Como se organizar com tanta LIVE?

por Adriana Luz, fundadora do buscalive e filiada do LIDE FUTURO

O isolamento social mudou nossas vidas e estamos em constante adaptação a uma nova realidade, ou ao que temos tanto ouvido falar como o “novo normal”. Dentro desse contexto, houve um boom no mercado de LIVES – apresentações ao vivo na internet -, que trouxe uma nova proposta de consumo de conteúdo, dos mais diversos assuntos, com um simples “clique”.

A disponibilidade de LIVES realizadas é enorme, não só pela variedade de conteúdo que oferecem, que vai desde músicas, atividade física, negócios, empreendedorismo até astrologia e conteúdos geek, mas também pela sua divulgação em diferentes plataformas, como YouTube, Instagram, Facebook, LinkedIn, Zoom, links customizados por empresas, entre outras.

Segundo matéria publicada pela revista EXAME, as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil na quarentena e a audiência das LIVES é de dez a 20 vezes maior do que a dos vídeos gravados. Além disso, a consultoria americana Tubular Labs, especializada no segmento de vídeos na internet, indica que houve um crescimento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março – média de quase 3,5 bilhões de minutos de conteúdo por dia. 

Tamanha oferta e facilidade de acesso vem deixando os usuários do universo digital “perdidos e desorientados” quanto à forma de localizar as LIVES de sua preferência e organizar sua agenda para acompanhar tudo aquilo que é de seu interesse na respectiva data, horário e plataforma disponível. 

Como muitos dizem, é da crise que surge o poder de reinvenção do ser humano e, diante deste cenário caótico de LIVES, foi criado o “buscalive”, o “Google das LIVES”, que em apenas um mês teve quase 1.000 LIVES cadastradas em sua plataforma.

No aplicativo, o usuário consegue buscar as LIVES por data, conteúdo, artista, LIVER (termo denominado para o apresentador), salvar na agenda do celular para ser lembrado pouco antes do início da sua LIVE, compartilhar com os amigos e até acessar as plataformas de divulgação do conteúdo, tudo isso de forma prática e, melhor, gratuita.

Além disso, a ferramenta também funciona como uma comunidade, onde o LIVER pode divulgar a sua apresentação de forma gratuita, para que mais usuários tenham acesso ao seu conteúdo, conheçam o seu trabalho e divulguem seu negócio.  

Sem dúvidas, uma epidemia global. Mas, onde vai dar tudo isso? As LIVES vieram para ficar ou são apenas mais uma tendência passageira? Não dá para esconder, a caixa de Pandora foi aberta e, de uma forma mais positiva do que negativa, a descoberta da LIVE transformou o mundo e se tornou um hábito, não apenas por sua praticidade, mas pelo baixo custo versus alcance e resultado que pode proporcionar. Esperar que elas simplesmente desapareçam ao término da pandemia seria um tanto quanto subestimado.

Importância da imprensa e combate a fake news durante pandemia são temas de live com Celso Zucatelli

LIDE FUTURO promoveu debate sobre relevância da informação e do trabalho jornalístico em tempos de crise

Com a chegada do novo coronavírus, o jornalismo adquiriu um papel de protagonismo ainda mais central na hora de informar e proteger a sociedade. Por isso, o LIDE FUTURO realizou a live “O papel e a importância da imprensa na crise”, para debater, junto ao jornalista Celso Zucatelli, o trabalho que a imprensa tem realizado frente à pandemia.

Atual apresentador dos telejornais Balanço Geral e Fala Brasil, da Record TV, o profissional passou por importantes veículos do País, como O Estado de S. Paulo, e pelas emissoras Rede Bandeirantes, TV Cultura, RedeTV! e TV Gazeta.

Na conversa, voltada a empresários e empreendedores filiados ao grupo, o convidado valorizou o trabalho de toda a imprensa durante a pandemia, pois, assim como ele, muitos outros profissionais da área não estão em quarentena para informar e prevenir a população sobre os novos dados da COVID-19.

Influente na televisão e também na internet, Celso Zucatelli descreveu as possibilidades de comunicação como infinitas e apontou as redes sociais como fortes aliadas nesse momento de reclusão social. Nativo da televisão, o apresentador falou sobre essa conexão entre os antigos e novos meios de comunicação: “A gente consegue provocar a participação das pessoas usando as redes sociais com a notícia na televisão”, explica.

A internet tem se tornado forte aliado nas notícias sobre a pandemia. Hoje, a televisão tem utilizado parte das técnicas tradicionalmente digitais para informar. “As pessoas tinham uma resistência às coisas digitais, agora tiveram que fazer e viram que funcionam”, comenta o jornalista.

Com o crescimento de notícias falsas, Zucatelli reforça que ele e seus colegas de  profissão têm dupla função. “A gente tem a obrigação de mostrar e ensinar como usar as ferramentas de notícias. Nós estamos tendo nesse momento a oportunidade de mostrar isso, desmentindo notícias falsas e explicando o que é a notícia falsa”, explica. 

Quando perguntado sobre como evitar fake news dentro do ambiente jornalístico, o apresentador explicou que a melhor solução é uma apuração mais rigorosa.

