A moralidade como ferramenta de gestão

Alcides sabia desde cedo que seria empreendedor, a paixão pelo trabalho corria em suas veias ainda menino, quando trocava uma partida de futebol com amigos por umas engraxadas aqui e acolá. Em 1991, decidiu largar seu emprego na Randon, maior fabricante de reboques e semirreboques na América Latina, para abrir sua própria oficina.

Natural de Guarulhos, ali decidiu fundar em 1992, junto de seu sócio Flavio Santilli, a Truckvan, líder brasileira no mercado de soluções sobre rodas, tendo produzido, ao longo de sua história, cerca de 60 mil baús de alumínio e entregado 900 unidades móveis para diversos segmentos de mercado, além de ter desenvolvido mais de 80 food trucks.

Com mais de 27 anos de negócio, Alcides contou ontem, durante Mentoring do LIDE FUTURO, alguns dos segredos para se manter vivo mesmo com o vento sempre soprando contra. “Nós nunca trabalhamos com o NÃO, sempre buscamos um jeito de entregar o SIM aos nossos clientes. Além disso, fomentamos sempre um ambiente de muita positividade e proximidade, que torna toda jornada mais leve”, disse.

Após duas horas de um bate-papo bastante verdadeiro, ficou claro que o sucesso da Truckvan está ligado tão somente ao que hoje chamamos de diferencial: valores. “A gente já teve que vender coisa pessoal, mas nunca deixamos de atrasar um dia o salário de nossos funcionários. Para nós, o respeito ao próximo, ética e moralidade estão acima de qualquer lucro”, concluiu.

Aconteceu: confira eventos do LIDE FUTURO em Goiás e no Rio de Janeiro

O último dia 06 foi de muito movimento entre as unidades do LIDE FUTURO, com o propósito de levar ainda mais conteúdo e experiências exclusivas aos filiados do grupo. No Rio de Janeiro, o CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, trouxe a debate um tema que ainda tem gerado bastante pauta no mercado, explicando como blockchain e cripto assets estão reinventando o futuro através da internet do valor.

Com mais de 30 investimentos em Venture Capital em diversos países e 20 anos de experiência em empreendedorismo e tecnologia, Marcelo é um dos mais ativos investidores na área de criptomoedas, ativos digitais e early stage Venture Capital, dando diversas palestras sobre o assunto. A Hashdex, uma fintech pioneira em investimentos regulados no mundo Blockchain, é o encontro entre Wall Street e o Vale do Silício, reunindo finanças e tecnologia para criar as formas mais seguras e transparentes de investir no futuro da tecnologia global.

Já em Goiânia, o tema do evento saiu do mundo tecnológico para o que se tem de mais tradicional na estória da humanidade: a gastronomia. Recebidos pelo chef Ian Baiocchi, eleito o melhor chef de Goiânia, nossos filiados puderam viver não apenas uma troca de aprendizado, pautada na trajetória empreendedora de Ian, como também uma experiência gastronômica incrível, oferecida pelo Grá Bistrot, um dos restaurantes do Grupo Monino.

Segundo um de seus sócios, Domingo Neto, a produção própria de hortaliças orgânicas, a cozinha industrial centralizada e o treinamento intensivo de sua equipe são alguns dos segredos para manter o elevado padrão da gastronomia e experiência que o Grupo proporciona aos seus clientes diariamente.

Como fazer escolhas diante de um universo de possibilidades?

Por Rafael Cosentino, Presidente do Comitê de Gestão do LIDE FUTURO

Demorei quase duas semanas para completar meu texto sobre minha experiência no South By Southwest (SXSW) 2019 e simplesmente ainda não acho que tenha conseguido digerir 100% da experiência que o evento me proporcionou. Ainda considero uma enorme responsabilidade escrever, primeiro porque ao descer do avião em Austin, você entende que algo muito diferente está para acontecer olhando ao seu redor, e percebe que existem pessoas de todas as nacionalidades do mundo e que o lugar pode ser a casa temporária de todos! A cidade possui um grande policiamento e ótima infraestrutura para que locais e estrangeiros convivam em harmonia pelos próximos dias.

