer, no final do dia, eu teria que parar tudo o que eu estava fazendo para voltar para casa, limpar, fazer comida, cuidar do meu filho e no outro dia sair para trabalhar novamente.

Embora o assunto seja romantizado e a maioria das pessoas acredite que ser empreendedora é sinônimo de ter mais tempo livre com os filhos, a grande verdade é que, ao contrário do que muitos imaginam, o empreendedorismo materno, na maioria das vezes, não surge com esse objetivo.

Sou mãe do Lucas, 10 anos, da Aline, 8 anos, e do Felipe, 7 anos, e nunca entendi o termo empreendedorismo materno até dar à luz ao Lucas. As pessoas sempre me falavam sobre empreendedorismo materno, mas eu nunca havia parado para ligar os pontos. Eu sempre gostei muito de trabalhar, mas confesso quando segurei meu bebê no colo pela primeira vez, senti vontade de parar o mundo e ficar em casa! Essa vontade durou apenas 10 minutos, e já me veio a realidade à tona: “você não pode fazer isso, você vai ter que sustentar essa criança”.

Independente da maternidade, o grande desafio é conseguir equilibrar todas as responsabilidades sem perder a força. Passei a enxergar que, além de ter que me virar para fazer a empresa dar certo e da responsabilidade que eu tinha com os meus funcionários, eu também tinha uma criança para sustentar. No meu caso, a empresa tinha que dar certo porque era o único sustento da minha família e, talvez, das famílias de todos que trabalhavam comigo. E isso é o que talvez tenha me dado ainda mais energia para fazer as coisas acontecerem.

Os desafios no empreendedorismo materno são diários e mudam conforme as necessidades. Um exemplo atual é o enfrentamento da pandemia por conta do novo coronavírus. Muitas pessoas perderam seus empregos e não estão conseguindo ser recontratadas por conta do momento difícil do mercado. E quando a necessidade bate à porta, é preciso criatividade e motivação.

Tenho visto mulheres que estão costurando máscaras em casa durante a pandemia e colocando os maridos para vendê-las nas ruas. Ali está surgindo um negócio! Ela também não deixa de ser uma empreendedora que, enquanto fica com os filhos em casa, está tendo que se virar para garantir o sustento da família. Quando a necessidade bate, você tem que ter jogo de cintura para fazer as coisas acontecerem.

Para esta nova comunidade empreendedora, já existem empresas especializadas no suporte e compartilhamento de histórias que servem como motivação, apoio emocional e até mesmo como plataforma de dicas sobre como empreender e dividir as tarefas como mãe. Uma delas é a B2Mamy.

O empreendedorismo materno não é uma inovação no mundo, não é algo inteiramente novo. As atividades performadas pelas mulheres mostram que é possível empreender sendo mãe ou não. Talvez seja um pouco mais difícil quando se é mãe, ou talvez não. Talvez seja a melhor opção, ou talvez a única. A maternidade faz muitas mulheres se redescobrirem e encontrarem forças que nem imaginavam existir dentro de si. Quem sabe não seja o empurrão que faltava para criarem um novo começo? Um recomeço? Cabe às mulheres decidirem o que é melhor para si e seguirem em frente.

Tendências e tecnologia para o novo turismo nacional pós Corona

Por Johannes Noebels, fundador da mymento e filiado do LIDE FUTURO

O turismo é um dos setores mais afetados pela crise atual. Não só por causa do fechamento da maioria dos municípios turísticos, mas também pela queda no orçamento dos brasileiros.

É uma situação complicada, mas vamos olhar para o futuro e tentar entender as oportunidades que estão por vir. Uma coisa é certa: o turismo vai voltar e vai voltar forte. Parados em casa, devido ao novo coronavírus, os brasileiros não veem a hora de poder sair novamente, viajar, fazer novas experiências e, enfim, voltar a viver ao ar livre.

Mas, a situação mudou, logo o turismo vai mudar também. Tanto o perfil e comportamento dos viajantes, quanto o tipo das viagens e destinos procurados vão mudar. As empresas precisam se preparar para sair ganhando, tendo em vista que cada crise também traz novas oportunidades, mas vamos por partes.

