Como os jovens sucessores familiares estão inovando a forma de fazer negócios em empresas tradicionais

De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 90% das empresas brasileiras são familiares. A grande questão que envolve esse expressivo pilar da economia – que representa 65% do PIB (Produto Interno Bruto) – é a sucessão. Especialistas apontam que menos de 30% das empresas conseguem passar o negócio para os descendentes e a situação é ainda mais preocupante nas perpetuações seguintes: de 30 empresas, apenas cinco chegam à terceira geração.

Executivos de companhias poderosas, como a Hirota, Corello, Agro Assai e Osten, a maioria na terceira linha sucessória, provam o contrário. As empresas, consolidadas e respeitadas no mercado, crescem e inovam seus serviços, principalmente devido à chegada de mentes jovens e disruptivas, que estão transformando seus negócios. Segundo Leandro Kamada, 28, responsável pela área de Novos Negócios da varejista Hirota, detentora da rede com mais de 30 lojas inspiradas na cultura japonesa, o maior desafio na sucessão familiar é conciliar o dilema tradição X inovação. “Preservar o legado criado pela família e, ao mesmo tempo, estar conectado com as novas tendências do mercado e o comportamento do consumidor para conseguir sobreviver e crescer no ambiente de extrema concorrência é desafiador”, analisa.

Para Jorge Yamaniski Neto, 27, Gerente Geral de Planejamento Estratégico da Osten Group, grupo de concessionárias focado no segmento premium, a maior dificuldade é conquistar a confiança dos colaboradores por estar acima de profissionais que, na maioria das vezes, são muito mais experientes e mais velhos. “Tento mostrar constantemente que não ocupo tal cargo apenas por ser da família, mas também por ter competência para tais responsabilidades”, afirma o executivo.

Na visão de Tatiana Takikawa, 39, sócia e diretora comercial da distribuidora de máquinas e peças agrícolas, Agro Assai, sua chegada na empresa, com apenas 22 anos e logo após a inesperada morte de seu pai, gerente-geral da empresa, não aconteceu da melhor maneira, já que não houve um preparo para a sucessão do negócio. Além disso, o fato de ser mulher em um ambiente majoritariamente masculino também foi um obstáculo que enfrentou ao longo dos anos, mas que tem sido revertido com êxito.

Hoje, aos 22 anos, Gabriela Silvarolli é Gerente de Marketing e Produto da Corello, varejista de bolsas e sapatos. Em seu primeiro ano de empresa, idealizou e conduziu uma campanha de inverno sozinha. Em comum, essas jovens lideranças acreditam na comunicação e no diálogo intergeracional como fatores imprescindíveis e decisivos nas escolhas e futuro da empresa. É necessário, também, haver uma mentoria externa que consiga analisar o andamento dos negócios.

Para eles, é importante que existam espaços em que trocas de vivências possam ser feitas, como é o caso do que oferece a mais qualificada plataforma de conteúdo, experiência e networking LIDE FUTURO, da qual são membros. Ao lado de outras 1.000 jovens lideranças em âmbito global, o grupo promove eventos de diversas temáticas relevantes para a sociedade e permite que empreendedores dos mais variados segmentos compartilhem histórias, dores e resultados de um trabalho eficaz e poderoso.

“Nosso objetivo sempre foi fortalecer o que entregamos e qualificar a nossa base de filiados. Focamos também em promover mais diversidade, incluindo mais mulheres nesse diálogo, garantindo seu protagonismo e transformando a plataforma em um grupo cada vez mais plural, capaz de trazer a real projeção da nova geração de líderes que conduzirá o país”, destaca Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO.

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