Ainda sobre Austin, você percebe que mesmo sendo a capital do Texas, é uma cidade calma com uma vida universitária ativa e preparada para receber eventos. Ao redor do centro de convenções são mais de 15 hotéis e todos com suas salas de convenções, algumas interligadas com o grande pavilhão. As estimativas dos organizadores é que passaram por lá quase 450.000 (quatrocentas e cinquenta mil) pessoas em todos os dias do evento, um número que por si só já impressiona. Os brasileiros, inclusive, somaram 1.600 participantes em 2019.

Mas vamos ao evento:

No primeiro dia você descobre que não se preparou o suficiente e que a FOMO (Fear of Missing Out), famosa síndrome de se sentir por fora, pode e deve atacar, pois serão em apenas dez dias mais de 5.000 eventos, sendo muitos simultâneos e, por consequência, suas escolhas importam muito! Logo no primeiro dia, percebi que tinha selecionado diversas palestras muito legais e obviamente uma em cima da outra e com isso acabei tendo que fazer minhas escolhas! Mas como brasileiro sempre se apoia logo no primeiro dia, diversos grupos de Whatsapp surgem e isso te ajuda a acompanhar as demais palestras do evento com o áudio transcrito pelo menos e, ainda de quebra, serve como ótimo repositório de conteúdo!

Sobre conteúdo em geral, o SXSW é um evento de diversos temas, que aborda desde diversidade, liderança, tecnologia, marketing, novos mercados, como o de Cannabis, a cinema, música, games, visões de futuro e feiras com apresentação de startups e produtos. Como suas escolhas importam, é muito importante que você saiba quais são os seus objetivos e pontos de interesse com o evento. Foram escolhas difíceis, mas meu interesse está no mercado imobiliário, tecnologia e saúde. Após alguns conflitos de agenda, consegui traçar uma rota que obviamente não cumpri 100% e, o principal, você descobre que uma hora é necessário comer algo e isso pode te fazer perder alguma palestra, faz parte!

Meu circuito de palestras foi tentar entender como eles estão enxergando as cidades do futuro, desde como a população pode ajudar com isso, até a questão da mobilidade nas cidades, seja com aplicativos de transporte compartilhados até os novos desafios dos carros compartilhados. Nas duas palestras, algo que foi bastante ressaltado foi o fato de sempre se usar a tecnologia para expandir e manter o maior número de pessoas informadas dos acontecimentos.

Outra palestra muito interessante foi sobre como a análise genômica de um vírus pode ajudar as autoridades de saúde e cientistas a traçar a rota de um vírus, sendo possível descobrir de qual cidade do mundo o vírus surgiu e por onde ele entrou em determinado país! (Tínhamos como exemplo, infelizmente, o caso do Brasil com o vírus da Zika, em que, graças ao sequenciamento, foi possível determinar quando e por onde ele migrou do continente africano para o Brasil).

Em alguns momentos peguei algumas palestras mais aspiracionais ou mais desenvolvedoras de conteúdo como o caso do Interactive Keynote, com o Roger Mcnamee, em que ele explicou como o Facebook foi tolo o suficiente para ser pego no caso do uso indevido de dados dos seus usuários e que hoje ele estava mais preocupado com Microsoft, Google e Apple pelo fato de eles estarem sendo cuidadosos para ninguém conseguir fazer nada. Em outra palestra, muito bacana, tivemos uma entrevista com a Gwyneth Paltrow. Na minha opinião, a melhor palestra do evento! Além de mostrar o seu lado empreendedora e líder do seu negócio, a entrevistadora, a jornalista Poppy Harlow, conseguiu extrair um lado humano, de filha, mãe, esposa e mulher da Gwyneth que fez a palestra ser única e bem produtiva. Foi tão boa que gerou a curiosidade e me fez pegar um patinete da Jump e ir até a Pop Up Store deles em Austin.

Outras duas palestras incríveis foram com Nile Rodgers e com o Merck Mercuriadis e a entrevista com o Adam Horovitz e Michael Diamond do Bestie Boys.

