Por que migrar para o mercado livre de energia?

Adriana Luz, Executiva de Vendas da Trinity Energia e filiada do LIDE FUTURO

Você sabe o que é o Mercado Livre de Energia Elétrica? Para quem ainda não conhece, é um ambiente livre de concorrência e de negociação de energia elétrica em que os participantes podem escolher o seu fornecedor, negociar livremente e de forma segura todas as suas condições comerciais. Além disso, é uma alternativa para empresas que buscam reduções no custo com a energia elétrica, que, de modo geral, podem chegar até 30%.

A vantagem em ingressar nesse ambiente livre, são os benefícios atrelados a ele, que de uma forma geral são:

  • Sustentabilidade: O consumidor livre pode adquirir energia de fontes renováveis, o que contribui para combater a emissão de gases poluentes no meio ambiente;
  • Redução de custos: Preços competitivos e negociados diretamente com o fornecedor que podem entregar uma economia superior a 30%, em razão da tarifa única de energia, subsídios na tarifa de distribuição atrelados a fonte e isenção de bandeiras tarifárias;
  • Previsibilidade Orçamentária: Como o consumidor faz a negociação da sua energia com antecedência no mercado livre, é possível uma previsão de orçamento mais clara, ao se remover da equação as variações e adversidades de um consumidor no mercado cativo;
  • Poder de escolha: o consumidor tem livre escolha sobre o seu fornecedor;

Atualmente, mais de 80% do consumo Industrial do Brasil já está no mercado livre, o que representa aproximadamente 7.700 empresas separadas entre consumidores livres (possuem acima de 2000kw de demanda contratada) e especiais (possuem demanda contratada entre 500kw e 2000kw).  O mercado livre também representa hoje 32% de todo o consumo de energia elétrica do nosso país. E esse percentual deve aumentar nos próximos meses.

No ano de 2016, as migrações para o mercado livre aumentaram 25 vezes em relação ao ano anterior, foi um período de “boom das migrações”. Na ocasião, mais de 2.300 empresas migraram para esse modelo, isso porque as tarifas do mercado regulado sofreram um grande aumento nessa época, enquanto o mercado livre teve o efeito contrário, com queda expressiva nos preços. Devido a essa alta, as empresas precisaram buscar alternativas para reduzir custos com energia elétrica, que para a maioria delas representa o seu terceiro maior custo – perdendo somente para os custos envolvidos com folha de pagamento e matéria prima. 

Com a redução do consumo de energia elétrica no país, houve uma queda expressiva nos preços do mercado livre de energia elétrica, levando a um novo “boom de migração”. Como a Energia Elétrica é um insumo primordial para as atividades das empresas e tem um custo muito elevado no seu orçamento, essas instituições vêm intensificando ações de redução de custo para garantir a saúde financeira de suas empresas diante dos impactos causados pela pandemia. 

De acordo com boletim referente ao mês de maio de 2020 divulgado pela Abraceel – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, a tarifa média atual de energia aplicada para os consumidores cativos junto as distribuidoras do Brasil é R$ 319,00/MWh, já no mercado livre essa tarifa média é de R$ 158,00/MWh. 

Em estudos recentes de viabilidade financeira para migração ao mercado livre realizados pela equipe comercial da Trinity Energia, identificou-se que na maioria das empresas a redução projetada com os custos de energia elétrica para o período de 2021 em diante chega a ser superior a 30% por mês. A média de redução do mercado em 2019 era em torno de 23%.

A pandemia gerou impactos econômicos em todo o mundo. Com as incertezas em mente, a gestão de caixa em empresas precisa ser ainda mais cuidadosa. E uma das maiores considerações neste momento é sobre a redução de gastos. A Energia Elétrica é um item essencial e com custo muito representativo dentro do orçamento das empresas, por isso o mercado livre se torna uma alternativa viável e segura para a redução desse insumo tão importante e necessário para as empresas. 

Empreendedorismo materno: romantização da profissão ou real necessidade?

Por Marisa Peraro, fundadora e CEO da Pro-Corpo Estética Avançada e membro do Comitê de Gestão do LIDE FUTURO

Romantizar o empreendedorismo materno pode ser cilada. Para algumas mulheres, o empreendedorismo pode ser a única opção, mas não significa que seja a mais fácil. De uns tempos para cá, a visão preconceituosa de que a maternidade e o empreendedorismo não podem caminhar juntos, tendo em vista que a mulher precisa dedicar seu tempo à casa e aos filhos, está aos poucos diminuindo.

