LIDE FUTURO Entrevista: Glaucia Vidal e Leandro Oréfice, da Oslo Wealth Investments

“O Brasil ainda é um mercado jovem e o futuro será buscar patamares de países mais maduros como Suíça e EUA” – Glaucia Vidal

Glaucia Vidal é fundadora da Oslo Wealth Investments, agente autônomo de investimentos da AndBank Brasil, um banco internacional de propriedade familiar presente em 11 países, controlado pela terceira geração da família que faz parte do principado de Andorra. Presente há 90 anos no mundo e há 11 no Brasil. Dedicando-se, desde a sua origem, ao Private Banking.

Glaucia tem MBA pela FIA em Banking e Personal Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coach. Ela trabalhou em grandes instituições financeiras, sendo no Citibank responsável pelas plataformas de São Paulo (Paulista e Faria Lima) e Interior (Campinas e Ribeirão Preto), gerenciando a maior Regional do segmento Citigold Private Client, atuando nos relacionamentos e operações dos clientes Private em São Paulo.

Em seguida, chegou Leandro Oréfice, com mais de 10 anos de atuação na área Comercial em empresas de segmentos de tecnologia e serviços no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, somado a 6 anos no mercado financeiro brasileiro. Percebendo a carência de qualidade na prestação de serviço, imparcialidade e acesso a plataformas abertas no mercado financeiro, ele notou a relevância da Oslo no mercado financeiro e aceitou este grande desafio.

Nesta entrevista para o LIDE FUTURO, Glaucia e Leandro contam com detalhes os aprendizados de suas carreiras:

LIDE FUTURO – Conte um pouco sobre a carreira de vocês e os desafios enfrentados.

GLAUCIA – Possuo 20 anos de mercado financeiro, passei por diversas funções, desde trainee até cargos de liderança estratégica, com foco no Private Banking. Nesta trajetória foram seis bancos nacionais e internacionais, sendo a última instituição o AndBank Brasil, de onde veio a intenção de empreender e fundar a Oslo em 2018, primeiro escritório de assessoria de investimentos externos do AndBank Brasil, tendo em vista as mudanças que ocorriam e ainda ocorrem neste mercado financeiro.

LEANDRO – Possuo 16 anos de experiência profissional, sendo mais dez anos na área Comercial e seis anos no mercado bancário. Minha trajetória passou de trainee a cargos de liderança nas áreas Financeira e Comercial, tanto no Brasil como na América Latina. Por ter o entendimento que o diferencial de qualquer empresa está no serviço/relacionamento, também cursei: “Excelência na Qualidade do Serviço”, na Disney Institute.

LIDE FUTURO – Qual é a sua função e como é o dia a dia de vocês na Oslo?

GLAUCIA – Sou a CEO e fundadora da Oslo Wealth Investments, meu dia a dia foca no relacionamento bastante próximo com os clientes e parceiros, além de buscar constantemente novos parceiros para melhor atender as demandas de nossos clientes.

LEANDRO – Meu dia a dia é composto por monitorar o mercado constantemente, participar de reuniões com gestores de fundos e equipe AndBank para avaliar as melhores oportunidades, atrair novos clientes e customizar estratégias de investimento respeitando cada perfil de risco, além do relacionamento com eles.

LIDE FUTURO – Como vocês visualizam o setor de investimentos no Brasil? Quais os principais desafios que o Brasil enfrenta?

GLAUCIA – Nossa visão é que o setor está em expansão e evolução, tanto do ponto de vista cultural e de educação financeira que está em voga neste momento. Sendo as novas gerações as mais interessadas pelo tema. Como do ponto de vista estrutural e tecnológico, tendo em vista a inúmeras fintechs entrando no mercado, a chegada do PIX, outras movimentações que a B3 e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) têm feito, assim como a tecnologia de nosso dia a dia que, automaticamente, demanda das instituições plataformas online e em tempo real.

LEANDRO – O principal desafio do Brasil é político. Tal desafio afeta diversos outros setores, inclusive a economia e, por consequência, o setor de Investimentos. A lentidão das tomadas de decisões […] traz algumas consequências, como: 1. Aumento do risco-país e custo-país (este último afeta toda a cadeia produtivo em todos os setores da economia); 2. Desestímulo do investimento estrangeiro no Brasil; 3. Burocracia; 4. Taxa Selic baixa, por mais que fomenta negócios, também afasta os investidores estrangeiros. E, por fim, o protecionismo que hoje no setor bancário/investimento brasileiro é um outro desafio, mas que pouco a pouco tem sido quebrado. Nossa visão é de um open banking, e o que temos hoje é um oligopólio que gera altas barreiras de entrada.



LIDE FUTURO – Nesse setor, em qual país o Brasil poderia se inspirar?

GLAUCIA – O Brasil ainda é um mercado jovem e o futuro será buscar patamares de países mais maduros como Suíça e EUA, onde estes países já possuem uma visão de investimentos globalizados.

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