LIDE FUTURO coloca em pauta negócios pouco explorados em seus “Talk and Beer”

Encontros levantaram o debate de como encontrar soluções inovadoras em um mundo tão competitivo

O primeiro LIDE FUTURO Experience de 2020 aconteceu no dia 4 de fevereiro, com um Talk and Beer sobre negócios improváveis, realizado na Caravan Studio, uma cervejaria artesanal localizada em Pinheiros.

Com mediação de Laís Macedo, uma das sócias do LIDE FUTURO, a conversa contou com a presença do sócio fundador da Nanica, Leonardo Macedo, que comanda a doceria que vende mais de 40 mil pedaços de tortas por mês, e do empresário da Caravan Studio, Jaimes Almeida Neto.

Também marcaram presença no evento, Rodrigo Miranda, fundador e CEO da Zaitt, primeiro mercado 100% autônomo da América Latina, e Alexandre Calaes, fundador e CEO da Dr. Pocket, uma integradora de serviços da área da Saúde Íntima que, em apenas seis meses, teve seu faturamento ampliado em 100%.

Talk and Beer no Caravan Studio

Durante o encontro, os empreendedores compartilharam os desafios de liderarem negócios exponenciais, mas ainda pouco explorados. Leonardo, fundador da Nanica, contou sobre a consolidação de uma startup de gastronomia voltada a um nicho de vendas específico: a produção de tortas de banana. A empresa cresceu tanto que estão abrindo uma nova unidade na Rua dos Pinheiros, uma das ruas mais enérgicas da capital paulista. Além disso, ele também destacou a importância do relacionamento com os clientes para o posicionamento da marca que já tem quase 100 mil seguidores e que já conquistou clientes como Bruna Marquezine e Priscilla Alcântara.

O anfitrião da noite e fundador da Caravan, Jaimes Almeida Neto, explicou sobre o cuidado necessário para gerenciar um serviço que entrega a qualidade da cerveja artesanal a um público acostumado com a bebida oferecida pelas grandes marcas. Além disso, destacou que a fábrica e a cervejaria ficam no mesmo endereço, uma região majoritariamente residencial – estratégia essencial para a consolidação da cervejaria.

Rafael Cosentino, sócio do LIDE FUTURO, comentou sobre o evento: “O LIDE FUTURO é uma plataforma que fomenta conteúdo, experiência, negócios e networking entre jovens lideranças, por isso, fico muito contente em promover eventos como esse”.

Já no dia 17 de fevereiro, aconteceu o segundo LIDE FUTURO Experience do ano, no mesmo formato Talk and Beer sobre o tema: “Vamos falar sobre tecnologia?”, que aconteceu na sede da Blue Performance, na Vila Olímpia. O evento trouxe para os filiados do LIDE FUTURO uma experiência com muito networking, fomentada por uma rica troca de conteúdo entre os participantes. Anseios, dúvidas, críticas e aprendizados em torno de ferramentas tecnológicas como impulsionadoras de vendas foram trazidos em uma dinâmica de bate-papo em grupos. E nesse encontro de pontos em comum é que surgiram diversas conexões, parte essencial do propósito LIDE FUTURO.

“Receber os membros do LIDE FUTURO foi uma experiência incrível e uma excelente oportunidade de troca e aprendizados. Conseguimos debater pontos e dúvidas da sopa de letrinhas de marketing digital com tecnologia”, destacou Celso Oliveira, CEO & CTO da Blue Performance.

Os dois eventos juntos reuniram mais de 100 participantes, entre eles jornalistas, empresários, filiados do grupo e convidados estratégicos.