Também esteve em pauta o papel da mídia em estimular o conhecimento, a educação e a busca por conhecimento alternativo, além da importância de divulgar a informação de forma imparcial. “A gente tem que buscar o melhor recurso de todos que é ouvir os especialistas para tentar ajudar as pessoas a tomarem decisões em um ambiente totalmente caótico”, afirma o profissional. O fim da conversa foi marcado por perguntas ao jornalista, que lembrou mais uma vez que a imprensa tem o papel de mostrar o que de fato está acontecendo. “O nosso papel é mostrar tudo, a gente tem que dar elementos para que a população possa tirar sua própria conclusão”.

Margeando o rio Estige: Limites aos discursos de ódio na internet

Por *Adriana Filizzola D’Urso e **Rodrigo Fuziger

A História é testemunha do ódio como um afeto perene à condição humana, externalizado em demonstrações usualmente fundamentadas em toda sorte de preconceitos (raça, gênero, religião, ideologia, dentre outros). É certo que o ódio acompanhou a humanidade no paulatino e decisivo câmbio para vidas cada vez mais virtuais. Assim, o problema das manifestações de ódio por meio online é absolutamente central à contemporaneidade, com contornos cada vez mais notáveis e perniciosos.

Nesse sentido, nos breves minutos da leitura desse texto, seguramente milhares de condutas tipificáveis como crimes de ódio ocorreram na internet. Um número absolutamente superior à sua ocorrência offline e que parece aumentar cada vez mais em tempos atuais, diante do panorama de recolhimento social, estresse decorrente do cenário de pandemia e acirramento de disputas político-ideológicas.

Na magistral “Divina Comédia”, Dante Alighieri descreve, na primeira parte da obra, um inferno concebido por nove círculos, alguns dos quais são banhados por rios. Um deles, é o rio Estige, que banha o quinto círculo. Trata-se de um rio de águas lodosas e frias, uma referência de Dante à mitologia grega, sendo Estige (ou Styx) uma representação mítica do ódio na cultura helênica.

Usando de tal metáfora, é inconteste afirmar que as águas do rio Estige permanecem caudalosas em nosso tempo, com um leito alargado que se espraia sobre um novo solo fértil (inconcebível mesmo nos mais inventivos cenários dantescos): um plano virtual. Mas, será esse plano da internet realmente uma terra sem lei banhada pelo rio do ódio? Há, em nosso país, mecanismos jurídicos de proteção a indivíduos e grupos aviltados por discursos odiosos nos meios virtuais? E se tais mecanismos existem, por que a percepção de impunidade salta aos olhos vidrados em telas?

Apesar desta percepção e da falsa ideia de anonimato, a internet não é terra sem lei, aplicando-se, mesmo no mundo virtual, a legislação brasileira, que prevê responsabilidade civil e criminal a quem apregoa o ódio.

Dependendo do conteúdo, mensagens odiosas divulgadas pela internet podem ensejar a obrigação do pagamento de uma indenização (e aqui cita-se como exemplo o caso público de um jornalista que foi condenado a pagar 100 mil reais de indenização a Chico Buarque e sua família, por comentários ofensivos no Instagram da filha de Chico).

Também existe a possibilidade de responsabilização criminal daquele que destila o ódio na internet, com a consequente imposição de pena privativa de liberdade, restritiva de direitos e/ou multa, a depender da situação.

Caso o teor odioso publicado na internet tenha conteúdo caluniador, difamatório ou injurioso, a pessoa que o propala pode responder por um dos crimes contra a honra, previstos, respectivamente, nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, com pena máxima de até três anos de reclusão e multa, quando se tratar de injúria que utilize elementos de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência (artigo 140, §3º do Código Penal).

Na hipótese de um indivíduo vir a praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por meio da demonstração de ódio na internet, fica caracterizado o crime de racismo, previsto no artigo 20 da lei 7.716/89, um crime grave, imprescritível, inafiançável e sujeito a uma pena de um a três anos de reclusão e multa.

Ademais, manifestações homofóbicas na internet, desde 13 de junho de 2019, podem ensejar a responsabilização criminal do agente, em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que estabeleceu que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passasse a ser crime no Brasil, punida pela Lei de Racismo (lei 7.716/89).

Isto posto, por premissa, é fundamental compreender o fenômeno do ódio como um afeto humano, hiperbolizado em nossas relações sociais construídas usualmente a partir de relações de semelhança e diferença (e Stendhal, em “O vermelho e o Negro”, já afirmava “que a diferença leva ao ódio”). A ideia central, a partir desse olhar que foge à ingenuidade de uma visão de mundo livre de afetos negativos, é compreender e, por consequência, buscar desconstruir o ódio, uma tarefa que – embora orientável pelo incentivo à informação, esclarecimento e reflexão – é, no limite, solipsista, a partir da autonomia deliberativa de cada sujeito.

No entanto, a sociedade e o Direito (inclusive penal em casos extremados) como forma de controle social devem assegurar que a liberdade de expressão seja, de fato, livre de amarras prévias, mas não imune a consequências, uma vez que a experiência histórica é pródiga em episódios, nos quais (feito um ovo de serpente) o ódio como verbo contra a diferença acabou por se concretizar em tragédia sobre biografias e em tragédia sobre sociedades, eis que o totalitarismo, de qualquer cariz ideológico, é o instrumento privilegiado do ódio como afeto político.

*Adriana Filizzola D’Urso é advogada criminalista do escritório D’Urso e Borges Advogados Associados, professora, mestre e doutoranda pela Universidade de Salamanca.
**Rodrigo Fuziger é advogado, professor, doutor em Governança Global pela Universidade de Salamanca, doutor em Direito pela USP, bacharel em filosofia pela USP.

