Athié Wohnrath e Outoo apostam em ressignificação de espaços físicos

LIDE FUTURO reuniu especialistas em arquitetura para debater futuro dos espaços de trabalho

Com a pandemia, o mercado de trabalho aderiu à cultura do home office como máxima e agora as empresas terão que repensar seus espaços de trabalho. O LIDE FUTURO, grupo que conecta jovens empresários de todo o País para promover a troca de experiências e fortalecimento empresarial, reuniu fala de referências da arquitetura para analisar o futuro do setor. 

Cofundador da Athié Wohnrath, maior escritório de arquitetura do país, Sérgio Athié acredita que  os espaços comerciais não vão acabar com a pandemia. “Acredito que vão ficar cada vez mais importantes, pois mais do que nunca desempenharão o papel de elemento catalisador da cultura das empresas, da transmissão de conhecimento e da integração entre os colaboradores, fomentando o engajamento e senso de pertencimento a eles”, pontua. 

Athié acredita que as pessoas vão passar a ir aos escritórios para se encontrar, para interagir entre os times. As atividades mais individuais, que precisem de mais foco, poderão ser feitas remotamente. 

O dono da Athié Wohnrath, empresa que conta com 300 arquitetos e 450 engenheiros, prevê que reuniões digitais deverão ocorrer com mais frequência e aposta num formato de ambientes diferente, com maior flexibilidade e que permita novas dinâmicas de integração. “Será imperativo criar espaços que propiciem os encontros casuais entre diferentes times que podem gerar inovação, espaços que fomentem o compartilhamento de conhecimento e que sejam sedutores o bastante para que as pessoas sejam mais criativas e produtivas”, avalia.

A arquiteta Fernanda Mourão, filiada ao LIDE FUTURO, é fundadora da Outoo, plataforma de busca e reserva de espaços de trabalho out of office, que nasceu baseada na ideia de múltiplas possibilidades para pessoas que têm jornadas flexíveis.

Fernanda acredita que não há necessidade das pessoas terem horas perdidas no trânsito para ir e voltar do escritório, principalmente em cidades como São Paulo, que, apesar do tamanho, se concentra em apenas três grandes centros econômicos – Av. Paulista, Faria Lima e Berrini.

“Estamos na era pós-digital, onde a presença da tecnologia digital é onipresente e seu impacto é sentido em todos os aspectos da vida. Mas o isolamento nos forçou a usufruí-la de forma ainda mais ativa, precisávamos desse choque para tomar consciência do que era possível fazer com as tecnologias atuais”, aponta a arquiteta, que também acredita que as sedes das empresas passarão a ser um ponto de encontro para atividades pontuais, colaboração e vivência da cultura.

PARTICIPE DO LIDE FUTURO

Capítulos Recomendados