Por causa da dificuldade de viajar para o exterior, o turismo nacional vai voltar primeiro. O Brasil é rico em natureza e é exatamente esse tipo de viagem que vai ser o mais procurado: atrações em contato com a natureza, ao ar livre e passeios para grupos pequenos. No País inteiro encontramos regiões que atendem muito bem a esses critérios, seja passeios de buggy na praia ou trilhas a cavalo no interior. São essas experiências que vão sair na frente e deixar os grandes resorts ou cruzeiros internacionais para trás, pelo menos por enquanto.

Para aproveitar o boom desse novo cenário, as empresas precisam entender o perfil do novo viajante pós Corona. Durante a crise, em casa, a tecnologia avançou muito. Mesmo pessoas menos chegadas às novas tecnologias se acostumaram a pedir comida online, assistir lives nas redes sociais e pesquisar por notícias pelo celular.

E é esse consumidor que vai voltar a viajar. Por isso, um site bem elaborado, com fotos, vídeos e descrições é essencial para cada empresa do turismo. Porque mesmo não podendo viajar no momento, as pessoas estão pesquisando e se inspirando para o tempo depois da crise. É importante as empresas estarem com as suas marcas fortalecidas , de “roupa nova” e preparadas para esse “novo normal”.

Uma forma de manter uma receita e aproveitar a vontade das pessoas de viajar é a venda de vouchers. O parque de aventuras TARUNDU em Campos de Jordão (SP), por exemplo, está usando a ferramenta de vendas online da MYMENTO para vender passaportes com desconto para uma data futura. Eles enxergam a oportunidade de trazer os turistas de volta para a região com a venda de passaportes com quase 50% de desconto.

Além disso, é previsível que vai ser primeiro o público mais jovem que vai voltar a viajar, que é um perfil totalmente alinhado e acostumado com a tecnologia. Cotações, reservas, pagamentos e confirmações precisam ser feitas online e em tempo real. Ninguém aceita mais esperar para obter respostas sobre valores e disponibilidades ou até para fazer uma reserva.

A realidade atual de muitas empresas é outra, trabalho offline e reservas por e-mail ou telefone. A digitalização que já veio rápido foi ainda mais acelerada nessa crise e é por isso que muitas empresas do turismo buscam por usar ferramentas, como a da MYMENTO, que foi desenvolvida focada nas necessidades do turismo A automatização de todo o processo desde a pesquisa das atividades até a reserva, pagamento pós-venda, avaliação e gerenciamento de promoções é fundamental para atender com rapidez e dentro das expectativas dos turistas.

Podemos resumir que o turismo vai voltar, com foco em destinos nacionais, na natureza e ao ar livre. Os viajantes pós-corona são pessoas jovens e a tendência do uso de tecnologias ganhou ainda mais relevância. Isso tudo está criando oportunidades novas para as empresas, operadoras e agências de passeios turísticos e aventuras na natureza, que entendam a nova situação, se reinventem diante deste cenário e não desistam nessa fase desafiadora.

Like The Future: Brasileira assume liderança global de empresa referência em Cannabis medicinal

Vice-presidente da HempMeds Brasil desde 2014, Caroline Heinz, agora comanda operações da marca nos Estados Unidos e América Latina

Restrições legais, burocracia e falta de informação. Quando a executiva carioca Caroline Heinz trouxe a HempMeds ao Brasil para proporcionar qualidade de vida através da Cannabis medicinal para cerca de 4 milhões de pacientes, a então vice-presidente já sabia de todos os desafios que enfrentaria para se tornar pioneira no setor de cannabusiness. 

Nos últimos seis anos, ela apostou em um modelo de negócios que acolhe os pacientes, ensina os médicos a prescreverem os produtos de Cannabis para fins medicinais e é fonte de informação sobre a medicina canabinoide. Com esses três pilares, Caroline consolidou a HempMeds. A primeira empresa brasileira autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a importar produtos à base de Cannabis em território nacional já forneceu mais de 80 mil unidades para milhares de pacientes.

Ao longo dos últimos cinco anos, a HempMeds Brasil se destacou promovendo seminários, webinários e transmissões ao vivo via redes sociais para levar informações ao público sobre os benefícios deste canabinóide para saúde e bem-estar.

crédito fotos: Jordan Guzzardo

“O objetivo sempre foi combater o preconceito e a desinformação, então investimos no acolhimento dos pacientes, no contato com a rede médica e na produção de informação científica de qualidade sobre o tratamento”, afirma Caroline. A empresa não só construiu uma rede de 2 mil médicos prescritores, como promoveu workshops para ensiná-los a entender sobre essa medicina e atuou junto a instituições de pesquisa para a elaboração de estudos focados na segurança e eficácia dos compostos.