LIDE FUTURO e ELAS debatem equidade de gênero para promover a liderança de executivas no mercado

Síndrome do impostor foi um dos temas discutidos. Estima-se que 70% das pessoas já viveram isso. Em mulheres é um agravante.

De acordo com o Grant Thornton, apenas 25% dos cargos executivos foram ocupados por mulheres em 2017. Se a equidade de gênero fosse alcançada, o PIB aumentaria US$ 28 trilhões em 10 anos (McKinsey). Em busca de fomentar a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, o LIDE FUTURO se uniu com a ELAS, escola focada no desenvolvimento pessoal de mulheres para realizar todas as edições do W LIDE FUTURO em 2020.

Lais Macedo, sócia do LIDE FUTURO, acredita que o debate sobre dados e informações a respeito da mulher no mercado de trabalho é importante para ter referências que as inspirem a seguir na luta pela igualdade. 

O Fórum Econômico Mundial mostrou que o Brasil caiu 5 posições no ranking de equidade de gênero. Sem ações de fortalecimento desse ecossistema, como é o caso do W LIDE FUTURO, promovido todos os anos, a equidade seria alcançada apenas em 200 anos. O evento, que é voltado a líderes, executivas, empreendedoras e convidadas teve 2h30 de conteúdo focado na palestra “O Despertar da Autoconfiança”, ministrado por Amanda Gomes e Carine Roos.

O encontro busca ressignificar o olhar das participantes por meio de debates, gamificação, dados e reflexões ao ‘hackear’ o sistema. “Quando a gente está falando de hackear o sistema, é sobre a gente entender tão bem como esse sistema funciona, pra gente questionar e provocar, tornando-se mais influentes e mais estratégicas”, explica Carine.

A ELAS surgiu quando as amigas e sócias viram que existiam poucas iniciativas para mulheres se sentirem confiantes nos cargos de liderança. Durante o W LIDE FUTURO, as especialistas abordaram a importância de reduzir o volume da autocrítica. Alguns dados foram apresentados, como o estudo da HP (2011) onde mulheres precisam ter 100% das qualificações indicadas para conseguirem se candidatar a uma vaga, enquanto homens se candidatam à ela com apenas 60% de qualificação.

A síndrome do impostor foi um dos temas debatidos durante a palestra. De acordo com  uma recente revisão bibliográfica do International Journal of Behavioral Science, estima-se que 70% das pessoas já passaram por experiências deste tipo, com um agravante maior em mulheres. 

Entre os chamados “sintomas” da Síndrome do Impostor, Carine Roos pontuou que o perfeccionismo, atrelado ao medo de nunca estar satisfeita com os feitos é um dos mais problemáticos para a construção da autoconfiança. Nos cursos ministrados pelo grupo de liderança feminina, as empreendedoras contam que aproximadamente 90% das mulheres levantam a mão por já terem vivenciado a síndrome em algum período.

Um dos jogos propostos foi assimilar palavras entre os gênero feminino e masculino e carreira ou família. Como resultado, as participantes notaram que palavras do gênero feminino são mais associadas à família, enquanto palavras masculinas são, normalmente ligadas à carreira. 

A força interna, a força externa e a força estratégica da cultura da empresa constróem a pirâmide para alavancar o empreendedorismo feminino e o autodesenvolvimento. Amanda Gomes explica que o ideal é encarar a vida como um jogo, encarar nossos papéis como um jogo, sendo íntegras, éticas e genuínas. “Quando a gente se coloca na condição de se perguntar qual a sacada da fase que eu ainda não peguei, a gente tá assumindo a responsabilidade de ser protagonistas desse jogo e decidir jogar enquanto ele é conveniente pra mim e eu decido continuar nesse jogo ou não”, conclui.

“Nossa força são as nossas emoções. A gente não tem que ser racional, a gente tem que ser assertiva. Que na verdade é: entender as minhas emoções, me apropriar das minhas emoções, mas canalizar nossas emoções nas decisões certas”, pontua. 

Como o COVID-19 salvou minha vida

Por Israel Pestana Soares, Mestre em Engenharia Ambiental e Diretor Comercial da Aires Serviços Ambientais, além de filiado do LIDE FUTURO

Tenho 65 anos e o cenário implantado pelo COVID-19 salvou a minha vida, mesmo sendo uma pessoa classificada como grupo de risco, por estar em uma faixa etária mais avançada e ainda possuir problemas cardiorrespiratórios. Parece loucura, não é?!

Antes de tudo, deixe-me me apresentar: meu nome é Carlos Sadi, 65 anos, casado, com filhos e netos. Depois falarei dos meus negócios. Agora quero focar na minha saúde e na de todos vocês.

Tenho tomado todas as medidas necessárias para me prevenir da contaminação pelo vírus. Penso que devo proteger não somente minha família, mas sim toda sociedade. Estabeleci a premissa de que essa pandemia não iria interferir em minhas rotinas de pessoa idosa. Acordo às 04:30 (durmo cedo para tal) e preparo meu café da manhã, seguindo as recomendações do meu geriatra. Saio sempre de máscara, luvas e sempre higienizo minhas mãos e braços com água e sabão, além de evitar contato das mãos com minhas mucosas faciais.