As mulheres têm mostrado que é possível, sim, unir as duas características em uma só, no que ficou conhecido como empreendedorismo materno. Segundo o último estudo divulgado pela Rede Mulher Empreendedora (RME), das novas empresas criadas no Brasil, 52% são abertas por mulheres. Destas mulheres, mais da metade têm filhos.

Eu, particularmente, senti na pele o desafio de ser mãe e empreendedora quando voltei à empresa, depois de dar à luz ao meu primeiro filho. Fui descobrindo na prática que as coisas ficariam um pouco mais complicadas. Ser empreendedora no Brasil já é difícil por causa dos altos impostos, das dificuldades rotineiras e da burocracia. Além de tudo isso, por mais que eu tivesse as ideias e a vontade de fazer o meu negócio crescer, no final do dia, eu teria que parar tudo o que eu estava fazendo para voltar para casa, limpar, fazer comida, cuidar do meu filho e no outro dia sair para trabalhar novamente.

Embora o assunto seja romantizado e a maioria das pessoas acredite que ser empreendedora é sinônimo de ter mais tempo livre com os filhos, a grande verdade é que, ao contrário do que muitos imaginam, o empreendedorismo materno, na maioria das vezes, não surge com esse objetivo.

Sou mãe do Lucas, 10 anos, da Aline, 8 anos, e do Felipe, 7 anos, e nunca entendi o termo empreendedorismo materno até dar à luz ao Lucas. As pessoas sempre me falavam sobre empreendedorismo materno, mas eu nunca havia parado para ligar os pontos. Eu sempre gostei muito de trabalhar, mas confesso quando segurei meu bebê no colo pela primeira vez, senti vontade de parar o mundo e ficar em casa! Essa vontade durou apenas 10 minutos, e já me veio a realidade à tona: “você não pode fazer isso, você vai ter que sustentar essa criança”.

Independente da maternidade, o grande desafio é conseguir equilibrar todas as responsabilidades sem perder a força. Passei a enxergar que, além de ter que me virar para fazer a empresa dar certo e da responsabilidade que eu tinha com os meus funcionários, eu também tinha uma criança para sustentar. No meu caso, a empresa tinha que dar certo porque era o único sustento da minha família e, talvez, das famílias de todos que trabalhavam comigo. E isso é o que talvez tenha me dado ainda mais energia para fazer as coisas acontecerem.

Os desafios no empreendedorismo materno são diários e mudam conforme as necessidades. Um exemplo atual é o enfrentamento da pandemia por conta do novo coronavírus. Muitas pessoas perderam seus empregos e não estão conseguindo ser recontratadas por conta do momento difícil do mercado. E quando a necessidade bate à porta, é preciso criatividade e motivação.

Tenho visto mulheres que estão costurando máscaras em casa durante a pandemia e colocando os maridos para vendê-las nas ruas. Ali está surgindo um negócio! Ela também não deixa de ser uma empreendedora que, enquanto fica com os filhos em casa, está tendo que se virar para garantir o sustento da família. Quando a necessidade bate, você tem que ter jogo de cintura para fazer as coisas acontecerem.

Para esta nova comunidade empreendedora, já existem empresas especializadas no suporte e compartilhamento de histórias que servem como motivação, apoio emocional e até mesmo como plataforma de dicas sobre como empreender e dividir as tarefas como mãe. Uma delas é a B2Mamy.

O empreendedorismo materno não é uma inovação no mundo, não é algo inteiramente novo. As atividades performadas pelas mulheres mostram que é possível empreender sendo mãe ou não. Talvez seja um pouco mais difícil quando se é mãe, ou talvez não. Talvez seja a melhor opção, ou talvez a única. A maternidade faz muitas mulheres se redescobrirem e encontrarem forças que nem imaginavam existir dentro de si. Quem sabe não seja o empurrão que faltava para criarem um novo começo? Um recomeço? Cabe às mulheres decidirem o que é melhor para si e seguirem em frente.

Tendências e tecnologia para o novo turismo nacional pós Corona

Por Johannes Noebels, fundador da mymento e filiado do LIDE FUTURO

O turismo é um dos setores mais afetados pela crise atual. Não só por causa do fechamento da maioria dos municípios turísticos, mas também pela queda no orçamento dos brasileiros.