Com base nos resultados gerados pela liderança da executiva, a Medical Marijuana Inc., dona das marcas, tornou Caroline Heinz co-CEO global da companhia. A novidade foi anunciada em maio. A executiva terá como par o mexicano Raul Elizalde, também presidente das operações da HempMeds México. A missão da dupla é replicar as soluções de negócios de seus respectivos países em toda a América, incluindo o país-sede do Grupo, Estados Unidos.

O empreendedorismo que vê mas não enxerga

Por Simone Cyrineu, CEO e fundadora da thanks for sharing e filiada do LIDE FUTURO

Entreter-se faz parte do desenvolvimento humano há eras, desde os tempos em que o ser-humano, ainda nas cavernas, se deparava com algo novo e buscava registrar suas experiências por meio de pinturas e relatos orais. E, nesse ímpeto curioso de explorar mais do que a novidade, evoluímos.

Corta para 2020.

Smartphones, notebooks e até smartwatches nos garantem a oportunidade de adquirir todo conhecimento disponível do mundo (sim, do mundo). MIT, Harvard, USP, Yale, Stanford, Oxford, Cambridge e as incontáveis imersões presenciais em Silicon Valley, China entre outras missões de negócios e empreendedorismo, infoprodutos de “especialistas”, grupos de WhatsApp para empreendedores, redes de network qualificados, webinars, eventos presenciais no Brasil, no mundo, workshops, mentorias…ufa.

É muito conhecimento disponível para você fazer o que tem que ser feito e alcançar seu sucesso.

De fato, é muito rico isso tudo e vivemos numa era de troca de informação e conhecimento em um volume nunca antes vivido. E sim, experimentar este momento da massificação do conhecimento disponível pode vir a acelerar seu aprendizado. Ou gerar um grau altíssimo de ansiedade.

Mas, porém, contudo, entretanto, em algum lugar de toda essa narrativa o mapa dos unicórnios nos parece estar disponível. Em cada fase, é preciso adquirir os badges de conhecimentos necessários para avançar para a próxima. Anjo, Feed, Series A-B-C-D-E, exits…

Empreender é um processo. Ou, como manda o jargão, uma jornada e como tal, parece que há uma fórmula, um caminho, uma metodologia a ser seguida para se obter sucesso e, assim, zerar o jogo.

E cá estamos nós, atordoados. Domine vendas, domine marketing, finanças, saiba seu propósito, cuide da saúde, da família, do networking, do seu time, da sua marca – PJ e PF. E não esqueça de deixar suas redes sociais com conteúdo em dia.

Empreender é um processo: humano.

E sendo humano, existem mais de 6 bilhões de possíveis maneiras de empreender. Nenhuma está certa ou errada e também não há meios de comparar a velocidade com que se percorre o caminho. Porque empreender é um processo pessoal. É sobre como você lida com você mesmo, o que reflete diretamente nos seus resultados e no seu ritmo.

É sobre descobrir que você não sabe tudo e sobre aprender a deixar o ego de lado ao se deparar com o desconhecido que ninguém te contou como seria. É sobre se cobrar menos e encarar, com leveza, cada tropeço. É sobre compreender, aceitar e maturar o seu próprio tempo de digerir e condensar isso tudo. Transformar em aprendizado, ação e evoluir.

Como se organizar com tanta LIVE?

por Adriana Luz, fundadora do buscalive e filiada do LIDE FUTURO

O isolamento social mudou nossas vidas e estamos em constante adaptação a uma nova realidade, ou ao que temos tanto ouvido falar como o “novo normal”. Dentro desse contexto, houve um boom no mercado de LIVES – apresentações ao vivo na internet -, que trouxe uma nova proposta de consumo de conteúdo, dos mais diversos assuntos, com um simples “clique”.

A disponibilidade de LIVES realizadas é enorme, não só pela variedade de conteúdo que oferecem, que vai desde músicas, atividade física, negócios, empreendedorismo até astrologia e conteúdos geek, mas também pela sua divulgação em diferentes plataformas, como YouTube, Instagram, Facebook, LinkedIn, Zoom, links customizados por empresas, entre outras.