Mas por que o COVID-19 me salvou?

Basicamente, porque a poluição do ar diminuiu absurdamente com o lockdown global. Portanto, estatisticamente falando, estou correndo menos risco. Ainda não entendeu? Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 4,1 milhões de mortes prematuras ocorrem anualmente por problemas associados à poluição do ar. Por conta do Corona, estou respirando um ar mais puro e menos poluído. Milhões de pessoas em todo o mundo que são classificadas como grupos sensíveis para desenvolver problemas cardiorrespiratórios e até mesmo câncer devido à poluição do ar, estão respirando um ar mais puro. Dentro desse grupo estão: fetos, crianças abaixo de 5 anos, idosos com mais de 60 anos e pessoas com problemas respiratórios.

Um artigo recém publicado por pesquisadores da universidade de Harvard relaciona o número de mortes de pacientes infectados com COVID-19 com a exposição de longo prazo à poluição do ar nas cidades americanas. Segundo os pesquisadores, pessoas que habitam em cidades mais poluídas estão mais susceptíveis a desenvolver complicações e chegar ao óbito. Os resultados apontam que o acréscimo de 1µg/m³ nas concentrações de PM2.5 (partícula muito fina que adentra os alvéolos pulmonares) aumentam em 15% a chance de óbito por COVID-19. Portanto, temos um efeito combinado do vírus com a exposição à poluição do ar.

Você deve estar se perguntando: Mas e os efeitos econômicos dessa paralização? O senhor não acha ruim o que está acontecendo? Eu digo que, com toda certeza, o impacto econômico na economia global está sendo muito comentado. Esse é o efeito imediato da paralisação das atividades: o faturamento das empresas diminui e as pessoas acabam sendo demitidas, o PIB reduz e a economia não cresce em função das incertezas do mercado. Contudo, o que não está sendo tão comentado são os ganhos econômicos ambientais nesse período de COVID-19.

Ninguém contou que menos animais estão ficando doentes e se desenvolvendo mais saudáveis, ou que as árvores e plantas estão aumentando a sua capacidade fotossintética, produzindo mais frutos e ainda mais saborosos. Ninguém reparou que há uma redução de desgastes de edifícios, monumentos e obras de arte, por conta da redução de formação de chuva ácida e deposição de partículas em suas superfícies. Tampouco deram importância para a redução de internações hospitalares por problemas cardiorrespiratórios. Sem contar a diminuição na emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera que, em conjunto com o aumento da capacidade fotossintética da flora (aumenta o sequestro de CO2 na atmosfera), reduz o impacto do aquecimento global.

Falando agora sobre negócios, tenho um restaurante que é estritamente focado em atendimento aos clientes no local, um conceito de vender uma verdadeira experiência gastronômica para nossos clientes. Entretanto, não estamos atendendo ninguém. O resultado disso é faturamento zero desde que a quarentena teve início para nós, em 09 de março de 2020. Tivemos que evoluir e passar a trabalhar com entregas, mas, para não perder o conceito de experiência de nossos clientes, passamos a filmar desde a compra dos materiais  até o preparo da refeição de cada cliente, para que ele receba por YouTube todo o carinho e atenção que foi dado ao seu prato.

Portanto, frente à necessidade de evoluir rapidamente, entendo que para a economia tangível, tivemos uma transformação bastante significativa na maneira de fazer negócios entre empresas (B2B) e consumidores (B2C).

Muitas empresas perceberam oportunidades de reduzir custos operacionais com a implementação do home office, que para diversas profissões e perfis de colaboradores realmente funciona.

Meu filho Héctor, por exemplo, me contou que os artistas estão fazendo shows de suas próprias casas com milhões de pessoas assistindo, ou seja, público muito maior que obteriam normalmente e com um custo e impacto ambiental muito menor. Com toda certeza ocorreu uma disruptura na indústria do entretenimento.

Estou completamente convicto de que os ganhos econômicos ambientais em escala global, muitas vezes intangíveis, e a evolução na maneira de fazer negócios superam todas as perdas imediatas da economia.

Além disso, espero, de todo meu coração, que a sociedade aprenda com essa lição que nos foi passada pela mãe natureza e que possamos evoluir como seres humanos, homens e mulheres de negócios, mas principalmente como amigos do planeta.

nota: os personagens usados neste texto são fictícios.

Como será a sua relargada?

Por Diogo Vinícius, Sócio Fundador da FindMe e filiado do LIDE FUTURO

De tempos em tempos a humanidade passa por grandes crises de saúde. Foi assim com a Peste Negra, no século XIV (75 a 200 milhões de mortes), com a Gripe Espanhola, entre 1918 e 1920, em plena primeira guerra mundial (50 milhões de mortes) e mais recentemente a Gripe Suína, em 2009, com cerca de 1,4 bilhão de infectados, 20% da população mundial, e 500 mil mortes.

Estamos no meio de mais um desses grandes eventos, porém com algumas peculiaridades. Devido à grande mobilidade entre os cidadãos das mais diversas nacionalidades e as economias dos países cada vez mais conectadas, nenhuma das crises anteriores atingiu tantos países em tão pouco tempo. A pandemia do COVID-19 acertou em cheio o sistema de saúde e a economia global.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria da população está em algum tipo de isolamento social, o varejo parou, as escolas estão fechadas e empresas estão trabalhando por meio do sistema home office. Vivemos em situação de guerra, onde o inimigo ainda nos é desconhecido. 