Ainda sobre o conteúdo, conferi palestras como “Criando confiança em tempos desconfiados”, “Coletando seus dados de forma exaustiva e isso pode ser sua vantagem”, “Como o VR e o AR estão mudando a forma como nós nos expressamos” e “Blockchain, o voto: Votando em aparelhos Mobile com Blockchain”, essas com conteúdo bem legais, mas mais Hype, e, de certa forma, um pouco mais longe do atual cenário do Brasil, mas provavelmente um breve rumo do nosso futuro, claro, que este está em constante mudança.

Dos participantes do evento, minha conclusão é que você está com a oportunidade de estar junto com as melhores cabeças do mundo dos mais diversos assuntos por dez dias, isso é único e uma baita oportunidade, por isso não tenha medo de conversar, fazer perguntas e interagir, realizar networking puro com diversas pessoas do mundo!

Uma parte muito interessante e que ajuda a criar a sua atmosfera são as ativações desenvolvidas ao redor do evento. São diversos países e empresas que assumem espaços da cidade com suas próprias “casas”, desde o nosso Brasil, passando por Canadá, Austrália, Escandinávia, alguns que visitei, e empresas como SAP, Dell, Alienware, Facebook, LinkedIn, entre outras. O interessante é que essas casas geram conteúdos paralelos ao evento principal e normalmente no final do dia, desde shows até eventos de comédia e, claro, os famosos free drinks!

Após esses dias intensos e de muita experiência adquirida no meu primeiro SXSW 2019, em uma conversa com alguns amigos que participaram comigo, nossa conclusão é que mesmo em alguns momentos participando das mesmas palestras, o evento é tão grande e com tanta informação simultânea que me arrisco a dizer que todos que tiveram a experiência de participar de um SXSW tiveram o “SEU SXSW”, isto é, ninguém possui a mesma memória ou a mesma opinião de nada do evento. Aliás, isso que faz com que seja um evento único e transformador. Que venha o SXSW 2020.

Um gigante do marketing multinível

A história do Grupo Hinode começa em 1988 com a venda direta de produtos cosméticos por uma família de origem simples, na Zona Leste de São Paulo. Mas somente 20 anos após sua criação é que Sandro Rodrigues, um dos fundadores e Presidente da companhia desde 1995, decide mudar seu modelo de negócio e entrar para uma estratégia de vendas até então não muito conhecida pelos brasileiros: o marketing multinível.

Sandro Rodrigues, fundador e Presidente do Grupo Hinode

Foi com ele que o grupo alcançou um abrupto crescimento de 32.000% em apenas cinco anos. “Sempre olhei com muita paixão para o que eu estava fazendo e sempre soube que teria uma grande companhia, de valor, principalmente, para quem está ao lado dela”, afirmou Sandro durante o Mentoring realizado em São Paulo para mais de 50 jovens lideranças filiadas ao LIDE FUTURO.

Com a missão de transformar a vida das pessoas por meio da atitude empreendedora, o Grupo Hinode desenvolve produtos de altíssima qualidade, apostando em um modelo inovador, que unifica três modelos de negócio: venda direta, marketing multinível e franquias.

Ao longo da gestão de Sandro, o Grupo conquistou a terceira posição na área de perfumaria no mercado nacional, com 7,1% de participação, e se transformou em uma multinacional brasileira com crescente atuação no mercado internacional, presente em países como Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Para atender à crescente demanda, conta com uma unidade fabril de 12 mil metros quadrados em Jandira (SP) e um centro de distribuição em Extrema (MG).

Fundador da rede Condor participa de Mentoring do LIDE FUTURO no Paraná

Comemorando um ano de atuação no Paraná, o LIDE FUTURO reuniu na noite de ontem, 02, cerca de 25 filiados na sede do supermercado Condor, no bairro Pinheirinho, para um mentoring com o fundador da rede, Pedro Joanir Zonta. Uma aula de humildade, perseverança e foco foi proporcionada pelo empresário, que é um dos maiores líderes do estado.

Filho de imigrantes italianos, Pedro Zonta comprou um supermercado de 110 metros quadrados no Pinheirinho sem nunca nem ter entrado em um mercado antes e sem chegar a concluir a terceira série primária. Detalhes desta história ele contou durante o evento, reforçando sua busca constante por inovação, além de insights de sua visão empreendedora.