Segundo matéria publicada pela revista EXAME, as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil na quarentena e a audiência das LIVES é de dez a 20 vezes maior do que a dos vídeos gravados. Além disso, a consultoria americana Tubular Labs, especializada no segmento de vídeos na internet, indica que houve um crescimento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março – média de quase 3,5 bilhões de minutos de conteúdo por dia. 

Tamanha oferta e facilidade de acesso vem deixando os usuários do universo digital “perdidos e desorientados” quanto à forma de localizar as LIVES de sua preferência e organizar sua agenda para acompanhar tudo aquilo que é de seu interesse na respectiva data, horário e plataforma disponível. 

Como muitos dizem, é da crise que surge o poder de reinvenção do ser humano e, diante deste cenário caótico de LIVES, foi criado o “buscalive”, o “Google das LIVES”, que em apenas um mês teve quase 1.000 LIVES cadastradas em sua plataforma.

No aplicativo, o usuário consegue buscar as LIVES por data, conteúdo, artista, LIVER (termo denominado para o apresentador), salvar na agenda do celular para ser lembrado pouco antes do início da sua LIVE, compartilhar com os amigos e até acessar as plataformas de divulgação do conteúdo, tudo isso de forma prática e, melhor, gratuita.

Além disso, a ferramenta também funciona como uma comunidade, onde o LIVER pode divulgar a sua apresentação de forma gratuita, para que mais usuários tenham acesso ao seu conteúdo, conheçam o seu trabalho e divulguem seu negócio.  

Sem dúvidas, uma epidemia global. Mas, onde vai dar tudo isso? As LIVES vieram para ficar ou são apenas mais uma tendência passageira? Não dá para esconder, a caixa de Pandora foi aberta e, de uma forma mais positiva do que negativa, a descoberta da LIVE transformou o mundo e se tornou um hábito, não apenas por sua praticidade, mas pelo baixo custo versus alcance e resultado que pode proporcionar. Esperar que elas simplesmente desapareçam ao término da pandemia seria um tanto quanto subestimado.

Margeando o rio Estige: Limites aos discursos de ódio na internet

Por *Adriana Filizzola D’Urso e **Rodrigo Fuziger

A História é testemunha do ódio como um afeto perene à condição humana, externalizado em demonstrações usualmente fundamentadas em toda sorte de preconceitos (raça, gênero, religião, ideologia, dentre outros). É certo que o ódio acompanhou a humanidade no paulatino e decisivo câmbio para vidas cada vez mais virtuais. Assim, o problema das manifestações de ódio por meio online é absolutamente central à contemporaneidade, com contornos cada vez mais notáveis e perniciosos.

Nesse sentido, nos breves minutos da leitura desse texto, seguramente milhares de condutas tipificáveis como crimes de ódio ocorreram na internet. Um número absolutamente superior à sua ocorrência offline e que parece aumentar cada vez mais em tempos atuais, diante do panorama de recolhimento social, estresse decorrente do cenário de pandemia e acirramento de disputas político-ideológicas.

Na magistral “Divina Comédia”, Dante Alighieri descreve, na primeira parte da obra, um inferno concebido por nove círculos, alguns dos quais são banhados por rios. Um deles, é o rio Estige, que banha o quinto círculo. Trata-se de um rio de águas lodosas e frias, uma referência de Dante à mitologia grega, sendo Estige (ou Styx) uma representação mítica do ódio na cultura helênica.

Usando de tal metáfora, é inconteste afirmar que as águas do rio Estige permanecem caudalosas em nosso tempo, com um leito alargado que se espraia sobre um novo solo fértil (inconcebível mesmo nos mais inventivos cenários dantescos): um plano virtual. Mas, será esse plano da internet realmente uma terra sem lei banhada pelo rio do ódio? Há, em nosso país, mecanismos jurídicos de proteção a indivíduos e grupos aviltados por discursos odiosos nos meios virtuais? E se tais mecanismos existem, por que a percepção de impunidade salta aos olhos vidrados em telas?

Apesar desta percepção e da falsa ideia de anonimato, a internet não é terra sem lei, aplicando-se, mesmo no mundo virtual, a legislação brasileira, que prevê responsabilidade civil e criminal a quem apregoa o ódio.