Fazendo uma comparação com uma corrida de Fórmula 1, é como se, de uma hora para outra, sem nada previamente programado, os carros tivessem que parar nos boxes. As equipes aproveitam para fazer algum tipo de ajuste no motor, troca de pneus ou reparar aquela peça que não está funcionando bem. Alguns carros voltarão mais cedo para a corrida, outros sequer voltarão para a pista e outros até conseguirão voltar, mas em condições bem precárias.

Temos já indicativos daqueles que estão voltando com tudo para a corrida. Telemedicina, plataformas de streaming e geração de conteúdo online, sistemas de gestão de produtividade de equipes remotas, entre outras descobertas e ganhos no universo digital, estão fazendo parte da rotina das pessoas e empresas nessa nova fase e assim permanecerão daqui para frente.

Como em outras crises, uma enxurrada de novas oportunidades surgirá, e já estão surgindo. É interessante observar esse poder de reinvenção do homem, essa habilidade notória de se ajustar e se readaptar para seguir em frente, para vencer e superar os próximos obstáculos. Tem sido assim desde os primórdios, um looping constante de início, meio e fim.

Não sabemos ainda qual o número de vidas que serão perdidas, nem os impactos na economia do país como um todo, porém, temos certeza de uma coisa: VAI PASSAR! Até lá, o que você está fazendo para isso? Como a sua empresa está se preparando? Em qual carro você estará? Como será a sua relargada?

O Futuro dos Empregos: O que o mercado espera de você pós-COVID?

Por Ravi Gama, CEO da 2FIND e filiado do LIDE FUTURO

Todos já devem ter percebido que a pandemia do novo coronavírus trouxe grandes transformações e impactos para a nossa sociedade. Desde que os primeiros casos da doença surgiram no Brasil, os hábitos da população têm sido diretamente afetados, já que, para desacelerar o contágio do vírus, a principal recomendação dos órgãos de saúde é o isolamento social. 

Em consequência desse cenário, o mundo empresarial foi obrigado a tomar algumas medidas para manter a produtividade. Surgiu então a necessidade de alterar o modelo de trabalho. A saída mais viável foi optar pelo trabalho remoto, mais conhecido como “home office”, que já se encontrava em ascensão no país.

Em regime de home office, já era de se esperar que uma verdadeira revolução se iniciasse no mercado de trabalho.Várias preocupações vieram à tona após essa medida. Como ficará o mercado de trabalho pós-coronavírus? Quais serão as principais consequências disso? O que o COVID-19 está trazendo de novidades para os profissionais e para as empresas?

As respostas para estas perguntas são complexas e envolvem vários fatores. O primeiro deles é a mudança que a quarentena gerou nos comportamentos das pessoas. O confinamento modificou boa parte dos nossos hábitos, costumes e modos de ser. A partir do momento em que fomos obrigados a viver um isolamento forçado, os nossos padrões comportamentais se transformaram. 

Vamos a um exemplo bem didático para exemplificar esse processo. Você trabalha em uma empresa de Tecnologia e Informação e, desde que a pandemia chegou ao Brasil, tem seguido todas as medidas de prevenção. Entre elas, o isolamento social e o trabalho em home office. Ou seja, você praticamente não tem saído de casa. 

Passar longas semanas confinado tem permitido que você se redescubra. Você está buscando manter a mente sempre ocupada, colocando em prática várias atividades de lazer, procurando por novos conhecimentos e está convivendo, mesmo que obrigatoriamente, com quem você mora. Por mais que, até agora, você talvez não tenha percebido, todas essas ações estão aguçando o seu autoconhecimento. O período em quarentena está permitindo que você se conheça cada vez melhor. Você está descobrindo e entendendo mais sobre as suas qualidades, defeitos, habilidades, receios e anseios. 

Dessa maneira, no momento em que você se auto compreende, você transforma a sua personalidade. Isso significa que, ao se conhecer melhor, as suas maneiras de agir, sentir e pensar, por conseguinte, também mudam. A mudança na sua personalidade, por sua vez, traz mudanças nas suas crenças. Até porque uma está interligada a outra. Quando os seus valores morais e éticos se modificam, logo, as suas opiniões e concepções sobre o mundo também se alteram. E, uma vez que você muda as suas crenças, você automaticamente muda a sociedade. Por último, ao mudar a sociedade, você também gera mudanças na indústria. 

É exatamente esse ciclo de mudanças que o país está vivendo atualmente. O comportamento humano está desencadeando sérios impactos nas relações pessoais e, principalmente, profissionais. Vários estudos e livros de medicina apontam que esse processo é completamente natural. O tempo que as pessoas gastavam no trânsito até o trabalho, agora, se tornou tempo útil. Estamos começando a experimentar um nível de produtividade pessoal de duas a três vezes maior do que antes. 

Diante desse cenário, algumas perguntas inevitavelmente surgem. Como as empresas vão lidar com essa mudança geral no comportamento dos trabalhadores? A partir de agora, o que elas vão buscar em um candidato? 

Pois bem. Se, antes, os critérios da contratação de profissionais se restringiam à formação acadêmica e experiência técnica, agora, esse método de avaliação não será mais o mesmo. Em uma sociedade super inteligente em que as informações se tornaram mais acessíveis e o aprendizado mais rápido, outras características terão mais ênfase. Na Sociedade 5.0, os candidatos que contarem com maior flexibilidade, autogestão e proatividade terão vantagens na hora de encontrar um emprego. As preocupações vão se voltar muito mais para a forma como essas pessoas trabalham do que para o currículo propriamente dito. 