Questionado por um dos filiados sobre o que mudaria na sua trajetória, respondeu sem titubear: “Não mudaria nada, tudo deu muito certo! Construí a empresa pensando na minha família e hoje meus filhos estão comigo na gestão”, orgulha-se Zonta, que também é presidente da Apras – Associação Paranaense de Supermercados.

Em março a rede Condor comemorou 45 anos, somando 50 filiais de supermercado, 12 postos de gasolina e uma central de distribuição de mais de 70.000 metros quadrados. Anualmente são atendidos mais de 50 milhões de clientes, com um quadro de 13 mil colaboradores. “Nosso crescimento foi orgânico. Uma empresa é feita de processos, pessoas e infraestrutura. O que mais prezamos no Condor são as pessoas, o envolvimento das lideranças. São nossos profissionais que fizeram a gente chegar onde chegamos”, explica.

fotografia © 2019 Rubens Nemitz Jr

LIDE FUTURO recebe diretora-geral do PayPal Brasil em debate sobre liderança feminina

Dentre os inúmeros desafios que envolvem a realidade da mulher, a carreira e a maternidade são questões que despertam o interesse da sociedade e colocam em dúvida suas habilidades na hora de conciliar as duas funções. Estar à frente de uma empresa tem um peso maior quando se é do gênero feminino e um significativo papel: difundir a importância de ambientes corporativos cada vez mais inclusivos para essas profissionais.

A convite do LIDE FUTURO, em parceria com o LinkedIn Brasil, Paula Paschoal, Diretora-geral do PayPal Brasil, participou do W LIDE FUTURO, evento focado no empoderamento feminino por meio de jovens lideranças do mercado. Ao lado de Daniela Filomeno, vice-presidente do Comitê de Gestão do grupo, e Ana Claudia Plihal, Head de Soluções de Talentos do LinkedIn Brasil, onde aconteceu o evento na última quinta, 2, ela falou sobre importantes temáticas que envolvem a mulher no mundo dos negócios.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, serão necessários mais de 200 anos para que elas recebam o mesmo salário que homens na execução das mesmas tarefas. “No PayPal Brasil, uma de nossas principais missões é promover ambientes realmente inclusivos e participativos. Hoje, 54% do nosso time de liderança é formado por mulheres”, destaca Paula, que aponta a maternidade como um fator decisivo para se tornar uma profissional mais humana e generosa.

“Com o nascimento das minhas filhas, pude entender que as coisas não acontecem no meu tempo. Assim, enxerguei que esse mesmo mundo se repete no trabalho. As pessoas agem de maneiras e ciclos diferentes”, afirma.

Sendo a única mulher ao lado de 11 sócios, Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO, ressalta o valor e a dimensão de projetos encabeçados por mulheres: “Temos um importante papel como grupo, queremos transformar os negócios no Brasil e, mais do que isso, queremos dar às mulheres instrumentos que permitam que elas se transformem, se enxerguem, se identifiquem e, finalmente, conquistem igualdade socialmente”.

Paula Paschoal contou como maternidade contribuiu para guinada na carreira em bate-papo para o W LIDE FUTURO, evento realizado em parceria com LinkedIn, em São Paulo

Presidente do Grupo Europa passa a integrar Comitê de Gestão do LIDE FUTURO

Com muita honra, o LIDE FUTURO dá as boas-vindas à Manuella Curti, Presidente do Grupo Europa, que passa a integrar seu Comitê de Gestão. Composto por sócios do grupo e grandes empresários de diversos segmentos do mercado, a responsabilidade do Comitê é ajudar nas decisões sobre conteúdo, diretrizes estratégicas, planejamento de ações e desenvolvimento do grupo como um todo.

À frente da mais reconhecida marca de tratamento de água residencial de ponto de uso do país desde os 26 anos, Manuella Curti enfrentou o grande desafio de presidir a companhia fundada pela família mesmo não sendo a sucessora direta do pai, falecido em 2010.

Formada em Direito pela PUC/SP e pós-graduada em Administração de Empresas pelo Insper, Manuella traz sua jovialidade para os produtos da Europa, que ganharam ares contemporâneos, e também para a gestão da empresa, trabalhando para construir uma cultura organizacional cada dia mais participativa e coerente com a visão de futuro do negócio.