Dependendo do conteúdo, mensagens odiosas divulgadas pela internet podem ensejar a obrigação do pagamento de uma indenização (e aqui cita-se como exemplo o caso público de um jornalista que foi condenado a pagar 100 mil reais de indenização a Chico Buarque e sua família, por comentários ofensivos no Instagram da filha de Chico).

Também existe a possibilidade de responsabilização criminal daquele que destila o ódio na internet, com a consequente imposição de pena privativa de liberdade, restritiva de direitos e/ou multa, a depender da situação.

Caso o teor odioso publicado na internet tenha conteúdo caluniador, difamatório ou injurioso, a pessoa que o propala pode responder por um dos crimes contra a honra, previstos, respectivamente, nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, com pena máxima de até três anos de reclusão e multa, quando se tratar de injúria que utilize elementos de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência (artigo 140, §3º do Código Penal).

Na hipótese de um indivíduo vir a praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio da demonstração de ódio na internet, fica caracterizado o crime de racismo, previsto no artigo 20 da lei 7.716/89, um crime grave, imprescritível, inafiançável e sujeito a uma pena de um a três anos de reclusão e multa.

Ademais, manifestações homofóbicas na internet, desde 13 de junho de 2019, podem ensejar a responsabilização criminal do agente, em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passasse a ser crime no Brasil, punida pela Lei de Racismo (lei 7.716/89).

Isto posto, por premissa, é fundamental compreender o fenômeno do ódio como um afeto humano, hiperbolizado em nossas relações sociais construídas usualmente a partir de relações de semelhança e diferença (e Stendhal, em “O vermelho e o Negro”, já afirmava “que a diferença leva ao ódio”). A ideia central, a partir desse olhar que foge à ingenuidade de uma visão de mundo livre de afetos negativos, é compreender e, por consequência, buscar desconstruir o ódio, uma tarefa que – embora orientável pelo incentivo à informação, esclarecimento e reflexão – é, no limite, solipsista, a partir da autonomia deliberativa de cada sujeito.

No entanto, a sociedade e o Direito (inclusive penal em casos extremados) como forma de controle social devem assegurar que a liberdade de expressão seja, de fato, livre de amarras prévias, mas não imune a consequências, uma vez que a experiência histórica é pródiga em episódios, nos quais (feito um ovo de serpente) o ódio como verbo contra a diferença acabou por se concretizar em tragédia sobre biografias e em tragédia sobre sociedades, eis que o totalitarismo, de qualquer cariz ideológico, é o instrumento privilegiado do ódio como afeto político.

*Adriana Filizzola D’Urso é advogada criminalista do escritório D’Urso e Borges Advogados Associados, professora, mestre e doutoranda pela Universidade de Salamanca.
**Rodrigo Fuziger é advogado, professor, doutor em Governança Global pela Universidade de Salamanca, doutor em Direito pela USP, bacharel em filosofia pela USP.

Como o COVID-19 salvou minha vida

Por Israel Pestana Soares, Mestre em Engenharia Ambiental e Diretor Comercial da Aires Serviços Ambientais, além de filiado do LIDE FUTURO

Tenho 65 anos e o cenário implantado pelo COVID-19 salvou a minha vida, mesmo sendo uma pessoa classificada como grupo de risco, por estar em uma faixa etária mais avançada e ainda possuir problemas cardiorrespiratórios. Parece loucura, não é?!

Antes de tudo, deixe-me me apresentar: meu nome é Carlos Sadi, 65 anos, casado, com filhos e netos. Depois falarei dos meus negócios. Agora quero focar na minha saúde e na de todos vocês.

Tenho tomado todas as medidas necessárias para me prevenir da contaminação pelo vírus. Penso que devo proteger não somente minha família, mas sim toda sociedade. Estabeleci a premissa de que essa pandemia não iria interferir em minhas rotinas de pessoa idosa. Acordo às 04:30 (durmo cedo para tal) e preparo meu café da manhã, seguindo as recomendações do meu geriatra. Saio sempre de máscara, luvas e sempre higienizo minhas mãos e braços com água e sabão, além de evitar contato das mãos com minhas mucosas faciais.

Mas por que o COVID-19 me salvou?

