Negócios inusitados: fazenda urbana, coroas para velório e dupla de palhaços são tema de debate promovido pelo LIDE FUTURO

Evento conta com Igor Faria, líder da operação da dupla Patati Patatá; Rafael Delalibera, fundador da Pink Farms, e Renan Mentor, fundador da Coroas para Velório

O LIDE FUTURO promove a primeira edição do LIDE FUTURO Experience “Talk and Beer”, uma noite de muito networking e debate sobre negócios exponenciais em mercados ainda pouco explorados. O evento acontece amanhã, dia 12 de novembro, no BBQ Company House, novo parceiro dao grupo. 

O bate-papo, no estilo “fuja do óbvio”, conta com a presença dos empreendedores Igor Faria, que lidera a operação familiar de R$ 250 milhões/ano da dupla Patati Patatá; Rafael Delalibera, fundador da Pink Farms, primeira fazenda urbana de São Paulo; e Renan Mentor, fundador do maior e-commerce de homenagens fúnebres no Brasil, a Coroas para Velório

Em formato interativo, o debate permitirá que todos os filiados e convidados contribuam com a discussão. 

Cannatech: Por que as startups de pesquisa e desenvolvimento de Cannabis são a melhor oportunidade de investimento

O verdadeiro diferencial do mercado de Cannabis está nas empresas que investem em inovação para melhorar o bem-estar do paciente

Pacientes, empresários e investidores brasileiros aguardam com expectativa o resultado das duas iniciativas regulatórias que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou este ano, uma sobre o cultivo de Cannabis para fins medicinais e científicos, outra sobre o registro de medicamentos à base da planta. A possibilidade de o país regular a matéria atraiu o interesse de muita gente, especialmente entre quem deseja cultivar. Mas, faz sentido?

Faz, afinal a Cannabis é uma planta, o país é “agro” e a demanda por tratamentos com Cannabis só cresce em todo o mundo. Mas acreditar no cultivo como a única ou mesmo como a melhor opção de investimento na área é uma aposta arriscada.

A Cannabis logo vai se tornar uma commodity, como qualquer outra. O preço da matéria-prima vegetal, que hoje é exorbitante por estar distorcido pela proibição de cultivo, vai cair drasticamente nos próximos anos. E o Brasil, quando e se entrar nesse mercado, vai encontrar margens bem mais baixas que as atuais.

No contexto das Américas, largamos atrás dos pioneiros Uruguai e Colômbia, e mesmo de Peru, Chile e até Paraguai, além de diversos países do Caribe e da América Central, que já têm regulações em andamento. Até mesmo os EUA, que legalizou o cultivo de cânhamo em nível federal no ano passado, vai contribuir para reduzir o preço da commodity, com um aumento de duas a seis vezes em sua produção lícita anual em 2019.

Em médio a longo prazo, é possível que nem se precise mais de plantas para produzir medicamentos à base de canabinoides: já que existem empresas produzindo Canabidiol (CBD) e Tetrahidrocanabinol (THC) com leveduras. O processo é parecido com o de fermentação da cerveja, a diferença é que as células produzem as moléculas originais da planta, em vez de álcool.

E este exemplo mostra onde realmente vai valer a pena investir num futuro breve: em ciência e tecnologia. Cada vez mais, serão as empresas de Cannabis e tecnologia que terão valor, em vez daquelas que simplesmente plantam e colhem matéria-prima. Mesmo para quem investir em negócios estritamente agrícolas, o investimento em pesquisa será o diferencial que pode determinar se a empresa sobreviverá ou não ao aumento da concorrência.

A Cannabis tem um grande potencial terapêutico, mas é a ciência e a inovação que podem levar o potencial terapêutico dessa planta a muito mais pessoas. É nisso que acreditamos. E é para isso que a Entourage Phytolab trabalha nos nossos laboratórios em Valinhos, no estado de São Paulo.

Para produzir nosso primeiro medicamento, desenvolvemos em parceria com a Unicamp uma tecnologia de extração dos canabinoides da planta, com eficiência e produtividade significativamente superiores aos do padrões do mercado. Para cada quilo de planta processado, a maioria das empresas perde 10 a 20% dos canabinoides durante a extração.