“Tenho grande preocupação com o legado da empresa, por isso estou sempre disposta a ouvir meu time, composto por pessoas que fazem parte da história do grupo, clientes e parceiros comerciais. São eles que me auxiliam no caminhar para o futuro e também na manutenção da herança positiva da marca”, conta Manuella.

Eleita uma das 56 mulheres mais influentes do Brasil pela Revista Forbes em 2017, a executiva promove uma profunda transformação no negócio com o objetivo de cuidar da água para transformar vidas. Para ela, o futuro deve ser construído com presença, discernimento e a muitas mãos.

CEO do LIDE FUTURO, Laís Macedo explica que o grupo tem a missão de despertar as principais lideranças do mercado para fazer parte dessa jornada e contribuir com suas experiências e vivências. “Somos uma geração sonhadora e diferente de todas as outras. Hoje, lideramos empresas que não lutam só por dinheiro, mas, sim, para mudar a vida das pessoas. Somos motivados pela vontade de criar o novo. Isso é maior do que apenas um trabalho e, quando encontramos pessoas iguais a nós, o mundo pode ser conquistado”, destaca Laís.

Quem quer ser chefe?

Por Rafael Cosentino, Presidente do Comitê do LIDE FUTURO

Em tempos de glorificação das posições de liderança, se você fizer essa pergunta em qualquer ambiente, provavelmente, sua resposta será que todos os presentes querem ser o chefe, mas afinal, o que realmente significa ser “o Chefe”?

Muitas pessoas confundem a ideia de ser chefe com a de ser empreendedor, livre, dono das próprias escolhas ou desafios e, por último e melhor, dono do seu tempo! Mas realmente, o ser “Chefe”, seja no seu próprio negócio ou como um executivo em uma corporação, não é todo esse glamour apresentado e, pior, por vezes, vem acompanhado de um lado obscuro e sombrio que o mundo dos reality shows não mostra na TV, as lives do Instagram omitem e a super foto do Facebook jamais mostrará.

Ser líder de qualquer unidade de negócio, vai além de apostar em diversas renúncias. Significa se transformar profissionalmente em psicólogo, advogado, consultor, parente, mentor e, ainda em momentos difíceis de tomada de decisão, quem sabe, envelhecer uns 20 anos e simplesmente não ter ninguém para compartilhar o seus problemas ou atual situação de carreira ou até de vida. Aliás, vivemos tempos de pessoas que se dizem incríveis, mas nunca avançaram até a página 2 dos seus negócios, ou nunca foram líderes de fato. É fácil encontrar nas mídias sociais, “Líderes ou empreendedores de sucesso”, mas qual é a real? Onde estão os números? Cadê o mérito no seu desafio? Ainda podemos fazer outras perguntas como estas, exatamente onde se abre o abismo entre chefe e colaborador.

Os desafios com o ser humano são muito mais importantes que os desafios técnicos, mas um ótimo comunicador sem técnica, não se sustenta no longo prazo. É necessário continuar o desenvolvimento das habilidades de forma que você consiga “fazer” caso seja necessário e, ainda mais importante, caso você não saiba, seja capaz de pedir ajuda e aprenda algo que seus liderados estão executando. Sem isso, uma liderança somente com incentivos e boa oratória, sem a parte técnica, não se sustenta, pois seus colaboradores desenvolvem o senso que o seu “Chefe” não faz a menor ideia do que está acontecendo e que está desqualificado para sua função, tornando-se um chefe superficial e sem profundidade nos assuntos.

Se você algum dia já se questionou quais eram as habilidades que você, como chefe, deveria desenvolver para ser um líder melhor, bem-vindo a este seleto clube que não possui manual de instruções. Provavelmente você já se sentiu sozinho na hora da tomada de decisão ou em meio a questionamentos infinitos, e também já esteve sozinho até tarde no trabalho. Ou pior: quando você se torna chefe e seus “amigos” do trabalho simplesmente deixam de almoçar com você ou de conversar sobre a vida particular, afinal, agora você possui o poder mágico do cargo e eles se sentem ameaçados com as possibilidades desse “poder”.