Like The Future: Entourage Phytolab e Unicamp firmam parceria de pesquisa inédita sobre cannabis para uso medicinal

Pesquisa identificará e analisará características farmacológicas, agrícolas e genéticas de 240 variedades de cannabis para finalidades terapêuticas, como epilepsia refratária

Caio Santos Abreu, CEO da Entourage Phytolab, e o agrônomo Ílio Montanari Jr., do CPQBA, no laboratório de cultura de tecidos vegetais. Técnica que será empregada para preservar 240 genéticas de cannabis que serão investigadas na pesquisa. Crédito foto: Patrícia Stavis

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Entourage Phytolab acabam de anunciar um convênio para o desenvolvimento de pesquisa sobre variedades de cannabisexclusivamente para uso medicinal. Esse é o segundo convênio negociado pela Agência de Inovação Inova Unicamp com a empresa, focando nas finalidades terapêuticas da cannabis.

O projeto de pesquisa é denominado “Seleção de Genótipos de Cannabis sativa L. para a Produção de Medicamentos”, e será realizado em conjunto com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp durante um período de 28 meses.

“O objetivo é descrever as características medicinais, produtivas e genéticas de 240 variedades de cannabis, que serão cultivadas em câmaras de crescimento controlado, chamados de fitotrons”, explica o engenheiro agrônomo Ílio Montanari Jr., coordenador do projeto e curador da coleção de plantas medicinais do CPQBA/Unicamp.

“As pessoas tendem a achar que toda planta de cannabis é igual, mas a verdade é que existem muitas variedades. A pesquisa nos permite selecionar as mais resistentes, produtivas e mais indicadas para cada tratamento, abrindo caminho para o desenvolvimento de medicamentos inovadores, ainda mais seguros, eficazes e acessíveis”, diz Caio Santos Abreu, CEO da Entourage Phytolab.

“Já somos a empresa de cannabis mais bem posicionada para atender à regulamentação recentemente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], que permitirá a venda de produtos de cannabis em farmácias, graças aos laboratórios e metodologias de controle analítico que desenvolvemos nos últimos anos”, diz Santos Abreu. “Nos preparamos para colocar nossos primeiros produtos na prateleira ainda em 2020, mas o acesso a essas genéticas aumenta ainda mais nossa competitividade no futuro breve”, complementa.

Newton Frateschi, diretor-executivo da Inova Unicamp, ressalta que o segundo convênio com a Entourage demonstra o sucesso da interação universidade-empresa voltada para a área da Saúde: “É um caso claro no qual a pesquisa e o desenvolvimento na Universidade podem se tornar um produto com grande impacto na sociedade”.

O início da pesquisa depende de aprovação da Anvisa para o cultivo controlado das variedades da planta e será somente para fins de pesquisa. O início está previsto para abril. As plantas serão cultivadas exclusivamente dentro de três fitotrons, que controlam a temperatura, a umidade do ar, o fotoperíodo e a intensidade luminosa.

A fim de garantir a segurança das amostras da pesquisa, o local do cultivo será monitorado 24 horas por dia por um sistema de segurança implementado no CPQBA pela Entourage Phytolab, como previsto no convênio, incluindo um rígido controle de acesso com identificação por biometria, portas duplas e câmeras com monitoramento remoto. A Entourage é a empresa responsável por todos os custos do projeto, desde a identificação e aquisição das sementes até as reformas e aquisição de equipamentos.

Conexão emocional trouxe à Trigg mais clientes

Marcela Miranda, CEO da Trigg, conta quais foram os gatilhos para o sucesso da empresa

Marcela Miranda deixou claro aos filiados do LIDE FUTURO suas duas paixões: ela é aficionada por NFL (National Football League), a famosa liga de futebol americano e, também, ama comandar a Trigg, uma fintech que utiliza tecnologia digital aplicada de uma maneira inteligente ao mundo das finanças.

Como CEO da Trigg, contou a todos, durante o evento By Members promovido na noite do último dia 30 na sede da Inovalli, alguns detalhes sobre o sucesso da empresa no mercado de fintechs: “Devolver parte da fatura do cartão de crédito para o cliente, o famoso cashback, foi uma das principais sacadas da Trigg”.