Em nosso processo, essa perda não chega a 5%. E conseguimos esse resultado num tempo cerca de cinco vezes menor, o que representa uma economia adicional de energia, solventes e recursos naturais. Menos custo para a empresa – e maior competitividade. E, ao mesmo tempo, custos mais acessíveis aos pacientes.

O desenvolvimento de formulações farmacêuticas modernas é outra área importante. Nossas formulações, testadas em ensaios pré-clínicos, mostram biodisponibilidade quatro a seis vezes superior a dos produtos comercializados atualmente no mundo.

Isso significa que o paciente precisa tomar uma dose menor de CBD para obter a mesma concentração da droga no sangue. Ou seja, ele vai obter o mesmo efeito no tratamento, com menos remédio e custo menor. Com doses mais baixas, ele também está sujeito a menos efeitos colaterais. É o investimento em ciência ajudando os dois lados do balcão.

São essas tecnologias voltadas para o bem-estar do paciente – e para a segurança de quem prescreve – que serão o verdadeiro diferencial do mercado de Cannabis. E nisso, esse setor não tem nada de diferente dos outros. Afinal, é aquela velha história: qual negócio vale mais a pena, vender sacas de café ou cápsulas de Nespresso?

Entourage Phytolab

Crédito foto: Rodrigo Braga/Divulgação

Sócio do LIDE FUTURO participa de debate sobre mercado bancário do Brasil

O evento abordou o marco legal das empresas de pagamento, as regulações do Banco Central e a reforma tributária

O LIDE Alemanha promoveu no dia 23 de outubro, em Munique, o evento “Mercado bancário e de fintechs no Brasil considerando a reforma tributária”. O evento teve a presença de dois palestrantes brasileiros, Paulo Focaccia, especialista em direito digital na FAS Advogados e sócio do LIDE FUTURO, e José Mauro da Fonseca Couto, cônsul-geral do Brasil em Munique.

O encontro reuniu empresas de auditoria, bancos, indústrias e empreendedores, com o objetivo de debaterem o cenário do mercado bancário brasileiro e as questões jurídicas no Brasil referente às chegadas das novas fintechs.

Paulo Focaccia abordou o marco legal das empresas de pagamento, regulações do Banco Central e reforma tributária: “com a reforma em trâmite, as possibilidades de investimentos no mercado brasileiro tendem a avançar de forma crescente, já que os investidores terão uma nova confiança em nosso mercado”.

O Brasil conta com 209,3 milhões de habitantes, sendo que 45 milhões de pessoas ainda não têm acesso a serviços bancários. Focaccia enfatiza que o Brasil tem um mercado de crédito de R$ 2,9 trilhões, o que é algo muito atraente para os investidores locais e estrangeiros.

Para muitos especialistas, a reforma tributária é considerada fundamental para a retomada do crescimento da economia brasileira. A atual reforma tributária em trâmite no Congresso propõe que a carga de impostos seja mantida, mas que haja alteração na forma de cobrança, que passa a ser no consumo e não na produção. 

Especialistas debatem soluções para a inovação de ambientes urbanos

Na noite de 30 de outubro, aconteceu o LIDE FUTURO Debate “Cidades Inteligentes”, na sede da Athié Wohnrath, com a participação de Sérgio Athié, sócio-diretor da Athié Wohnrath; Susanna Marchioni, CEO da Planet Smart City no Brasil; e Raul Juste Lores, editor-chefe da revista Veja SP. O bate-papo foi conduzido por Rafael Cosentino, CEO da Inovalli e presidente do comitê de gestão do LIDE FUTURO.

Atualmente, com a crise global de moradia em países com grandes déficits habitacionais, empresários e novas lideranças políticas buscam parcerias para revitalizarem construções em comunidades já estabelecidas, por meio de tecnologias inteligentes.

A transformação de uma cidade comum em uma cidade inteligente (Smart City) é um assunto que desperta cada vez mais o interesse da população e dos governos de todo o mundo, já que, principalmente nas grandes metrópoles, algo deve ser feito pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, com melhores serviços públicos, maior sustentabilidade e distâncias menores.