Não existem lições únicas, nem sempre a forma de uma pessoa liderar serve para outra, nem sempre uma decisão que funcionou para o projeto A funcionará para o projeto B. A forma de tratar um dos seus liderados não funciona com os demais. Nesse ponto, você descobre que quando virou chefe, também ganhou um novo título citado anteriormente, o de “psicólogo”. Além dos problemas do trabalho, você precisa ter a sensibilidade de entender se existem outros tipos de problemas externos que podem estar minando ou sugando a capacidade/atenção do seu liderado.

E aí que entra outro grande desafio: a Gestão de Pessoas. Nesse ponto você precisa engajar, seja ajudando, ensinando, preparando, mostrando para seu time que existe luz no fim do túnel e qual a direção que a empresa espera que o grupo reme e, quando necessário, fazer as correções necessárias. Todo curso sobre empreendedorismo, ou melhor, na minha opinião, todos os cursos superiores deveriam abordar gestão de pessoas como um item muito importante na formação de todos os profissionais. Uma gestão eficiente de pessoas pode levar um projeto para o sucesso, assim como uma gestão ineficiente pode desagregar um time, gerar contratações ruins, matar um negócio saudável e até transformar sucesso em insucesso.

Outro mito comum é o de que “chefe não trabalha”. Será? Por vezes ser “chefe” significa ter funções administrativas que só podem ser feitas por você, como apontado acima, desde gestão de pessoas, gerenciamento de recursos da sua área, desenvolvimento do orçamento anual, até se reportar ao conselho ou sócios da empresa ou ao seu superior. No caso de um empreendedor ou CEO, ainda cabe a este pensar de forma geral ou até desenvolver o futuro do seu negócio e fazer isso com uma linguagem que todos abaixo consigam entender e entrem no desafio de buscar esse futuro.

Nesse momento, me questiono, será que preencho todos os requisitos acima apontados? Com certeza não, mas algo que aprendi durantes estes anos  como empreendedor é que não devemos ter medo de, em caso de dúvida, perguntar, em caso de inquietação, argumentar. Temos sempre que buscar novas soluções, mesmo que isso exija um exercício que já foi realizado com sucesso, sempre antes de falar, ouvir e, quando for necessário, ser duro. Acima disso, devemos sempre ser determinado e ético, buscando evoluir e aprender mais para se tornar mais completo e melhor.

Mas a lista de dificuldades não para por aqui. Existe um último inimigo que pode aparecer junto com o cargo do chefe: você mesmo, ou melhor, o seu “ego”. Do dicionário Dicio, ego é a parte central ou nuclear da personalidade de uma pessoa. Infelizmente, a frase que é atribuída à Abraham Lincoln “Quase todos os homens podem suportar a adversidade, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe poder” é extremamente verdadeira e atual. Uma atitude capaz de arruinar sua carreira e liderança é colocar seu ego à frente dos objetivos do seu negócio ou empresa. Óbvio que todos devemos ter um pouco de amor próprio e isso é ego, mas controlá-lo pode determinar seu sucesso como líder ou seu completo despreparo para assumir essa ardilosa e dura missão.

As conclusões sobre ser chefe são que, por vezes, você será psicólogo, por vezes ficará sem dormir preocupado com suas metas ou seu negócio, por vezes você não saberá o caminho ou a atitude que deve ser tomada, mas saberá para quem perguntar, por vezes você será o primeiro a chegar e o último a ir embora, por vezes você  estará pronto para tomar uma decisão difícil, por vezes você fará o que ninguém espera e, por fim, ainda sim, você continuará desconfiado se você está no caminho correto e se é capaz de ser o líder que seus liderados esperam e precisam. Ser chefe significa carregar várias responsabilidades, desde as metas da empresa até a vida dos seus liderados. Essa responsabilidade não diminui com o tempo, pelo contrário, só aumenta e fica cada vez mais complexa.Apesar de todos os desafios acima apontados, tenho a certeza de que a função chefe é incrível quando você consegue participar da evolução de um colaborador, seja no trabalho, seja na vida pessoal dele, ou quando com a sua liderança, seu time consegue entregar resultados melhores do que o esperado, ou ainda, quando você cresce a equipe e por mérito, reconhece o time e abre frente para antes um colaborador, agora se tornar chefe também.