É uma situação complicada, mas vamos olhar para o futuro e tentar entender as oportunidades que estão por vir. Uma coisa é certa: o turismo vai voltar e vai voltar forte. Parados em casa, devido ao novo coronavírus, os brasileiros não veem a hora de poder sair novamente, viajar, fazer novas experiências e, enfim, voltar a viver ao ar livre.

Mas, a situação mudou, logo o turismo vai mudar também. Tanto o perfil e comportamento dos viajantes, quanto o tipo das viagens e destinos procurados vão mudar. As empresas precisam se preparar para sair ganhando, tendo em vista que cada crise também traz novas oportunidades, mas vamos por partes.

Por causa da dificuldade de viajar para o exterior, o turismo nacional vai voltar primeiro. O Brasil é rico em natureza e é exatamente esse tipo de viagem que vai ser o mais procurado: atrações em contato com a natureza, ao ar livre e passeios para grupos pequenos. No País inteiro encontramos regiões que atendem muito bem a esses critérios, seja passeios de buggy na praia ou trilhas a cavalo no interior. São essas experiências que vão sair na frente e deixar os grandes resorts ou cruzeiros internacionais para trás, pelo menos por enquanto.

Para aproveitar o boom desse novo cenário, as empresas precisam entender o perfil do novo viajante pós Corona. Durante a crise, em casa, a tecnologia avançou muito. Mesmo pessoas menos chegadas às novas tecnologias se acostumaram a pedir comida online, assistir lives nas redes sociais e pesquisar por notícias pelo celular.

E é esse consumidor que vai voltar a viajar. Por isso, um site bem elaborado, com fotos, vídeos e descrições é essencial para cada empresa do turismo. Porque mesmo não podendo viajar no momento, as pessoas estão pesquisando e se inspirando para o tempo depois da crise. É importante as empresas estarem com as suas marcas fortalecidas , de “roupa nova” e preparadas para esse “novo normal”.

Uma forma de manter uma receita e aproveitar a vontade das pessoas de viajar é a venda de vouchers. O parque de aventuras TARUNDU em Campos de Jordão (SP), por exemplo, está usando a ferramenta de vendas online da MYMENTO para vender passaportes com desconto para uma data futura. Eles enxergam a oportunidade de trazer os turistas de volta para a região com a venda de passaportes com quase 50% de desconto.

Além disso, é previsível que vai ser primeiro o público mais jovem que vai voltar a viajar, que é um perfil totalmente alinhado e acostumado com a tecnologia. Cotações, reservas, pagamentos e confirmações precisam ser feitas online e em tempo real. Ninguém aceita mais esperar para obter respostas sobre valores e disponibilidades ou até para fazer uma reserva.

A realidade atual de muitas empresas é outra, trabalho offline e reservas por e-mail ou telefone. A digitalização que já veio rápido foi ainda mais acelerada nessa crise e é por isso que muitas empresas do turismo buscam por usar ferramentas, como a da MYMENTO, que foi desenvolvida focada nas necessidades do turismo A automatização de todo o processo desde a pesquisa das atividades até a reserva, pagamento pós-venda, avaliação e gerenciamento de promoções é fundamental para atender com rapidez e dentro das expectativas dos turistas.

Podemos resumir que o turismo vai voltar, com foco em destinos nacionais, na natureza e ao ar livre. Os viajantes pós-corona são pessoas jovens e a tendência do uso de tecnologias ganhou ainda mais relevância. Isso tudo está criando oportunidades novas para as empresas, operadoras e agências de passeios turísticos e aventuras na natureza, que entendam a nova situação, se reinventem diante deste cenário e não desistam nessa fase desafiadora.

Projeto CosmUS ajuda empreendedores a trocarem experiências e conteúdo durante pandemia

O universo digital passou por grandes mudanças, se tornando ainda mais essencial para os negócios devido à COVID-19. Empresas com atividades tradicionalmente ambientadas no físico tiveram que se adaptar a essa nova realidade. Dentre elas, está o LIDE FUTURO, que busca fomentar a troca de experiências, networking e conteúdo e novos negócios entre seus filiados.

Tendo os eventos físicos como uma de suas ferramentas para conectar jovens lideranças, o grupo precisou adaptar seu modelo para o formato on-line com agilidade. E agora, além de palestras virtuais voltadas aos mais diversos setores, com temas que estão em destaque no mercado, o filiado poderá contar com outra ferramenta de integração: o CosmUS.