Tendo a inovação dos ambientes urbanos como foco do debate entre os especialistas, foram trazidos exemplos de cidades no mundo onde essa inovação está dando certo, como Seul, na Coreia do Sul, e Barcelona, na Espanha. Quando questionados sobre Brasil e o que podemos esperar de implantação por aqui, os debatedores trouxeram pontos otimistas, mas também alertaram sobre dificuldades que tanto esbarram no poder público, quanto no privado.

“Eu trabalho com muitas empresas, muitos jovens, e todos estão curiosos para saber o que está acontecendo de inovação no mundo, com um estilo de vida totalmente diferente da família da década de 80. Acredito que teremos brevemente uma mudança, pois as pessoas querem morar perto do trabalho, querem sair de casa e poder ir a um mercado ou uma farmácia a pé”, comentou Sérgio Athié.

Susanna Marchioni, CEO do Planet Smart City – empresa que integra soluções inovadoras em arquitetura e planejamento urbanístico, tecnologia, meio ambiente e práticas de inovação social para oferecer residências de alta qualidade, com preço acessível –, alertou sobre a importância de ampliar áreas comuns. “Normalmente, em projetos de 100 hectares, você precisa utilizar 45 hectares para malha viária, parques e outras áreas comuns, nós estamos trabalhando com parâmetros um pouco maiores, cerca de 51 hectares”, disse.

Por fim, o jornalista Raul Juste Lores disse que a cidade de São Paulo precisa mudar suas leis para conseguir inovar em seus ambientes urbanos. “O Conjunto Nacional, na avenida Paulista, é um exemplo de projeto urbanístico, mas, com as leis atuais, não seria possível alguém construir um outro Conjunto Nacional nos dias de hoje”, mencionou.

O evento contou com a participação de 50 filiados do LIDE FUTURO.

Votação da Anvisa é adiada: confira os obstáculos e tendências de mercado para regulamentação da cannabis medicinal

LIDE FUTURO promove debate que inclui cannatech, empreendedorismo e entraves legais em um mercado estigmatizado e promissor

No dia 18 de outubro, o Museu da Imagem e Som (MIS) recebeu nova edição do LIDE FUTURO DEBATE, intitulado Cannabusiness: potencial nacional e segmentos de negócios, que trouxe reflexões sobre desafios, oportunidades e movimentos estratégicos de mercado do composto da Cannabis Sativa no Brasil e no Mundo, o canabidiol (CBD).

Com mediação de Ricardo Amorim, autor do blog CannabiZ, espaço dedicado ao mercado da cannabis legal no site da revista Veja, e Valéria França, jornalista responsável pelo blog Cannabis Inc., da Folha de S. Paulo, que discute o mercado de cannabis, suas movimentações e players, o evento reuniu palestrantes como Mara Gabrilli, usuária legal de medicamentos à base de canabidiol e defensora da regulamentação pró liberação, Marcelo Galvão, CEO e fundador da Cantera, Caio Abreu, CEO da Entourage Phytolab, Caroline Heinz, vice-presidente da Hempmeds Brasil, José Bacellar, CEO e sócio-fundador da VerdeMed, Cassiano Teixeira, diretor executivo da Abrace Esperança, e Arthur Arsuffi, advogado da Reis, Souza, Takeishi & Arsuffi.

A Senadora Mara Gabrilli demonstrou-se otimista quanto ao cenário de regulamentação da cannabis, processo que enxerga como inevitável, e enfatizou a importância de promover discussões relevantes à sociedade para o progresso de resoluções consideradas urgentes. 

Já o advogado Arthur Arsuffi considerou a possibilidade de que o debate no Congresso tire o empenho da regulação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de temer a postergação das votações até que se expire o mandato de William Dib, presidente da organização, até então propulsor da medida regulatória. 

Para o CEO da OnixCann | Cantera, Marcelo Galvão, há um potencial do hemp – ou cânhamo – do Brasil ter o melhor preço do mercado, já que pode ser fruto de rotação de cultura no Mato Grosso, por exemplo, no lugar de algodão e milho. 