Desafios da Sucessão Familiar é tema do LIDE FUTURO Debate

Ser o dono, carregar e honrar o nome de sua família em uma empresa está longe de ser uma tarefa fácil, mas existem fatores essenciais para que a jornada de um sucessor familiar seja o menos turbulenta possível, a começar pela paixão e afinidade com o negócio.

Diante das três etapas deste processo (quem vai passar o bastão, quem já pegou o bastão e quem vai pegar o bastão), o LIDE FUTURO promoveu ontem, 16 de abril, um rico debate sobre os desafios pelos quais toda empresa familiar tem ou terá que passar quando chegar o momento de trocar a liderança estabelecida ali há anos.

Para trazer dicas inspiradores sobre o assunto, nossos filiados tiveram o prazer de contar com Ivo Wohnrath, CEO da Athié Wohnrath (1ª geração), Manuella Curti, Presidente da Purificadores Europa (2ª geração), e Gabriela Silvarolli, coordenadora de Marketing e Produto da Corello (4ª geração), sob moderação de Luiz Furlan, sócio do LIDE FUTURO.

Abaixo os principais pontos abordados no evento:

– É importante saber separar a vida de negócios da vida pessoal. A tendência é elas se embolarem, mas se conseguir achar um equilíbrio para dar o tom, todo mundo sai ganhando

– A ajuda de consultorias, coaching e conselheiros é sempre bem-vinda para calibrar os processos, gestão e atuação da empresa e suas lideranças. Ter um lado externo, uma visão de quem não pertence à família, traz direção e discernimento do negócio

– Como dono, é preciso investir no desenvolvimento e crescimento profissional de seus líderes, porque a empresa não pode jamais depender de uma pessoa só. Tanto para o bem do negócio, quanto para o seu próprio bem. Conseguir se desconectar e tirar férias sem preocupações é o ideal, isso só se conquista se abrir espaço e autonomia a outras pessoas

– Para um sucessor, a provação é sempre em dobro. Você precisa se provar para si, para sua família e para toda a empresa. Todos os olhos estão voltados para você, não tem como fugir desta pressão

– Acima de qualquer grau de parentesco, é preciso ter afinidade com o negócio. Não é justo com nenhuma das partes forçar uma sucessão indesejada. Havendo paixão, já temos boa parte do caminho andado, o resto é adquirido com o tempo e esforço

– Ninguém pode controlar o que as pessoas pensam, mas pode influenciar. Em um processo de sucessão se faz extremamente necessário honrar o passado e tudo o que foi construído até ali. Isso é muito importante para que o novo possa chegar de forma mais receptiva

– Um grande líder sempre terá em mente de que ele é mais um na empresa, mais uma pessoa transitória ali dentro, e por isso é preciso o tempo todo preparar um espaço para que o próximo chegue

Em parceria com a aceleradora ACE, LIDE FUTURO promove Startup Day

Em parceria com a ACE, uma das maiores aceleradoras de startups da América Latina, e com patrocínio do Spaces Brasil, o LIDE FUTURO promoveu, no último dia 10, a primeira edição do Startup Day de 2019. O evento, que aconteceu no MIS, ofereceu um dia de imersão, consultoria e networking para jovens lideranças, abordando todos os temas e prioridades de uma startup.

Além dos executivos da ACE, profissionais C-Level da GAMA Academy, escola que capacita talentos nas áreas de programação, design, marketing e vendas para o mercado digital, e da Blanko, agência de comunicação focada em estratégia, planejamento e desenvolvimento criativos, também contribuíram com o conteúdo e curadoria do evento.

Durante o período da manhã, a primeira palestra foi sobre Validação do Negócio, apresentada por Luis Gustavo (LG), da ACE. Logo após, a Blanko, representada por seu fundador Bruno Moretti, trouxe pontos importantes sobre Marketing Digital, e, por último e não menos importante, o CEO da GAMA Academy, Guilherme Junqueira, abordou de forma estratégica o tema Cultura Organizacional.

Após o almoço, o evento seguiu exclusivo para os filiados do LIDE FUTURO, que contaram com três mesas redondas, cada uma com um tema específico, onde puderam expor com detalhes suas principais dores e trocar com os participantes e respectivos mentores. O fechamento do Startup Day ficou a cargo de Pedro Waengertner, cofundador da ACE, com o quadro “Ask Me Anything”.