Atualmente, a porcentagem do cashback do valor gasto varia de 0,55% a 1,30% do total da fatura do cliente. Em um simulador no site da Trigg é possível verificar quanto voltaria a cada compra, antes de realizá-la. Por exemplo, se a pessoa gastar R$ 5.000/mês, terá um cashback de 1,30%, ou seja, R$ 65 de volta. Para empatar com a anuidade (R$ 9,90/mês) e, com isso, não ter custos com o cartão de crédito, que tem bandeira internacional, é necessário ter uma fatura de R$ 1.414,28 por mês.

Uma das perguntas que Marcela fez aos filiados era exatamente o tema principal de sua apresentação: “O que você vai fazer quando seu negócio virar commodities?”, sendo que, para ela, a resposta está na geração de conexão emocional com o seu cliente. “Um dos gatilhos para o crescimento da nossa empresa foi o lançamento dos cartões de crédito com personagens de histórias em quadrinhos e de filmes, como o Joker [Coringa, no Brasil]. Lançamos esses cartões e iniciamos essa conexão emocional com o nosso público”, contou Marcela, que complementou: “Todos que empreendem não podem esquecer de manter essa conexão emocional que foi gerada com sucesso entre a empresa e o cliente. De nada adianta ser algo esporádico”.

Com muito bate-papo e networking, o evento contou com a presença de mais de 50 filiados.

E, no fechamento desta matéria, foi anunciado que o Vector, fundo de investimento da financeira Omni, que já detinha 70% da Trigg, comprou o restante da companhia. O LIDE FUTURO parabeniza Marcela Miranda e seu sócio, Guilherme Müller, por mais essa conquista!

A grande virada da Espaçolaser contada em detalhes

Fundadores da Espaçolaser recebem filiados do LIDE FUTURO em mais uma edição do Mentoring

A busca incessante pelo alcance da beleza pessoal tem crescido nos últimos anos, mesmo em momentos de crise. O Brasil já é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

E quem está na crista dessa onda é a Espaçolaser. Fundada em 2002, virou o nome mais lembrado, ao lado da Gillette, quando o assunto é depilação no Brasil, além de ser a marca líder em depilação a laser no país e no mundo.

Com tudo isso, o LIDE FUTURO não poderia deixar de promover um encontro entre seus filiados e os fundadores da empresa, Paulo Morais e Ygor Moura, o qual ocorreu na noite de 21 de janeiro, na sede da Espaçolaser, em São Paulo.

Paulo e Ygor contaram em detalhes o desespero que passaram no ano de 2014, com a queda vertiginosa nas vendas após o fim da febre dos sites de compras coletivas, e qual foi a saída encontrada para transformar a Espaçolaser em uma das principais marcas de franquia do país.

“Estava voltando para São Paulo, encostado com a cabeça na janela do avião, preocupado com o prejuízo que a empresa estava tendo naquele ano de 2014, quando a ideia de fazer um sistema de indicação me veio à cabeça”, disse Moura. Com essa ideia na cabeça, ele sentou-se com seu sócio e elaboraram o planejamento de como seria esse sistema de indicação. Foi a salvação da empresa, concordaram os sócios.

Outra grande história contada pelos fundadores foi a transformação de seu modelo de negócio para o segmento de franquias, ao lado do empresário José Carlos Semenzato e da apresentadora Xuxa Meneghel.

Neste ano de 2020, a Espaçolaser está entre as 50 maiores franquias do Brasil, ocupando o 30º lugar no ranking realizado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), contando atualmente com 520 lojas em todo o Brasil e planejando abrir unidades em mais quatro países da América Latina.

Após a mentoria, os filiados do LIDE FUTURO tiveram a oportunidade de conversar com os fundadores, trocando experiências e realizando networking. “Foi um momento para dividirmos nossas experiências com empreendedores, algo enriquecedor para nós. Encontros como esses nos motivam a continuarmos em nossa missão e caminhada”, disse Paulo.

É sobre Fracasso

Na era da empresa unicórnio, da receita do sucesso e da glamurosa jornada do empreendedorismo, fracassar virou o sinônimo do fim, da incapacidade de honrar essa jornada.