Caio Abreu, CEO da Entourage, completa alegando que a empresa se empenha no desenvolvimento da ciência brasileira e que, em parceria com universidades, investirá em pesquisa com o objetivo de fornecer produtos acessíveis e de boa qualidade, podendo reduzir os custos de tratamentos que alcançam os R$ 5 mil mensais para apenas R$ 50. 

Cassiano Teixeira, diretor da Abrace Esperança – organização sem fins lucrativos que presta apoio a famílias que necessitam do tratamento com Cannabis medicinal, além de realizar pesquisas com pacientes que a utilizam como alternativa de tratamento – abordou a trajetória da entidade que produz remédios para mais de 2 mil pessoas. Teixeira evidenciou a necessidade de priorizar a empatia pelos pacientes, não o dinheiro que será gerado pela regulamentação. 

Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil, considera que o país não está progredindo tanto quanto os demais no que chama de “corrente verde” e foi enfática ao demonstrar como a oportunidade de trazer saúde à população também poderia contribuir para a economia e abrir espaço para o potencial de exportação industrial de hemp, que, inclusive, é capaz de substituir o plástico. 

O evento reuniu 140 participantes, entre eles jornalistas, especialistas, empresários e filiados do grupo.

O que muda com a reforma tributária? Confira as tendências do setor bancário e de fintechs no Brasil

Com aprovação da reforma tributária, mercado de pagamentos e créditos tende a democratizar acesso a serviços bancários e reduzir taxas cobradas

Considerada essencial para a retomada da economia do país, a reforma tributária tramita, com textos complementares, na Câmara dos Deputados e no Senado, visando a simplificar a cobrança de impostos com a unificação de diferentes taxas. 

A reforma propõe que a carga tributária seja mantida, mas que haja alteração na forma de cobrança, que passa a ser no consumo e não na produção. 

De acordo com Paulo Focaccia, especialista em direito digital na FAS Advogados e sócio do LIDE FUTURO, “Com a reforma tributária em discussão, o cenário de investimentos brasileiro tende a avançar consideravelmente, uma vez que retomará a confiança de mercado, ficando mais atraente para os investidores locais e estrangeiros. Além disso, a modificação, que tende a trazer a simplificação dos impostos, possibilitará uma maior transparência e entendimento da forma como se aplicam, fator fundamental para a decisão de aplicar dinheiro.”

O executivo estará presente no evento “Mercado bancário e de fintechs no Brasil considerando a reforma tributária”promovido pelo LIDE Alemanha em parceria com Foccacia Amaral e Lamônica Advogados, no dia 23 de outubro, em Munique, na Alemanha. 

Segundo Focaccia, aliando o cenário com o Decreto 10.029, publicado no Diário Oficial da União em 30 de setembro, que permite ao Banco Central maior autonomia para autorizar a entrada de capital estrangeiro em bancos e fintechs nacionais, há uma grande expectativa de entrada de novos players para estes mercados, o que tende a aquecer ainda mais a economia. Até então, a entrada de estrangeiros no capital de instituições financeiras dependia de autorização presidencial, o que intensificava os custos e as burocracias. 

São Paulo é o coração financeiro do Brasil. Estudos mostram que 71% de todas as fintechs brasileiras estão localizadas na cidade. Com o Decreto, as condições para investimentos serão facilitadas, fomentando a concorrência e, consequentemente, a melhoria dos serviços do setor.  

“É iImportante reforçar que o próprio Banco Central, por meioatravés de suas políticas, tem fomentado o crescimento e a inovação no mercado de pagamentos e de créditos. Por todos esses motivos acreditamos que este setor devae ganhar ainda mais relevância no cenário macroeconômico no Brasil, democratizando o acesso aos serviços bancários e reduzindo as taxas cobradas, fator extremamente relevante para o desenvolvimento.” conclui o especialista. 

Entre os palestrantes do evento em que Focaccia discorrerá sobre o tema estão José Mauro da Fonseca Couto, Cônsul Geral do Brasil em Munique e membro do LIDE no Brasil, e Fernando Salvia, Presidente do Conselho de Administração da FAS Advogados. 

