Votação da Anvisa é adiada: confira os obstáculos e tendências de mercado para regulamentação da cannabis medicinal

LIDE FUTURO promove debate que inclui cannatech, empreendedorismo e entraves legais em um mercado estigmatizado e promissor

No dia 18 de outubro, o Museu da Imagem e Som (MIS) recebeu nova edição do LIDE FUTURO DEBATE, intitulado Cannabusiness: potencial nacional e segmentos de negócios, que trouxe reflexões sobre desafios, oportunidades e movimentos estratégicos de mercado do composto da Cannabis Sativa no Brasil e no Mundo, o canabidiol (CBD).

Com mediação de Ricardo Amorim, autor do blog CannabiZ, espaço dedicado ao mercado da cannabis legal no site da revista Veja, e Valéria França, jornalista responsável pelo blog Cannabis Inc., da Folha de S. Paulo, que discute o mercado de cannabis, suas movimentações e players, o evento reuniu palestrantes como Mara Gabrilli, usuária legal de medicamentos à base de canabidiol e defensora da regulamentação pró liberação, Marcelo Galvão, CEO e fundador da Cantera, Caio Abreu, CEO da Entourage Phytolab, Caroline Heinz, vice-presidente da Hempmeds Brasil, José Bacellar, CEO e sócio-fundador da VerdeMed, Cassiano Teixeira, diretor executivo da Abrace Esperança, e Arthur Arsuffi, advogado da Reis, Souza, Takeishi & Arsuffi.

A Senadora Mara Gabrilli demonstrou-se otimista quanto ao cenário de regulamentação da cannabis, processo que enxerga como inevitável, e enfatizou a importância de promover discussões relevantes à sociedade para o progresso de resoluções consideradas urgentes. 

Já o advogado Arthur Arsuffi considerou a possibilidade de que o debate no Congresso tire o empenho da regulação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de temer a postergação das votações até que se expire o mandato de William Dib, presidente da organização, até então propulsor da medida regulatória. 

Para o CEO da OnixCann | Cantera, Marcelo Galvão, há um potencial do hemp – ou cânhamo – do Brasil ter o melhor preço do mercado, já que pode ser fruto de rotação de cultura no Mato Grosso, por exemplo, no lugar de algodão e milho. 

Caio Abreu, CEO da Entourage, completa alegando que a empresa se empenha no desenvolvimento da ciência brasileira e que, em parceria com universidades, investirá em pesquisa com o objetivo de fornecer produtos acessíveis e de boa qualidade, podendo reduzir os custos de tratamentos que alcançam os R$ 5 mil mensais para apenas R$ 50. 

Cassiano Teixeira, diretor da Abrace Esperança – organização sem fins lucrativos que presta apoio a famílias que necessitam do tratamento com Cannabis medicinal, além de realizar pesquisas com pacientes que a utilizam como alternativa de tratamento – abordou a trajetória da entidade que produz remédios para mais de 2 mil pessoas. Teixeira evidenciou a necessidade de priorizar a empatia pelos pacientes, não o dinheiro que será gerado pela regulamentação. 

Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil, considera que o país não está progredindo tanto quanto os demais no que chama de “corrente verde” e foi enfática ao demonstrar como a oportunidade de trazer saúde à população também poderia contribuir para a economia e abrir espaço para o potencial de exportação industrial de hemp, que, inclusive, é capaz de substituir o plástico. 

O evento reuniu 140 participantes, entre eles jornalistas, especialistas, empresários e filiados do grupo.

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