Rafael Cosentino, um dos sócios do LIDE FUTURO e CEO da Inovalli, acredita que apesar das consequências, o momento traz novos aprendizados. “Desde antes dos problemas da COVID-19, nós do LIDE FUTURO já estávamos em busca de um ambiente digital para criar uma interação ainda mais forte entre nossos membros. O Corona apenas acelerou nossa transformação digital, que estava prevista até o final do ano”, explica o empresário. 

O processo de mudança do grupo para o ambiente on-line levou cerca de 15 dias. Além dos eventos, o grupo criou um novo modelo de atuação por meio de um ambiente digital exclusivo, com recursos que permitem uma comunicação fluida e maior conexão entre os membros. Para a construção dessa nova forma de comunicação ser efetiva e ter real impacto, a equipe do LIDE FUTURO precisou entender quais eram as dores dos filiados quanto à troca de experiências e networking on-line, que acabou dando vida ao CosmUS.

Com as análises sobre o que impacta os empreendedores de diversos setores, o  grupo decidiu dividir seus filiados em subgrupos, criando assim um conceito de “fraternidade”. “Além de estarmos propagando conteúdo relevante, baseados nas dores dos membros, conseguimos criar um ambiente de ajuda mútua, que surge de uma maior interação entre todos”, pontua Consentino.

Para enfrentar a crise, o acesso a conteúdos multissetoriais se torna uma solução para fomentar um ambiente de discussão em busca de melhores práticas de cada setor, além do auxílio psicológico que essa troca pode trazer aos filiados. Rafael diz que não há uma dica exata para enfrentar esse momento de instabilidade, “o principal é revisitar seu Bussiness Plan, entendendo quais os impactos que a pandemia causará no seu negócio e quais movimentos que você deve fazer, além de, principalmente, se preocupar com caixa”, orienta o empresário.

Para Rafael, o digital vai tomar seu lugar e relevância no mundo dos eventos e negócios. Os eventos digitais aliados a novas formas de relacionamento, como o ambiente digital do LIDE FUTURO e o CosmUS, auxiliarão a mitigar a falta dos encontros físicos nesse momento.

Like The Future: Brasileira assume liderança global de empresa referência em Cannabis medicinal

Vice-presidente da HempMeds Brasil desde 2014, Caroline Heinz, agora comanda operações da marca nos Estados Unidos e América Latina

Restrições legais, burocracia e falta de informação. Quando a executiva carioca Caroline Heinz trouxe a HempMeds ao Brasil para proporcionar qualidade de vida através da Cannabis medicinal para cerca de 4 milhões de pacientes, a então vice-presidente já sabia de todos os desafios que enfrentaria para se tornar pioneira no setor de cannabusiness. 

Nos últimos seis anos, ela apostou em um modelo de negócios que acolhe os pacientes, ensina os médicos a prescreverem os produtos de Cannabis para fins medicinais e é fonte de informação sobre a medicina canabinoide. Com esses três pilares, Caroline consolidou a HempMeds. A primeira empresa brasileira autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a importar produtos à base de Cannabis em território nacional já forneceu mais de 80 mil unidades para milhares de pacientes.

Ao longo dos últimos cinco anos, a HempMeds Brasil se destacou promovendo seminários, webinários e transmissões ao vivo via redes sociais para levar informações ao público sobre os benefícios deste canabinóide para saúde e bem-estar.

crédito fotos: Jordan Guzzardo

“O objetivo sempre foi combater o preconceito e a desinformação, então investimos no acolhimento dos pacientes, no contato com a rede médica e na produção de informação científica de qualidade sobre o tratamento”, afirma Caroline. A empresa não só construiu uma rede de 2 mil médicos prescritores, como promoveu workshops para ensiná-los a entender sobre essa medicina e atuou junto a instituições de pesquisa para a elaboração de estudos focados na segurança e eficácia dos compostos.

Com base nos resultados gerados pela liderança da executiva, a Medical Marijuana Inc., dona das marcas, tornou Caroline Heinz co-CEO global da companhia. A novidade foi anunciada em maio. A executiva terá como par o mexicano Raul Elizalde, também presidente das operações da HempMeds México. A missão da dupla é replicar as soluções de negócios de seus respectivos países em toda a América, incluindo o país-sede do Grupo, Estados Unidos.