Basicamente, porque a poluição do ar diminuiu absurdamente com o lockdown global. Portanto, estatisticamente falando, estou correndo menos risco. Ainda não entendeu? Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 4,1 milhões de mortes prematuras ocorrem anualmente por problemas associados à poluição do ar. Por conta do Corona, estou respirando um ar mais puro e menos poluído. Milhões de pessoas em todo o mundo que são classificadas como grupos sensíveis para desenvolver problemas cardiorrespiratórios e até mesmo câncer devido à poluição do ar, estão respirando um ar mais puro. Dentro desse grupo estão: fetos, crianças abaixo de 5 anos, idosos com mais de 60 anos e pessoas com problemas respiratórios.

Um artigo recém publicado por pesquisadores da universidade de Harvard relaciona o número de mortes de pacientes infectados com COVID-19 com a exposição de longo prazo à poluição do ar nas cidades americanas. Segundo os pesquisadores, pessoas que habitam em cidades mais poluídas estão mais susceptíveis a desenvolver complicações e chegar ao óbito. Os resultados apontam que o acréscimo de 1µg/m³ nas concentrações de PM2.5 (partícula muito fina que adentra os alvéolos pulmonares) aumentam em 15% a chance de óbito por COVID-19. Portanto, temos um efeito combinado do vírus com a exposição à poluição do ar.

Você deve estar se perguntando: Mas e os efeitos econômicos dessa paralização? O senhor não acha ruim o que está acontecendo? Eu digo que, com toda certeza, o impacto econômico na economia global está sendo muito comentado. Esse é o efeito imediato da paralisação das atividades: o faturamento das empresas diminui e as pessoas acabam sendo demitidas, o PIB reduz e a economia não cresce em função das incertezas do mercado. Contudo, o que não está sendo tão comentado são os ganhos econômicos ambientais nesse período de COVID-19.

Ninguém contou que menos animais estão ficando doentes e se desenvolvendo mais saudáveis, ou que as árvores e plantas estão aumentando a sua capacidade fotossintética, produzindo mais frutos e ainda mais saborosos. Ninguém reparou que há uma redução de desgastes de edifícios, monumentos e obras de arte, por conta da redução de formação de chuva ácida e deposição de partículas em suas superfícies. Tampouco deram importância para a redução de internações hospitalares por problemas cardiorrespiratórios. Sem contar a diminuição na emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera que, em conjunto com o aumento da capacidade fotossintética da flora (aumenta o sequestro de CO2 na atmosfera), reduz o impacto do aquecimento global.

Falando agora sobre negócios, tenho um restaurante que é estritamente focado em atendimento aos clientes no local, um conceito de vender uma verdadeira experiência gastronômica para nossos clientes. Entretanto, não estamos atendendo ninguém. O resultado disso é faturamento zero desde que a quarentena teve início para nós, em 09 de março de 2020. Tivemos que evoluir e passar a trabalhar com entregas, mas, para não perder o conceito de experiência de nossos clientes, passamos a filmar desde a compra dos materiais  até o preparo da refeição de cada cliente, para que ele receba por YouTube todo o carinho e atenção que foi dado ao seu prato.

Portanto, frente à necessidade de evoluir rapidamente, entendo que para a economia tangível, tivemos uma transformação bastante significativa na maneira de fazer negócios entre empresas (B2B) e consumidores (B2C).

Muitas empresas perceberam oportunidades de reduzir custos operacionais com a implementação do home office, que para diversas profissões e perfis de colaboradores realmente funciona.

Meu filho Héctor, por exemplo, me contou que os artistas estão fazendo shows de suas próprias casas com milhões de pessoas assistindo, ou seja, público muito maior que obteriam normalmente e com um custo e impacto ambiental muito menor. Com toda certeza ocorreu uma disruptura na indústria do entretenimento.

Estou completamente convicto de que os ganhos econômicos ambientais em escala global, muitas vezes intangíveis, e a evolução na maneira de fazer negócios superam todas as perdas imediatas da economia.

Além disso, espero, de todo meu coração, que a sociedade aprenda com essa lição que nos foi passada pela mãe natureza e que possamos evoluir como seres humanos, homens e mulheres de negócios, mas principalmente como amigos do planeta.

nota: os personagens usados neste texto são fictícios.

Como será a sua relargada?