Banimos a chance de erro e somamos à ilusão das jornadas de assertividade e segurança em nosso instável Brasil empreendedor. Às vezes nos vemos tão próximos da necessidade de fracassar e nos anulamos, afinal, isso não pode estar na pirâmide de Maslow do empreendedorismo. Você não leu errado, pode ser uma necessidade sim, é ela que pode te fazer encarar algum problema, o medo ou o desconhecido, algo que esteja ali te rondando, ainda tímido, mas que essa atitude traz força a esse inimigo. É o convite para a mudança. Aí vem a ansiedade e a insegurança, aquela que faz com que a gente olhe ao redor e encontre tantas histórias de sucesso. Qual o nosso problema?

Não nos permitimos degustar o erro, sentir seu cheiro, sabor, textura e entender o que faz por aqui. Ele está de passagem, mas se soubermos encarar de frente, sem dúvidas, há o que (de bom) ele deixe antes da sua partida.

Se chegamos até o fracasso é porque nos permitimos tentar, se a tentativa nos trouxe a uma jornada, é porque acertos foram realizados, e nossa falta de compaixão (com a gente mesmo) nos faz míope nesse diagnóstico.

E aí olhamos para fora, para a sociedade empreendedora na vitrine, aquela que está no youtube, ou em uma palestra em uma das centenas de evento de pessoas de sucesso, a live com as 10 dicas da trajetória daquele infalível ceo – nada, nada deu errado. O problema é só seu.

A nossa capacidade de assumir uma escolha ou um caminho com menos êxito não nos faz menos capaz, pelo contrário, sou partidária a valorização de quem conta que sim, algo deu errado, e está tudo bem, porque é essa montanha russa, de altos e baixos, que nos faz crescer e desfrutarmos do que compreendemos, em nosso individual desejo, do sucesso.

Fracasso não é o fim. Fracasso é ponto de partida.

*Laís Macedo, sócia do LIDE FUTURO

Like The Future: A nova regulamentação e potencial do mercado canabidiol

Autor: Gabriel Barbosa, analista de P&D da HempMeds Brasil

A regulamentação de produtos à base de Cannabis deu mais um passo no início do mês passado. A Anvisa aprovou a resolução que dispõe sobre os procedimentos para a concessão da Autorização Sanitária para sua fabricação e importação, e estabeleceu requisitos para a comercialização, prescrição, dispensação, monitoramento e fiscalização de produtos de Cannabis para fins medicinais, além de outras providências. Ainda assim, a RDC 327/2019 foi vista por uns como um passo largo; por outros como pequeno; e, para vários, como um tropeço.

A importação de produtos à base de Cannabis no Brasil é uma realidade, desde meados de 2014, concedida por meio de autorizações excepcionais e ações judiciais. O primeiro caso foi noticiado em abril de 2014, quando a família da pequena Anny Fischer recebeu autorização judicial para importar legalmente os produtos ricos em canabidiol (CBD), que já eram adquiridos de forma ilegal e utilizados com resultados incontestáveis no controle das crises convulsivas da paciente. Quatro meses depois, foi concedida a primeira autorização judicial para uma paciente importar um produto rico em tetraidrocanabinol (THC). Posteriormente, essas ações foram consolidadas por meio de novas resoluções da Anvisa, das quais destacam-se a RDC 17/2015, que dispõe sobre a definição dos critérios e procedimentos  para  a  importação de  produto  à  base  de CBD, em  associação  com  outros  canabinoides, mediante prescrição médica; e a RDC 66/2016, que amplia a possibilidade de prescrição e importação de produtos contendo maiores níveis de THC do que CBD por meio da atualização do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/98 e de alterações na primeira RDC citada.