O empreendedorismo que vê mas não enxerga

Por Simone Cyrineu, CEO e fundadora da thanks for sharing e filiada do LIDE FUTURO

Entreter-se faz parte do desenvolvimento humano há eras, desde os tempos em que o ser-humano, ainda nas cavernas, se deparava com algo novo e buscava registrar suas experiências por meio de pinturas e relatos orais. E, nesse ímpeto curioso de explorar mais do que a novidade, evoluímos.

Corta para 2020.

Smartphones, notebooks e até smartwatches nos garantem a oportunidade de adquirir todo conhecimento disponível do mundo (sim, do mundo). MIT, Harvard, USP, Yale, Stanford, Oxford, Cambridge e as incontáveis imersões presenciais em Silicon Valley, China entre outras missões de negócios e empreendedorismo, infoprodutos de “especialistas”, grupos de WhatsApp para empreendedores, redes de network qualificados, webinars, eventos presenciais no Brasil, no mundo, workshops, mentorias…ufa.

É muito conhecimento disponível para você fazer o que tem que ser feito e alcançar seu sucesso.

De fato, é muito rico isso tudo e vivemos numa era de troca de informação e conhecimento em um volume nunca antes vivido. E sim, experimentar este momento da massificação do conhecimento disponível pode vir a acelerar seu aprendizado. Ou gerar um grau altíssimo de ansiedade.

Mas, porém, contudo, entretanto, em algum lugar de toda essa narrativa o mapa dos unicórnios nos parece estar disponível. Em cada fase, é preciso adquirir os badges de conhecimentos necessários para avançar para a próxima. Anjo, Feed, Series A-B-C-D-E, exits…

Empreender é um processo. Ou, como manda o jargão, uma jornada e como tal, parece que há uma fórmula, um caminho, uma metodologia a ser seguida para se obter sucesso e, assim, zerar o jogo.

E cá estamos nós, atordoados. Domine vendas, domine marketing, finanças, saiba seu propósito, cuide da saúde, da família, do networking, do seu time, da sua marca – PJ e PF. E não esqueça de deixar suas redes sociais com conteúdo em dia.

Empreender é um processo: humano.

E sendo humano, existem mais de 6 bilhões de possíveis maneiras de empreender. Nenhuma está certa ou errada e também não há meios de comparar a velocidade com que se percorre o caminho. Porque empreender é um processo pessoal. É sobre como você lida com você mesmo, o que reflete diretamente nos seus resultados e no seu ritmo.

É sobre descobrir que você não sabe tudo e sobre aprender a deixar o ego de lado ao se deparar com o desconhecido que ninguém te contou como seria. É sobre se cobrar menos e encarar, com leveza, cada tropeço. É sobre compreender, aceitar e maturar o seu próprio tempo de digerir e condensar isso tudo. Transformar em aprendizado, ação e evoluir.

Como se organizar com tanta LIVE?

por Adriana Luz, fundadora do buscalive e filiada do LIDE FUTURO

O isolamento social mudou nossas vidas e estamos em constante adaptação a uma nova realidade, ou ao que temos tanto ouvido falar como o “novo normal”. Dentro desse contexto, houve um boom no mercado de LIVES – apresentações ao vivo na internet -, que trouxe uma nova proposta de consumo de conteúdo, dos mais diversos assuntos, com um simples “clique”.

A disponibilidade de LIVES realizadas é enorme, não só pela variedade de conteúdo que oferecem, que vai desde músicas, atividade física, negócios, empreendedorismo até astrologia e conteúdos geek, mas também pela sua divulgação em diferentes plataformas, como YouTube, Instagram, Facebook, LinkedIn, Zoom, links customizados por empresas, entre outras.

Segundo matéria publicada pela revista EXAME, as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil na quarentena e a audiência das LIVES é de dez a 20 vezes maior do que a dos vídeos gravados. Além disso, a consultoria americana Tubular Labs, especializada no segmento de vídeos na internet, indica que houve um crescimento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março – média de quase 3,5 bilhões de minutos de conteúdo por dia. 

Tamanha oferta e facilidade de acesso vem deixando os usuários do universo digital “perdidos e desorientados” quanto à forma de localizar as LIVES de sua preferência e organizar sua agenda para acompanhar tudo aquilo que é de seu interesse na respectiva data, horário e plataforma disponível. 

Como muitos dizem, é da crise que surge o poder de reinvenção do ser humano e, diante deste cenário caótico de LIVES, foi criado o “buscalive”, o “Google das LIVES”, que em apenas um mês teve quase 1.000 LIVES cadastradas em sua plataforma.