Mindset da Inovação no LIDE FUTURO By Members

O “Mindset da Inovação” foi o tema que permeou a apresentação feita por Leo Mereu, CEO da Babushka, e Karol Andrêis, fundadora da Babushka e CEO da InYou, em mais um LIDE FUTURO By Members. Realizado no HOUSI, novo empreendimento que segue a linha de “casa on demand”, o evento contou com cerca de 40 filiados, que puderam ter insights sobre como preparar sua empresa para conversar com a nova geração Alpha.

Karol Andrêis e Leo Mereu que são casados, contaram sobre suas histórias profissionais, os desafios à frente da Babushka e sobre como é inovar sempre: “Falar sobre inovação para mim é abrir o coração sobre meus erros e acertos”, afirmou Leo. E completou: “compartilhar aprendizados com quem está alinhado em busca de um caminho de originalidade e excelência é sempre gratificante. Ainda mais dentro de um grupo seleto como é o LIDE FUTURO”.

Em 10 anos de atuação no mercado digital, eles já responderam diversas perguntas de clientes que fizeram toda a diferença na hora de definir as estratégias e os investimentos para determinada marca.

Durante a apresentação, Karol e Leo contaram um pouco de suas trajetórias e a importância de todas as pessoas terem um mindset de inovação para ampliar seus negócios. Eles citaram o que existe em comum entre as empresas Nubank, Netflix, Uber e a página da Prefeitura de Curitiba. Também deram dicas importantes de como todos podem acompanhar as inovações digitais e tecnológicas para não ficarem ultrapassados.

Um outro tema também muito explorado durante a apresentação foi a importância de empreendedores acompanharem os últimos memes da Internet para aplicarem aos seus negócios.

“As trocas e os novos olhares sobre negócios enriquecem o LIDE FUTURO”, avaliou Karol.

Por fim, eles comentaram sobre a nova empreitada, a empresa Matryoshka, uma plataforma para comercialização de produção de conteúdo e conhecimento, criada para atender pequenos e médios empreendedores, que será lançada em dezembro de 2019.

Paridade de gênero é tema de debate do W LIDE FUTURO

O LIDE FUTURO promoveu, no dia 11 de setembro, uma edição especial de seu programa de liderança feminina, o W LIDE FUTURO, em parceria com o LinkedIn Brasil. O evento debateu a paridade de gênero como prioridade estratégica nas empresas brasileiras.

Foi a primeira vez que o W LIDE FUTURO foi aberto às lideranças masculinas filiadas ao grupo. De acordo com Laís Macedo, sócia e CEO do LIDE FUTURO, “foi um evento marcante por termos incluído os homens, vimos o quanto esse debate é horizontal e precisa ser plural. É preciso explorar temas como diversidade e inclusão de todos, trazer diferentes pontos de vista. É assim que ocorre a construção de tudo isso, de forma conjunta”.

A discussão foi respaldada pelo estudo do LinkedIn com a Bain & Company: “Sem atalhos: transformando o discurso em ações efetivas para promover a liderança feminina”, e contou com as palestrantes Luciana Batista, sócia da Bain & Company, e Ana Cláudia Plihal, Head de Soluções de Talentos do LinkedIn.

De acordo com o estudo, a diversidade de gênero em empresas brasileiras avança a passos lentos. É preciso lembrar que a atual situação é reflexo de práticas existentes há décadas.

No entanto, existem pontos positivos nessa trajetória de mudança. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que 74% das empresas que monitoram o impacto da diversidade de gênero na liderança de sua organização reportam crescimento de 5 a 20% em seus lucros.

O estudo mostra que aqueles colaboradores que acreditam trabalhar em empresas que priorizam a igualdade de gênero ou a diversidade como um todo, demonstram pelo menos o dobro do engajamento em relação ao total de respondentes.

Ainda de acordo com o material, com ações sustentadas e articuladas, é possível criar um ambiente no qual tanto a empresa quanto seus funcionários prosperem. Com intenção e foco, é possível sair do discurso e partir para a ação, ganhando tração.