O poder de autodisciplina e a capacidade de autogestão serão grandes diferenciais nessa Sociedade 5.0. Uma pessoa autogerenciável, que produz sem a presença do chefe ao lado, que cumpre os prazos e que possui responsabilidade o suficiente para entregar excelentes resultados. Esse é o perfil que será requisitado pelo meio empresarial nos próximos meses. 

As classes que estavam sendo esquecidas voltarão com tudo nos próximos meses. Autônomos, freelancers e empreendedores passarão a ser melhores vistos. Com o futuro se encaminhando para um momento de inovação, as circunstâncias vão exigir um profissional preparado para lidar com um mundo extremamente tecnológico.

Se por um lado existem pessoas preparadas para as novas demandas, por outro muitas não se enquadram nesse novo perfil. Mas isso não é motivo para desespero. Na verdade, é motivo para buscar inovação. Agora, mais do que nunca, existe a necessidade de mergulhar em novos aprendizados. As prioridades mudaram. É necessário deixar a formação acadêmica em segundo plano e se dedicar a desenvolver novas habilidades.

Nesse período de isolamento social, micro, pequenas e grandes empresas tiveram que intensificar as suas presenças no meio on-line. Foram obrigadas a encontrar soluções digitais para continuar atendendo. Reuniões por vídeo chamadas, conversas por chats, serviço de delivery, vendas por e-commerce e disponibilização de vouchers nunca estiveram tão em alta.   

Diante dessa abrupta revolução que o meio empresarial está enfrentando, o segredo realmente é procurar caminhos alternativos para se inserir no novo mercado de trabalho. A requalificação é a palavra-chave para este momento. Especializar-se em áreas diferentes, estudar novos cursos, estimular a criação de novos projetos, trabalhar a capacidade do autocontrole, desenvolver a criatividade e buscar insights. Todas as iniciativas inovadoras são válidas para esse processo de readaptação. Reunir todos os aprendizados que o isolamento social te trouxe é fundamental para descobrir o que você pode criar de novo.

LIDE FUTURO e ELAS realizam workshop virtual sobre liderança feminina, no dia 29

Com o objetivo de auxiliar empresárias no desenvolvimento pessoal e profissional, W LIDE FUTURO acontece pela primeira vez no modelo on-line

O LIDE FUTURO se uniu à Escola ELAS, primeira escola de liderança feminina brasileira, para realizar o primeiro W LIDE FUTURO do ano. No formato on-line pela primeira vez, o encontro virtual acontece dia 29 de abril, das 18h às 20h30, e tem o objetivo de fomentar a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, além de atrair filiadas para o grupo.

Lais Macedo, uma entre os doze sócios do LIDE FUTURO, acredita que o debate sobre dados e informações a respeito da mulher no mercado de trabalho é importante, assim como ter referências que as inspiram a seguir na luta pela igualdade.

Na ocasião, a ELAS, escola focada no desenvolvimento pessoal de mulheres que desejam assumir posições de destaque nas empresas, em seus negócios ou na sociedade, apresentará o workshop “O Despertar da Autoconfiança para Conquistar o Mundo”.

A ideia da palestra ministrada por Amanda Gomes e Carine Roos, fundadoras do ELAS, é ressignificar o olhar das executivas, empreendedoras e sucessoras que estarão presentes, criando uma visão de futuro, ao passar ferramentas que impactam em menos de 2 horas e que trazem insights práticos para as profissionais. 

Carine Roos reforça o propósito dos encontros e destaca: “Acreditamos que é preciso educar e orientar sobre diversidade, gênero e raça para formar novas lideranças, além disso, buscamos reduzir a desigualdade de gênero promovendo a equidade, principalmente no ambiente profissional. A participação de mulheres na tomada de decisões é essencial para o crescimento de empresas.”

Produtividade em tempos de quarentena

Por João Luis Olivério, Fundador e CEO da Sales as a System e filiado do LIDE FUTURO

Em meio ao caos e à enxurrada de fake news recebidas ultimamente sobre o que fazer ou não diante da crise que vivemos, saber como ser mais produtivo nesse momento e enfrentar o home office forçado, usando ferramentas de tecnologia e aproveitando para vislumbrar como realizar a transformação digital de seus negócios podem ser pontos chave para trabalhar e se organizar melhor.

A analogia do Waze pode ser bastante importante para construir um dia a dia mais produtivo. Costumo perguntar aos meus clientes, alunos e mentorados, tão logo iniciamos a nossa relação, sobre o que eles acreditam ser a maior utilidade do Waze. Praticamente todo mundo responde uma das seguintes alternativas: “chegar ao destino desejado”, “escolher a melhor rota”, “navegar por locais desconhecidos sem me perder” ou “saber quanto tempo vou demorar até o meu destino”. 

Todas são ótimas respostas, mas eu costumo trazer outra, que aborda em geral todas as opções acima, e um pouco mais: o Waze nos ajuda a controlar nossa ansiedade. Lendo essa frase, parece fácil de entender, mas pergunto: qual a relação disso com o contexto atual?