No aplicativo, o usuário consegue buscar as LIVES por data, conteúdo, artista, LIVER (termo denominado para o apresentador), salvar na agenda do celular para ser lembrado pouco antes do início da sua LIVE, compartilhar com os amigos e até acessar as plataformas de divulgação do conteúdo, tudo isso de forma prática e, melhor, gratuita.

Além disso, a ferramenta também funciona como uma comunidade, onde o LIVER pode divulgar a sua apresentação de forma gratuita, para que mais usuários tenham acesso ao seu conteúdo, conheçam o seu trabalho e divulguem seu negócio.  

Sem dúvidas, uma epidemia global. Mas, onde vai dar tudo isso? As LIVES vieram para ficar ou são apenas mais uma tendência passageira? Não dá para esconder, a caixa de Pandora foi aberta e, de uma forma mais positiva do que negativa, a descoberta da LIVE transformou o mundo e se tornou um hábito, não apenas por sua praticidade, mas pelo baixo custo versus alcance e resultado que pode proporcionar. Esperar que elas simplesmente desapareçam ao término da pandemia seria um tanto quanto subestimado.

Debate: Importância da imprensa no combate a fake news durante pandemia são temas de live com Celso Zucatelli

LIDE FUTURO promoveu debate sobre relevância da informação e do trabalho jornalístico em tempos de crise

Com a chegada do novo coronavírus, o jornalismo adquiriu um papel de protagonismo ainda mais central na hora de informar e proteger a sociedade. Por isso, o LIDE FUTURO realizou a live “O papel e a importância da imprensa na crise”, para debater, junto ao jornalista Celso Zucatelli, o trabalho que a imprensa tem realizado frente à pandemia.

Atual apresentador dos telejornais Balanço Geral e Fala Brasil, da Record TV, o profissional passou por importantes veículos do País, como O Estado de S. Paulo, e pelas emissoras Rede Bandeirantes, TV Cultura, RedeTV! e TV Gazeta.

Na conversa, voltada a empresários e empreendedores filiados ao grupo, o convidado valorizou o trabalho de toda a imprensa durante a pandemia, pois, assim como ele, muitos outros profissionais da área não estão em quarentena para informar e prevenir a população sobre os novos dados da COVID-19.

Influente na televisão e também na internet, Celso Zucatelli descreveu as possibilidades de comunicação como infinitas e apontou as redes sociais como fortes aliadas nesse momento de reclusão social. Nativo da televisão, o apresentador falou sobre essa conexão entre os antigos e novos meios de comunicação: “A gente consegue provocar a participação das pessoas usando as redes sociais com a notícia na televisão”, explica.

A internet tem se tornado forte aliado nas notícias sobre a pandemia. Hoje, a televisão tem utilizado parte das técnicas tradicionalmente digitais para informar. “As pessoas tinham uma resistência às coisas digitais, agora tiveram que fazer e viram que funcionam”, comenta o jornalista.

Com o crescimento de notícias falsas, Zucatelli reforça que ele e seus colegas de  profissão têm dupla função. “A gente tem a obrigação de mostrar e ensinar como usar as ferramentas de notícias. Nós estamos tendo nesse momento a oportunidade de mostrar isso, desmentindo notícias falsas e explicando o que é a notícia falsa”, explica. 

Quando perguntado sobre como evitar fake news dentro do ambiente jornalístico, o apresentador explicou que a melhor solução é uma apuração mais rigorosa.

Também esteve em pauta o papel da mídia em estimular o conhecimento, a educação e a busca por conhecimento alternativo, além da importância de divulgar a informação de forma imparcial. “A gente tem que buscar o melhor recurso de todos que é ouvir os especialistas para tentar ajudar as pessoas a tomarem decisões em um ambiente totalmente caótico”, afirma o profissional. O fim da conversa foi marcado por perguntas ao jornalista, que lembrou mais uma vez que a imprensa tem o papel de mostrar o que de fato está acontecendo. “O nosso papel é mostrar tudo, a gente tem que dar elementos para que a população possa tirar sua própria conclusão”.