Por fim, a Bain & Company e o LinkedIn, por meio de seu estudo, dão recomendações práticas para ajudar uma organização a promover maior inclusão e diversidade em suas companhias, com foco na conquista da paridade de gênero na liderança—considerado o ponto de partida para desencadear ações de inclusão.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

Canabidiol, uma opção de tratamento promissor, para a saúde e para os negócios

O LIDE FUTURO promoveu, no dia 13 de agosto de 2019, a 22ª edição do LIKE THE FUTURE, intitulada: “Cannabusiness: um mercado bilionário”. O evento, que teve como um de seus patrocinadores a HempMeds Brasil, propôs um debate impactante sobre o potencial de mercado do composto da Cannabis Sativa no Brasil e no mundo, o canabidiol (CBD).

Do evento para cá, grandes mudanças já ocorreram. Desde o dia 2 de outubro, pacientes e familiares podem solicitar a importação excepcional de produtos à base de CBD, diretamente no site do Governo Federal. A nova ferramenta foi anunciada no dia 24 de setembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A partir deste mês, os pedidos de importação do canabidiol serão feitos em um portal do Governo Federal (link: https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-autorizacao-para-importacao-excepcional-de-produtos-a-base-de-canabidiol). A proposta pretende agilizar os atendimentos – que hoje registram espera de quase 50 dias – feitos a partir de um formulário que será enviado diretamente à Anvisa. Este novo processo tende a melhorar o tempo de atendimento e os pacientes poderão acompanhar sua situação de análise do pedido no portal.

A autorização excepcional (RDC 17/2015) concedida pelo governo possui validade de um ano e, durante o período de validade dessa autorização, fica liberada a importação dos quantitativos necessários, sendo que os pacientes ou responsáveis legais deverão apresentar a prescrição médica com o quantitativo previsto para o tratamento.

Linha do tempo de avanços na Anvisa

  • RDC no 38, 12 de agosto de 2013 – Regulamenta o CBD para o “uso compassivo”;
  • RDC no 17, 6 de maio de 2015 – Regulamenta a importação de produtos à base de CBD para uso próprio de pessoa física, mediante prescrição médica;
  • RDC no 156, 5 de maio de 2017 – Inclui a Cannabis Sativa na DCB (Denominações Comuns Brasileiras) como planta de uso medicinal.

Potencial brasileiro

O Brasil possui extremo potencial para o agronegócio, com diversos microclimas e terras. Além de dimensões continentais, conta com muitos países que faz fronteira, o que também garante potencial para exportar produtos via transporte terrestre, fluvial e marítimo. É o sétimo maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e o país mais populoso da América Latina. Se compararmos com a Colômbia e Uruguai, que estão na nossa frente na regulamentação do CBD, temos o 32º e 94º PIBs respectivamente, com populações de 49 milhões e 3,5 milhões respectivamente. Temos um potencial de público consumidor a ser beneficiado com o CBD maior que a população do Uruguai.

A estimativa de recursos a serem movimentados no Brasil vai de R$ 1,1 bi a R$ 4,7 bi por ano, segundo estudo das empresas de dados do setor (New Frontier e Green Hub). A estimativa mais entusiasta representa valor equivalente a 6,5% do total do faturamento da indústria farmacêutica no país em 2017 (R$ 76 bilhões), amparada numa estimativa de que o país tenha ao menos 3,9 milhões de pacientes que poderiam ser tratados com Cannabis.

Evolução nas solicitações para Anvisa

O número de pacientes cadastrados para importação de CBD triplicou nos últimos quatro anos, quando a regulamentação foi aprovada no Brasil. Segundo a Anvisa, até o último dia 17 de maio, 2.094 pessoas fizeram pedidos para o uso da substância em tratamentos médicos. Se o ritmo de pedidos seguir assim até o final deste ano, a quantidade deve superar a de 2018 (3.613 autorizações solicitadas).

Número de solicitações recebidas:

2015 – 902

2016 – 901

2017 – 2.181

2018 – 3.613

2019 – 2.094 (até 05/2019)

Há aproximadamente 897 médicos que já prescreveram produto à base de CBD, sendo mais de 40 especialidades diferentes. O Brasil é considerado como o maior mercado potencial da América Latina.