Poucos anos passados, a medicina canabinoide foi se popularizando. Com os primeiros pacientes a receberem a autorização exibindo benefícios terapêuticos, novas famílias buscaram o tratamento para novas patologias; médicos passaram a se interessar mais pelo assunto e fazer as primeiras prescrições; e empresas especializadas foram atraídas e se instalaram no Brasil. Essa popularização possibilitou um grande aumento na oferta de informações, sendo que, atualmente, é possível encontrar mais de um curso relacionado à Cannabis medicinal por mês. No entanto, veio acrescida de um grande custo: a demora, cada vez maior, ao acesso a esses produtos. Como cada autorização era concedida em caráter de excepcionalidade, mediante análise de receita médica, laudo e termo de responsabilidade, cada pedido era analisado individualmente e o paciente era autorizado, ou não, a importar os produtos para o tratamento. A alta demanda fez com que os pedidos sobrecarregassem os responsáveis pela análise dos documentos na Anvisa e, dessa forma, o tempo de espera, que já foi de até 15 dias, chegava a levar mais de 70 dias. Além desse tempo, ainda restava o trânsito do produto, que geralmente sai dos Estados Unidos até o Brasil. Isso significa que, se o paciente passasse em uma consulta hoje, no dia 6 de janeiro, seu tratamento com os produtos de canabidiol só teria início por volta do dia 6 de abril, cerca de 3 meses depois.

Com a aprovação da RDC 327/2019, a Anvisa cria uma nova categoria, a de “produtos à base de Cannabis”. Ao contrário do que vinha sendo apresentado nos textos anteriores aos pedidos de vista, estes produtos não integrarão a categoria de medicamentos e, portanto, não poderão ser chamados como tal, embora sua liberação seja feita somente através de receitas médicas com os níveis mais elevados de controle. A criação de uma nova categoria permitirá uma facilitação no registro desses produtos que, ao receberem uma “Autorização Sanitária” (AS), poderão ser comercializados em quaisquer farmácias e drogarias do país, com exceção das farmácias de manipulação. Isso significa que, ao invés de esperar até 3 meses para iniciar o tratamento, o paciente poderá, saindo da consulta médica, se dirigir à farmácia mais próxima, adquirir os produtos receitados e iniciar o seu tratamento imediatamente.

A nova resolução ainda trata de outro canabinoide que traz mais polêmicas: o THC. Produtos que contêm até 0,2% deste canabinoide seguirão uma receita tipo “B”, e produtos com mais de 0,2% de THC terão um controle um pouco mais rigoroso, sendo liberados com receita tipo “A”, semelhante ao controle destinado à morfina. Isso porque esses produtos possuem potencial de dependência e só poderão ser destinados a cuidados paliativos exclusivamente para pacientes sem outras alternativas terapêuticas e em situações clínicas irreversíveis ou terminais.

Publicada no Diário Oficial da União no dia 11 de dezembro, a RDC 327/2019 entrará em vigência no dia 10 de março de 2020. Somente a partir desta data as empresas poderão solicitar o registro de seus produtos. Por ora, o procedimento de importação em caráter excepcional anterior segue valendo, afinal, o registro e início de comercialização do produto não acontecerá da noite para o dia. Vale ainda ressaltar que a nova resolução é transitória e que, de acordo com a agência, será revista em até 3 anos. Até o momento, o que se sabe é que a Autorização Sanitária não poderá ser renovada e, após o período máximo de 5 anos, as empresas que quiserem continuar no mercado deverão migrar seus produtos para categoria de “medicamentos”, atendendo aos procedimentos e legislações convencionais de registro, ou seja, validando-os por ensaios clínicos controlados até fase III, dentre outras exigências.

A votação da DICOL no dia 03 de dezembro terminou com outra decisão relevante para a discussão. Na oportunidade, não foi aprovada a resolução que tratava da regulamentação do plantio de Cannabis no país para fins medicinais e de pesquisa. É inegável o potencial agronômico brasileiro para produção de derivados de Cannabis, já reportado por uma startup nacional, ADWA Cannabis, através de um extenso mapeamento edafoclimático que buscava encontrar quais seriam as melhores regiões no país para o cultivo da planta. A produção em território nacional permitiria uma redução considerável de custos com matéria prima que se refletiria no preço final do produto.