Margeando o rio Estige: Limites aos discursos de ódio na internet

Por *Adriana Filizzola D’Urso e **Rodrigo Fuziger

A História é testemunha do ódio como um afeto perene à condição humana, externalizado em demonstrações usualmente fundamentadas em toda sorte de preconceitos (raça, gênero, religião, ideologia, dentre outros). É certo que o ódio acompanhou a humanidade no paulatino e decisivo câmbio para vidas cada vez mais virtuais. Assim, o problema das manifestações de ódio por meio online é absolutamente central à contemporaneidade, com contornos cada vez mais notáveis e perniciosos.

Nesse sentido, nos breves minutos da leitura desse texto, seguramente milhares de condutas tipificáveis como crimes de ódio ocorreram na internet. Um número absolutamente superior à sua ocorrência offline e que parece aumentar cada vez mais em tempos atuais, diante do panorama de recolhimento social, estresse decorrente do cenário de pandemia e acirramento de disputas político-ideológicas.

Na magistral “Divina Comédia”, Dante Alighieri descreve, na primeira parte da obra, um inferno concebido por nove círculos, alguns dos quais são banhados por rios. Um deles, é o rio Estige, que banha o quinto círculo. Trata-se de um rio de águas lodosas e frias, uma referência de Dante à mitologia grega, sendo Estige (ou Styx) uma representação mítica do ódio na cultura helênica.

Usando de tal metáfora, é inconteste afirmar que as águas do rio Estige permanecem caudalosas em nosso tempo, com um leito alargado que se espraia sobre um novo solo fértil (inconcebível mesmo nos mais inventivos cenários dantescos): um plano virtual. Mas, será esse plano da internet realmente uma terra sem lei banhada pelo rio do ódio? Há, em nosso país, mecanismos jurídicos de proteção a indivíduos e grupos aviltados por discursos odiosos nos meios virtuais? E se tais mecanismos existem, por que a percepção de impunidade salta aos olhos vidrados em telas?

Apesar desta percepção e da falsa ideia de anonimato, a internet não é terra sem lei, aplicando-se, mesmo no mundo virtual, a legislação brasileira, que prevê responsabilidade civil e criminal a quem apregoa o ódio.

Dependendo do conteúdo, mensagens odiosas divulgadas pela internet podem ensejar a obrigação do pagamento de uma indenização (e aqui cita-se como exemplo o caso público de um jornalista que foi condenado a pagar 100 mil reais de indenização a Chico Buarque e sua família, por comentários ofensivos no Instagram da filha de Chico).

Também existe a possibilidade de responsabilização criminal daquele que destila o ódio na internet, com a consequente imposição de pena privativa de liberdade, restritiva de direitos e/ou multa, a depender da situação.

Caso o teor odioso publicado na internet tenha conteúdo caluniador, difamatório ou injurioso, a pessoa que o propala pode responder por um dos crimes contra a honra, previstos, respectivamente, nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, com pena máxima de até três anos de reclusão e multa, quando se tratar de injúria que utilize elementos de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência (artigo 140, §3º do Código Penal).

Na hipótese de um indivíduo vir a praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio da demonstração de ódio na internet, fica caracterizado o crime de racismo, previsto no artigo 20 da lei 7.716/89, um crime grave, imprescritível, inafiançável e sujeito a uma pena de um a três anos de reclusão e multa.

Ademais, manifestações homofóbicas na internet, desde 13 de junho de 2019, podem ensejar a responsabilização criminal do agente, em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passasse a ser crime no Brasil, punida pela Lei de Racismo (lei 7.716/89).

Isto posto, por premissa, é fundamental compreender o fenômeno do ódio como um afeto humano, hiperbolizado em nossas relações sociais construídas usualmente a partir de relações de semelhança e diferença (e Stendhal, em “O vermelho e o Negro”, já afirmava “que a diferença leva ao ódio”). A ideia central, a partir desse olhar que foge à ingenuidade de uma visão de mundo livre de afetos negativos, é compreender e, por consequência, buscar desconstruir o ódio, uma tarefa que – embora orientável pelo incentivo à informação, esclarecimento e reflexão – é, no limite, solipsista, a partir da autonomia deliberativa de cada sujeito.

No entanto, a sociedade e o Direito (inclusive penal em casos extremados) como forma de controle social devem assegurar que a liberdade de expressão seja, de fato, livre de amarras prévias, mas não imune a consequências, uma vez que a experiência histórica é pródiga em episódios, nos quais (feito um ovo de serpente) o ódio como verbo contra a diferença acabou por se concretizar em tragédia sobre biografias e em tragédia sobre sociedades, eis que o totalitarismo, de qualquer cariz ideológico, é o instrumento privilegiado do ódio como afeto político.