Por Diogo Vinícius, Sócio Fundador da FindMe e filiado do LIDE FUTURO

De tempos em tempos a humanidade passa por grandes crises de saúde. Foi assim com a Peste Negra, no século XIV (75 a 200 milhões de mortes), com a Gripe Espanhola, entre 1918 e 1920, em plena primeira guerra mundial (50 milhões de mortes) e mais recentemente a Gripe Suína, em 2009, com cerca de 1,4 bilhão de infectados, 20% da população mundial, e 500 mil mortes.

Estamos no meio de mais um desses grandes eventos, porém com algumas peculiaridades. Devido à grande mobilidade entre os cidadãos das mais diversas nacionalidades e as economias dos países cada vez mais conectadas, nenhuma das crises anteriores atingiu tantos países em tão pouco tempo. A pandemia do COVID-19 acertou em cheio o sistema de saúde e a economia global.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria da população está em algum tipo de isolamento social, o varejo parou, as escolas estão fechadas e empresas estão trabalhando por meio do sistema home office. Vivemos em situação de guerra, onde o inimigo ainda nos é desconhecido. 

Fazendo uma comparação com uma corrida de Fórmula 1, é como se, de uma hora para outra, sem nada previamente programado, os carros tivessem que parar nos boxes. As equipes aproveitam para fazer algum tipo de ajuste no motor, troca de pneus ou reparar aquela peça que não está funcionando bem. Alguns carros voltarão mais cedo para a corrida, outros sequer voltarão para a pista e outros até conseguirão voltar, mas em condições bem precárias.

Temos já indicativos daqueles que estão voltando com tudo para a corrida. Telemedicina, plataformas de streaming e geração de conteúdo online, sistemas de gestão de produtividade de equipes remotas, entre outras descobertas e ganhos no universo digital, estão fazendo parte da rotina das pessoas e empresas nessa nova fase e assim permanecerão daqui para frente.

Como em outras crises, uma enxurrada de novas oportunidades surgirá, e já estão surgindo. É interessante observar esse poder de reinvenção do homem, essa habilidade notória de se ajustar e se readaptar para seguir em frente, para vencer e superar os próximos obstáculos. Tem sido assim desde os primórdios, um looping constante de início, meio e fim.

Não sabemos ainda qual o número de vidas que serão perdidas, nem os impactos na economia do país como um todo, porém, temos certeza de uma coisa: VAI PASSAR! Até lá, o que você está fazendo para isso? Como a sua empresa está se preparando? Em qual carro você estará? Como será a sua relargada?

O Futuro dos Empregos: O que o mercado espera de você pós-COVID?

Por Ravi Gama, CEO da 2FIND e filiado do LIDE FUTURO

Todos já devem ter percebido que a pandemia do novo coronavírus trouxe grandes transformações e impactos para a nossa sociedade. Desde que os primeiros casos da doença surgiram no Brasil, os hábitos da população têm sido diretamente afetados, já que, para desacelerar o contágio do vírus, a principal recomendação dos órgãos de saúde é o isolamento social. 

Em consequência desse cenário, o mundo empresarial foi obrigado a tomar algumas medidas para manter a produtividade. Surgiu então a necessidade de alterar o modelo de trabalho. A saída mais viável foi optar pelo trabalho remoto, mais conhecido como “home office”, que já se encontrava em ascensão no país.

Em regime de home office, já era de se esperar que uma verdadeira revolução se iniciasse no mercado de trabalho.Várias preocupações vieram à tona após essa medida. Como ficará o mercado de trabalho pós-coronavírus? Quais serão as principais consequências disso? O que o COVID-19 está trazendo de novidades para os profissionais e para as empresas?

As respostas para estas perguntas são complexas e envolvem vários fatores. O primeiro deles é a mudança que a quarentena gerou nos comportamentos das pessoas. O confinamento modificou boa parte dos nossos hábitos, costumes e modos de ser. A partir do momento em que fomos obrigados a viver um isolamento forçado, os nossos padrões comportamentais se transformaram. 

Vamos a um exemplo bem didático para exemplificar esse processo. Você trabalha em uma empresa de Tecnologia e Informação e, desde que a pandemia chegou ao Brasil, tem seguido todas as medidas de prevenção. Entre elas, o isolamento social e o trabalho em home office. Ou seja, você praticamente não tem saído de casa. 