Com essa negativa, as empresas terão somente a opção de finalizar seus produtos dentro do país, o que acarretará impactos em uma pequena parte da cadeia produtiva. Também não será permitido importar a planta em si, apenas matéria prima semielaborada, como o extrato. Na contramão da decisão da Anvisa, no mesmo dia da aprovação da resolução, um juiz do DF autorizou uma empresa do interior de SP a cultivar plantas de Cannabis com menos de 0,3% de THC para uso industrial diverso.

Essa “aprovação pela metade” tira muitas oportunidades de negócio no país, pois implica que parte do processo produtivo continuará sendo realizado no exterior. A restrição ao crescimento da indústria nacional impede a geração de novos empregos; impele a desaceleração do investimento externo no país, que acontecia de maneira especulativa antes da nova resolução; e distancia, inclusive, a possibilidade de um resgate social focado em algumas das regiões mais pobres do país, que poderiam servir para o desenvolvimento do agronegócio relacionado à indústria da Cannabis. É importante, contudo, lembrarmos que o modelo de plantio que vinha sendo discutido era indoor e, portanto, bem limitante, pois acabava restringindo a prática às iniciativas de grande porte pela exigência de investimento em espaços produtivos de alta complexidade, não apenas relacionado a capacidade geoclimática para o plantio.

Em suma, a resolução trará ao paciente a vantagem do acesso muito mais rápido ao produto após a prescrição, mas não deve garantir preços tão favoráveis quanto os que seriam possíveis com a regulamentação do plantio nacional. Além disso, a possibilidade de desenvolvimento econômico e da consolidação do Brasil como um grande player mundial nessa indústria permanece adormecida.

LIDE FUTURO anuncia nova estrutura de gestão do grupo

Desde outubro de 2017, 12 empreendedores se uniram com o sonho de transformar o LIDE FUTURO, braço jovem do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, de um simples grupo de eventos para uma plataforma protagonista na jornada de jovens líderes, sendo um ambiente de diálogo, conexões, negócios e conhecimento empresarial. Para essa missão, Laís Macedo, que faz parte desses 12 sócios, assumiu o cargo de CEO, com o desafio de tirar esses planos do papel e transformar o projeto em uma empresa. Com sua bagagem de quase oito anos na gestão do LIDE, Laís estruturou o grupo, fortaleceu o propósito, reposicionou a imagem e a atuação no mercado, além de contribuir com novos projetos, com o crescimento de uma base qualificada e um time totalmente preparado.

Com a realização dessas metas e os novos desafios para 2020, é o momento de um novo passo no LIDE FUTURO. Laís Macedo deixa o cargo de CEO do LIDE FUTURO e passa a integrar o Comitê de Sócios Administradores. O time estruturado continua atuando no atendimento e desenvolvimento do grupo, agora liderado por seus sócios. O LIDE FUTURO continuará seu obstinado caminho de ser o melhor HUB de negócios para jovens empresários e centro de conhecimento e networking. O Comitê de Sócios Administradores é liderado por Rafael Cosentino, Fábio Fonseca e Laís Macedo. Junto com o time do LIDE FUTURO, todos estão, como sempre, preparados para atender e representar o grupo, seguindo à disposição para auxiliar os membros nos desafios dos seus negócios e carreiras.

Os sócios do LIDE FUTURO, Rafael Cosentino, Fábio Fonseca, Ivan Bermudes, Luiz Furlan, Otavio Juliato, Marcelo Bernardes, Mario Almeida, Paulo Focaccia, Ricardo Braghetta, Roberto Kanitz e Pedro Waengartner agradecem à sócia Laís Macedo, pela dedicação, esforço, competência e trabalho incansável no desenvolvimento do grupo nos últimos dois anos, e desejam boa sorte, resiliência, força na sua nova jornada empreendedora, além do agradecimento por sua permanência como sócia, auxiliando no projeto.