*Adriana Filizzola D’Urso é advogada criminalista do escritório D’Urso e Borges Advogados Associados, professora, mestre e doutoranda pela Universidade de Salamanca.
**Rodrigo Fuziger é advogado, professor, doutor em Governança Global pela Universidade de Salamanca, doutor em Direito pela USP, bacharel em filosofia pela USP.

LIDE FUTURO e ELAS debatem equidade de gênero para promover a liderança de executivas no mercado

Síndrome do impostor foi um dos temas discutidos. Estima-se que 70% das pessoas já viveram isso. Em mulheres é um agravante.

De acordo com o Grant Thornton, apenas 25% dos cargos executivos foram ocupados por mulheres em 2017. Se a equidade de gênero fosse alcançada, o PIB aumentaria US$ 28 trilhões em 10 anos (McKinsey). Em busca de fomentar a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, o LIDE FUTURO se uniu com a ELAS, escola focada no desenvolvimento pessoal de mulheres para realizar todas as edições do W LIDE FUTURO em 2020.

Lais Macedo, sócia do LIDE FUTURO, acredita que o debate sobre dados e informações a respeito da mulher no mercado de trabalho é importante para ter referências que as inspirem a seguir na luta pela igualdade. 

O Fórum Econômico Mundial mostrou que o Brasil caiu 5 posições no ranking de equidade de gênero. Sem ações de fortalecimento desse ecossistema, como é o caso do W LIDE FUTURO, promovido todos os anos, a equidade seria alcançada apenas em 200 anos. O evento, que é voltado a líderes, executivas, empreendedoras e convidadas teve 2h30 de conteúdo focado na palestra “O Despertar da Autoconfiança”, ministrado por Amanda Gomes e Carine Roos.

O encontro busca ressignificar o olhar das participantes por meio de debates, gamificação, dados e reflexões ao ‘hackear’ o sistema. “Quando a gente está falando de hackear o sistema, é sobre a gente entender tão bem como esse sistema funciona, pra gente questionar e provocar, tornando-se mais influentes e mais estratégicas”, explica Carine.

A ELAS surgiu quando as amigas e sócias viram que existiam poucas iniciativas para mulheres se sentirem confiantes nos cargos de liderança. Durante o W LIDE FUTURO, as especialistas abordaram a importância de reduzir o volume da autocrítica. Alguns dados foram apresentados, como o estudo da HP (2011) onde mulheres precisam ter 100% das qualificações indicadas para conseguirem se candidatar a uma vaga, enquanto homens se candidatam à ela com apenas 60% de qualificação.

A síndrome do impostor foi um dos temas debatidos durante a palestra. De acordo com  uma recente revisão bibliográfica do International Journal of Behavioral Science, estima-se que 70% das pessoas já passaram por experiências deste tipo, com um agravante maior em mulheres. 

Entre os chamados “sintomas” da Síndrome do Impostor, Carine Roos pontuou que o perfeccionismo, atrelado ao medo de nunca estar satisfeita com os feitos é um dos mais problemáticos para a construção da autoconfiança. Nos cursos ministrados pelo grupo de liderança feminina, as empreendedoras contam que aproximadamente 90% das mulheres levantam a mão por já terem vivenciado a síndrome em algum período.

Um dos jogos propostos foi assimilar palavras entre os gênero feminino e masculino e carreira ou família. Como resultado, as participantes notaram que palavras do gênero feminino são mais associadas à família, enquanto palavras masculinas são, normalmente ligadas à carreira. 

A força interna, a força externa e a força estratégica da cultura da empresa constróem a pirâmide para alavancar o empreendedorismo feminino e o autodesenvolvimento. Amanda Gomes explica que o ideal é encarar a vida como um jogo, encarar nossos papéis como um jogo, sendo íntegras, éticas e genuínas. “Quando a gente se coloca na condição de se perguntar qual a sacada da fase que eu ainda não peguei, a gente tá assumindo a responsabilidade de ser protagonistas desse jogo e decidir jogar enquanto ele é conveniente pra mim e eu decido continuar nesse jogo ou não”, conclui.

“Nossa força são as nossas emoções. A gente não tem que ser racional, a gente tem que ser assertiva. Que na verdade é: entender as minhas emoções, me apropriar das minhas emoções, mas canalizar nossas emoções nas decisões certas”, pontua.