Pois bem, criei essa analogia por conta de uma situação que ocorreu em 2014, quando eu e minha esposa íamos à casa de um amigo assistir a um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Já no carro, quando entramos na Avenida 23 de Maio, em São Paulo, a Paula, minha esposa, começou a se desesperar e soltou algo como: “nós nunca vamos chegar em tempo, está tudo parado!”

Como eu não sou de achismo e sim de fatos concretos, liguei o Waze e nele apareceu que o tempo estimado de chegada seria de 12 minutos. Minha esposa continuou preocupada em se atrasar. Não se trata de achismo, e sim de tecnologia. Com certeza o Waze tem muito mais poder de processamento e dados históricos para tecer uma opinião mais apurada do que a nossa. 

Na ânsia em ser otimista, falei para minha esposa: “Pode até ser que o Waze erre, mas não serão mais do que um ou dois minutos de diferença, tenha certeza disso!”. Não deu outra, apenas 14 minutos depois estávamos entrando na casa do nosso amigo para curtir ao jogo.

E o que o Waze ensina com isso? Em especial, a controlar nossa ansiedade em situações de aparente desconhecimento, como a que estamos vivendo agora. Não tinha a certeza de que chegaríamos naquele exato período estipulado pelo Waze, mas também não seria algo que fugisse por completo. 

Temos que direcionar nossos esforços para aquilo que nos ajuda a controlar nossa ansiedade. O que vamos fazer enquanto o mundo lá fora está caótico só depende dos nossos esforços. Sabemos que um dia isso acabará, e vencerá quem estiver já pronto para retomar em alta velocidade, enquanto todo mundo ainda estará “curtindo” os golpes levados.

É justamente o tempo que hoje temos, e que não tínhamos há algumas semanas, que fará a diferença para podermos nos preparar para o que virá depois. Quantas vezes pudemos parar antes dessa crise toda para estudar, aprender, reciclar? Sempre estamos correndo, com prazos apertados, com o chefe reclamando e exigindo tudo para ontem. O tempo é o ativo mais precioso que temos, e nos permite trazer cada vez mais conhecimento.

Para auxiliar em como levar a produtividade mais a sério em casa e como tirar o melhor proveito de algumas das ferramentas tecnológicas disponíveis, trago enfim o fim de minha reflexão, resumida a uma fórmula simples a ser aplicada:

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL = TEMPO (para executar) + (ganho de) PRODUTIVIDADE + (foco em) CONHECIMENTO

É importante aproveitar esse tempo para estudar e aplicar ferramentas e conceitos que estavam guardados na gaveta, e direcionar esforços em treinamento. Assim sendo, para que a fórmula acima seja aplicada, deve-se avaliar cada um dos pontos da transformação digital:

TEMPO: com a adesão em massa aos home offices, houve um ganho de tempo muito precioso com alguns itens que precisamos rever: deslocamentos para o trabalho, almoços demorados, reuniões sem início e fim claros, o famoso cafezinho de 30 minutos e, obviamente, o “enrolar” para ir embora do expediente apenas após o chefe sair.

PRODUTIVIDADE: Existem diversas ferramentas prontas ou em desenvolvimento para a produtividade. Ferramentas que vão corrigindo automaticamente a sua escrita enquanto escreve, que transcreve áudios, até outras que te recomendam qual abordagem deveria ser considerada para quem você mandará um e-mail, baseado apenas no perfil do Linkedin da pessoa. Tem de tudo por aí, e o foco é quase sempre em ganho de produtividade. 

CONHECIMENTO: o momento atual possibilitou a muitas empresas oferecer conteúdo de qualidade de graça, em um movimento muito bacana para que as pessoas fiquem em casa, mas não fiquem paradas. É o momento ideal para pegar aqueles cursos e conteúdos engavetados e botar em prática.

Abaixo uma lista, um pouco diferente do que todos estão escrevendo de ferramentas, que são baseadas no modelo freemium, super acessíveis, ou mesmo gratuitas no momento atual:

Zoom (zoom.com): com certeza não é novidade e está em nove entre 10 listas que falam sobre home office, pois trata-se hoje da ferramenta que mais ganhou usuários com o caos atual. E não é por menos, pois tem qualidade, confiabilidade e recursos que tornam o home office muito mais objetivo. Uma recomendação é personalizar os seus fundos de tela, uma função que também é super útil, pois permite ocultar o seu novo escritório, muitas vezes bagunçado ou ocupado também por filhos passando, cachorro latindo e por aí vai. É um bom disfarce, lembrando os efeitos de chroma key usados no cinema.

AirTable (airtable.com): permite criar bancos de dados na nuvem e estruturas complexas através de simples modelos, baseado no conceito de blocos e com uma usabilidade fantástica. Como alguns gostam de descrever, se o Excel e o MySQL tivessem um filho, o nome dele seria Airtable!

Zapier (zapier.com): integra de forma fácil ferramentas que não são sincronizadas nativamente, super robusta e confiável. Todos os CRMs que lido são conectados ao Google Sheets, permitindo que eu possa ter informações ainda mais detalhadas, não disponíveis nessas ferramentas, além de análises comparativas entre diversos objetos que fogem um pouco da trivialidade.