Laís, que chegou aos seus 10 anos de história no LIDE/LIDE FUTURO convivendo e aprendendo com diversos empreendedores e, tendo assumido uma jornada empreendedora no grupo nos últimos dois anos, dará mais um passo importante em sua carreira. Laís Macedo anuncia seu plano de empreender com marketing de relacionamento, experiência, impacto e influência. Segue com suas palestras nessa temática e, também, sobre o poder do networking. Agora, também, formaliza sua sociedade com Tatiana Sartori, na empresa B4 Marry, focada em eventos pré-wedding.

“Como sócia, entusiasta e apaixonada pelo LIDE FUTURO, sigo totalmente conectada ao grupo, trabalhando pelo seu crescimento e, como sempre, pela jornada dos nossos filiados, dedicada a apoiá-los para usufruírem ativamente do grupo. Apesar de empreender ser muito mais difícil do que nos contaram, é também muito desafiador e gratificante. Então é hora de usar toda essa bagagem para novos planos e sonhos, e seguir contribuindo ativamente com nosso Brasil empreendedor, inovando, movimentando a economia, gerando emprego e renda. É esse o papel do empreendedor que me move”, afirma Laís.

De um monastério budista para o LIDE FUTURO – A história de Satyanatha

Monge Satyanatha bate um papo com os filiados no último evento de 2019

Conhecido como Satyanatha – aquele que busca a verdade, o paulistano Davi Murbach, engenheiro da computação formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que se tornou monge em um monastério budista no Havaí, participou do último evento de 2019, realizado no espaço da LAJE, parceira do LIDE FUTURO.

Aos 23 anos, Saty, como é chamado, abandonou a promissora carreira para descobrir a própria essência. Ficou exilado em Kauai Aadheenam, estudando ensinamentos milenares sobre a evolução da alma e a vida terrena. “Eu estava me tornando escravo de uma habilidade. Tinha um emprego que me dava muita coisa, mas também me dava um vazio no coração. Decidi me transformar em alguém em quem eu possa confiar”, disse o monge.

Antes de ser aceito, ele teve sua determinação testada: durante um ano, seguindo orientações dos monges, isolou-se do convívio social no Brasil e, quando foi aprovado para ir até o Havaí, dormia fora do monastério, em uma cabana sem água e eletricidade.

As atividades coletivas aconteciam durante o dia e ele teve que encarar um teste final para ser de fato aceito: 33 dias meditando na frente de um muro de pedra, desde o nascer do sol até o cair da noite, apenas refletindo se queria mesmo entrar para o monastério.

Durante o encontro, Satyanatha trouxe muitos de seus aprendizados, com o propósito de dividir com as pessoas uma técnica de paz de espírito que funcionou para ele. Ele acredita que a mente traz para nós uma distorção cognitiva durante o tempo todo e que precisamos lapidar esse processo, entendendo que a vida e este corpo são apenas um meio e não um fim: “Neste mundo hiperconectado estamos perdendo o controle da nossa paz”, afirmou.

Como exemplo prático de sua principal mensagem: “A energia segue a atenção”, o monge encerrou o evento com uma meditação de 10 minutos, que foi suficiente para alterar a vibração de todo o ambiente, trazendo ainda mais significado para aquele momento presente.

Sócia do LIDE FUTURO, Laís Macedo acredita ter fechado o ano de forma muito especial: “a presença do monge Satyanatha foi importante para avaliarmos a nossa jornada, aprofundarmos nosso autoconhecimento e construirmos um novo ano de paz, evolução e felicidade, com base em seus ensinamentos de vida e práticas de meditação”.

Vá além da sua bolha e conecte-se com novas pessoas

Conhecer ou ter muitas pessoas adicionadas em sua rede social não significa ter um bom networking

Muitos empreendedores sabem da importância do networking, porém têm dúvidas de como agir para conseguir novas conexões. De acordo com Laís Macedo, sócia do LIDE FUTURO, “o networking é o principal ativo que um empreendedor pode ter. A jornada empreendedora tem muitos caminhos. Quando sua rede é capaz de te ajudar a encurtar o caminho entre um ponto A e um ponto B, ela se torna seu maior ativo”.