Patologias, síndromes e transtornos com maior potencial de melhora com Cannabis Medicinal

  • Alzheimer
  • Ansiedade
  • Autismo
  • Câncer
  • Dor crônica
  • Enxaqueca
  • Epilepsia
  • Esclerose Múltipla
  • Fibromialgia
  • Parkinson

De acordo com Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil, “é uma vitória, pois com a autorização excepcional, mesmo que por apenas um ano, o mercado se altera, das importações compassivas para um medicamento controlado”.

O potencial desse mercado é tão grande, que o assunto também foi capa da Folha de S.Paulo na edição de 30 de setembro de 2019, com a neurologista da USP Laura Guilhoto dizendo que revisões demonstraram que o uso do CBD melhorou a espasticidade em pacientes com esclerose múltipla.

O próximo evento do LIDE FUTURO com o tema: “Cannabusiness: Potencial Nacional e Segmentos de Negócios”, já tem data para acontecer. Será no dia 18 de outubro, das 8h30 às 12h30, na cidade de São Paulo, exclusivo para filiados e convidados especiais.

Apenas 3% dos presidentes das maiores empresas brasileiras são mulheres: liderança feminina é tema de debate do LIDE FUTURO

No dia 11 de setembro, o LIDE FUTURO promove uma edição especial do W LIDE FUTURO, em parceria com o LinkedIn, que visa a debater liderança feminina e a paridade de gênero como prioridade estratégica nas empresas brasileiras. 

Baseado na pesquisa “Sem atalhos: transformando o discurso em ações efetivas para promover a liderança feminina”, o evento conta com as palestrantes Luciana Batista, sócia da Bain & Company, e Ana Cláudia Plihal, Head de Soluções de Talentos do LinkedIn, empresas responsáveis pela produção do material.

Dentre os 1.000 profissionais que participaram do estudo, 82% das mulheres e 66% dos homens acreditam que a igualdade de gênero deve constar entre as prioridades estratégicas de suas organizações. 

No entanto, apesar da crescente conscientização sobre a relevância do tema, na prática ainda há pouco movimento por parte das empresas. Apenas 38% das mulheres acreditam que seus líderes organizacionais consideram a conquista da igualdade de gênero uma demanda estratégica. 

Profissionalmente, o foco na diversidade de times significa entregar enriquecimento às empresas por meio da convivência entre pessoas com visões de mundo distintas, encontrando, assim, soluções mais eficientes aos desafios diários.

A presença da diversidade também está associada ao aumento da criatividade, à revisão de crenças e ao aumento da empatia, reduzindo conflitos internos e externos. Mais de 85% dos respondentes concordam que equipes com lideranças diversas dão melhores resultados. 

Apesar dos números, o estudo aponta que os cargos de liderança femininos ainda não são expressivos: apenas 3% dos presidentes e 5% dos presidentes de conselho das 250 maiores empresas brasileiras são mulheres. 

As transformações a passos lentos são reflexos de práticas e crenças instaladas há décadas nas corporações. No entanto, a atenção às questões está aumentando e, consequentemente, o engajamento de funcionários que acreditam trabalhar em empresas envolvidas na causa. 

“Diante de um tema tão estratégico e relevante, pela primeira vez traremos para nosso programa de liderança, o W LIDE Futuro, as lideranças masculinas filiadas ao grupo. Valorizamos a oportunidade, respaldada em dados atuais e relevantes, ao trazê-los para a discussão, para que se tornem agentes multiplicadores dessa transformação dentro e fora das suas empresas”

“Diante de um tema tão estratégico e relevante, pela primeira vez traremos para nosso programa de liderança, o W LIDE FUTURO, as lideranças masculinas filiadas ao grupo. Valorizamos a oportunidade, respaldada em dados atuais e relevantes, ao trazê-los para a discussão, para que se tornem agentes multiplicadores dessa transformação dentro e fora das suas empresas”, ressalta Laís Macedo, sócia e CEO do LIDE FUTURO.