Passar longas semanas confinado tem permitido que você se redescubra. Você está buscando manter a mente sempre ocupada, colocando em prática várias atividades de lazer, procurando por novos conhecimentos e está convivendo, mesmo que obrigatoriamente, com quem você mora. Por mais que, até agora, você talvez não tenha percebido, todas essas ações estão aguçando o seu autoconhecimento. O período em quarentena está permitindo que você se conheça cada vez melhor. Você está descobrindo e entendendo mais sobre as suas qualidades, defeitos, habilidades, receios e anseios. 

Dessa maneira, no momento em que você se auto compreende, você transforma a sua personalidade. Isso significa que, ao se conhecer melhor, as suas maneiras de agir, sentir e pensar, por conseguinte, também mudam. A mudança na sua personalidade, por sua vez, traz mudanças nas suas crenças. Até porque uma está interligada a outra. Quando os seus valores morais e éticos se modificam, logo, as suas opiniões e concepções sobre o mundo também se alteram. E, uma vez que você muda as suas crenças, você automaticamente muda a sociedade. Por último, ao mudar a sociedade, você também gera mudanças na indústria. 

É exatamente esse ciclo de mudanças que o país está vivendo atualmente. O comportamento humano está desencadeando sérios impactos nas relações pessoais e, principalmente, profissionais. Vários estudos e livros de medicina apontam que esse processo é completamente natural. O tempo que as pessoas gastavam no trânsito até o trabalho, agora, se tornou tempo útil. Estamos começando a experimentar um nível de produtividade pessoal de duas a três vezes maior do que antes. 

Diante desse cenário, algumas perguntas inevitavelmente surgem. Como as empresas vão lidar com essa mudança geral no comportamento dos trabalhadores? A partir de agora, o que elas vão buscar em um candidato? 

Pois bem. Se, antes, os critérios da contratação de profissionais se restringiam à formação acadêmica e experiência técnica, agora, esse método de avaliação não será mais o mesmo. Em uma sociedade super inteligente em que as informações se tornaram mais acessíveis e o aprendizado mais rápido, outras características terão mais ênfase. Na Sociedade 5.0, os candidatos que contarem com maior flexibilidade, autogestão e proatividade terão vantagens na hora de encontrar um emprego. As preocupações vão se voltar muito mais para a forma como essas pessoas trabalham do que para o currículo propriamente dito. 

O poder de autodisciplina e a capacidade de autogestão serão grandes diferenciais nessa Sociedade 5.0. Uma pessoa autogerenciável, que produz sem a presença do chefe ao lado, que cumpre os prazos e que possui responsabilidade o suficiente para entregar excelentes resultados. Esse é o perfil que será requisitado pelo meio empresarial nos próximos meses. 

As classes que estavam sendo esquecidas voltarão com tudo nos próximos meses. Autônomos, freelancers e empreendedores passarão a ser melhores vistos. Com o futuro se encaminhando para um momento de inovação, as circunstâncias vão exigir um profissional preparado para lidar com um mundo extremamente tecnológico.

Se por um lado existem pessoas preparadas para as novas demandas, por outro muitas não se enquadram nesse novo perfil. Mas isso não é motivo para desespero. Na verdade, é motivo para buscar inovação. Agora, mais do que nunca, existe a necessidade de mergulhar em novos aprendizados. As prioridades mudaram. É necessário deixar a formação acadêmica em segundo plano e se dedicar a desenvolver novas habilidades.

Nesse período de isolamento social, micro, pequenas e grandes empresas tiveram que intensificar as suas presenças no meio on-line. Foram obrigadas a encontrar soluções digitais para continuar atendendo. Reuniões por vídeo chamadas, conversas por chats, serviço de delivery, vendas por e-commerce e disponibilização de vouchers nunca estiveram tão em alta.   

Diante dessa abrupta revolução que o meio empresarial está enfrentando, o segredo realmente é procurar caminhos alternativos para se inserir no novo mercado de trabalho. A requalificação é a palavra-chave para este momento. Especializar-se em áreas diferentes, estudar novos cursos, estimular a criação de novos projetos, trabalhar a capacidade do autocontrole, desenvolver a criatividade e buscar insights. Todas as iniciativas inovadoras são válidas para esse processo de readaptação. Reunir todos os aprendizados que o isolamento social te trouxe é fundamental para descobrir o que você pode criar de novo.