Para ela, autenticidade e não esperar nada em troca são a chave para o início de uma conexão de sucesso, pois não adianta você sair distribuindo cartões de visita sem fazer uma conexão qualificada com alguém. “Faça poucas, mas boas conexões”, afirma.

Laís Macedo lembra que as conexões de sucesso são aquelas que quando você precisar recorrer a uma determinada pessoa terá liberdade para isso: “tratam-se daquelas pessoas que você sabe que pode recorrer quando precisar, seja para pedir um conselho ou para te apresentar a alguém”.

Último happy hour do ano, com conexões!

No dia 10 de dezembro, aconteceu mais um LIDE FUTURO Experience, já em clima de despedida do ano. Mais de 50 filiados fizeram conexões saboreando um delicioso happy hour oferecido pelo parceiro do LIDE FUTURO: a BBQ Company House. Os presentes puderam curtir um menu especial de aperitivos BBQ, regado de muita Kirin Ichiban Premium e drinks elaborados com Jim Beam. Uma das ações do LIDE FUTURO foi a entrega de uma ficha a cada filiado na entrada do evento, que continha cinco sugestões de nomes para a realização de networking.

Like The Future: Anvisa libera registro e comercialização de Cannabis em farmácias no Brasil

A norma deve melhorar a vida de milhões de pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira (3), por unanimidade, a regulamentação do registro e da venda de medicamentos à base de Cannabis, exclusivamente, em drogarias e farmácias brasileiras. A norma entrará em vigor em 90 dias e deve melhorar vida de milhões de pacientes que dependem desses medicamentos.

A resolução proíbe o cultivo da Cannabis, mesmo assim, horas depois, uma empresa conseguiu autorização por meio de decisão liminar da Justiça para importar e plantar sementes de cânhamo, ou “Hemp”, uma variação industrial da planta da maconha.

Segundo a Anvisa, as empresas brasileiras não devem abandonar as pesquisas de comprovação de eficácia e segurança de suas fórmulas, já que os estudos com os produtos à base de Cannabis se assemelham aos tradicionais medicamentos comercializados.

Marcelo Galvão, CEO da OnixCann | Cantera, comenta: “Temos uma vitória com essa liberação da Anvisa. Espero que todo o pacote neoliberal do atual governo possa começar a colaborar com o desenvolvimento econômico de nosso país, deixando que as empresas trabalhem de forma saudável, economicamente mais livres”.

Sobre as oportunidades de negócio, Marcelo Galvão complementa: “Para quem quer investir em empresas no Brasil ou criar seu próprio negócio, o caminho é conectar pacientes com médicos, fazer educação médica sobre produtos e prescrição e o registro de produtos”.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa deverá passar por uma reavaliação em até três anos. A Anvisa ainda discutirá a permissão para que uma pessoa possa plantar Cannabis em sua residência para tratamento médico.

Para se ter uma ideia do progresso aos pacientes com essa resolução, atualmente, existe apenas um produto à base de Cannabis registrado e vendido no Brasil, o Mevatyl, indicado para espasmos musculares em quem tem esclerose múltipla. Ele é fabricado por uma empresa localizada no Reino Unido e comercializado a um custo médio de R$ 2,8 mil para sua dose mensal.

Regras

A prescrição médica do produto irá variar de acordo com a concentração de THC (Tetrahidrocanabidiol), a parte psicoativa da erva. Em concentrações menores de 0,2%, o remédio deverá ser prescrito com numeração fornecida pela vigilância sanitária, com exigência de renovação da receita em até 60 dias. Já para os produtos com concentrações acima de 0,2% de THC, só poderão ser prescritos para pacientes terminais ou que tenham se esgotado todas as alternativas terapêuticas.

De acordo com a Anvisa, os fabricantes que optarem por importar o substrato da Cannabis para fabricação do produto deverão realizar a importação da matéria-prima semielaborada. Ou seja, a empresa não poderá importar a planta ou parte dela.