IFTTT (ifttt.com): sigla para “If This, Then That”, é uma espécie de Zapier para questões de cunho mais pessoal, especialmente para sua casa e os gadgets que utiliza no dia-a-dia. Ele permite um enorme ganho de produtividade, além de economia, controlando qualquer tipo de situação que demanda um “gatilho”, seja para apagar ou acender as luzes de casa em um certo horário, ou para avisar quando você recebe um e-mail importante, quando começa a chover. 

Softwares de CRM (Customer Relationship Management): Esse tipo de ferramenta é o que hoje precisa de maior aprofundamento. E esse tempo disponível, e em que as vendas estão em sua maioria mais complicadas, é ideal para focar no aprimoramento desse tipo de ferramenta. O Pipedrive (pipedrive.com) é uma boa opção para a maioria das empresas, pois é confiável, escalável, intuitivo e possui muitas integrações. Existem alternativas, como Hubspot (hubspot.com) e Salesforce (salesforce.com), cada uma com uma finalidade mais latente.

Beautiful (beautiful.ai): pense em um Powerpoint “à prova de diretor”, em que a ferramenta não deixa que você cometa erros de alinhamento, distorções, fontes incoerentes, acúmulo de tópicos, tabulação errada, entre outros. Por meio de inteligência artificial (por isso o AI na extensão do domínio) isso tudo é possível, e permite que você crie apresentações incríveis em poucos minutos e sem a necessidade de gastar muito tempo com revisão por conta de aspectos visuais. 

Yesware (yesware.com): é um rastreamento em tempo real de abertura de e-mails e apresentações, esse é um dos melhores exemplos entre diversas alternativas existentes. Novamente, o grande trunfo de saber quando alguém abriu seu e-mail está alinhado com questões de ansiedade. Analise o seguinte: se você sabe que seu interlocutor abriu o e-mail uma, duas, diversas vezes, é sinal de que ele está realmente interessado e/ou mesmo encaminhou a seus colegas, ou seja, são grandes as chances de você receber um retorno, diminuindo sua ansiedade sobre se irá receber ou não uma resposta. 

Kahoot (kahoot.com): essa ferramenta é “queridinha” quando me refiro a treinamentos. Permite que você crie um quiz entre os participantes, cada um usando seu próprio celular, e de forma lúdica e gamificada. 

Metodologias: Os brasileiros são adeptos em seguir processos à risca, seja por falta de foco, tempo ou excesso de teimosia, e por isso o atual momento permite focar em novos aprendizados. Existe uma série de metodologias focadas em vendas, desenvolvimento de produtos, estratégias. Como minha área é vendas, recomendo que estudem sobre Predictable Revenue, The Challenger Sale, Dale Carnegie, Sandler, entre outras tantas. Não faltam conteúdos gratuitos e de fácil acesso.

Mesmo com todos os problemas que existem por aí e que em boa parte fogem ao nosso controle, esses momentos dentro de casa podem ser muito proveitosos para uma rápida retomada quando tudo isso acabar.

Como fazer networking remoto?

Por Laís Macedo, sócia da B4 Marry e do LIDE FUTURO

Se uma das premissas de uma verdadeira conexão é o olho no olho e um saudoso aperto de mão, como manter nossa rede ativa e em expansão em tempos de reclusão? Além de estarmos impedidos do contato físico, outra certeza é de que não estaremos juntos em eventos e reuniões. Mas não se apavore, existem caminhos para driblar esse momento.

Um ponto é fato, todos estão em suas casas e conectados à internet e, embora esse caminho de conexão seja um pouco mais frio, é possível humanizá-lo. Que tal começar segmentando sua lista de networking? Vamos lá! O primeiro caminho é mapear com quem deseja falar, mas antes de seguir aos próximos passos, é também o momento de se atualizar sobre cada um deles, ter um primeiro gatilho de contato, e a melhor alternativa é que seja emocional, já que estamos todos no mesmo barco e com sentimentos bastante semelhantes em relação a esse momento.

E como dividir essa lista? Primeiro pense em novos contatos, quem são as pessoas que estão em seu radar de meta de relacionamento. Pode ser uma oportunidade de negócio, um líder que admira, alguém da sua empresa, ou mesmo o desejo de uma conexão amigável com um amigo de um amigo.

Liste então 10 pessoas e tenha como meta se conectar a 5 e, no final dessa jornada, terminar com acesso a pelo menos 2 delas. Sim, lembre-se que conexão é apenas estar na rede desse contato, que pode ser um instagram, linkedin ou até conseguir o whatsapp, mas que talvez não seja respondido. O acesso tem outra configuração, porque independente do modo como estão conectados, há troca entre vocês e interesse mútuo. Busque então essas pessoas nas redes ou, no melhor cenário, quem possa ser canal de conexão a este contato.

Não há razão para qualquer bloqueio ou timidez nesse acesso, desde que sua mensagem não seja uma “cópia e cola” e nem uma abordagem de venda. Escreva verdadeiramente a intenção daquela conexão, seja por admiração ao negócio, história pessoal ou profissional ou o carinho por essa pessoa. E, diante de uma declaração genuína, manifeste seu interesse em ter 15 ou 20 minutos para essa troca, sugerindo um facetime ou vídeo de whatsapp, algo informal, mas que permita que tenham um tempo exclusivo para vocês.

Vá preparado para esse papo, aborde reforçando a motivação do seu contato e ouça mais do que fale. Busque gatilhos emocionais (consequência da sua busca prévia) e se interesse pela vida e história do outro. Conclua então propondo irem adiante nesse contato, se comprometa com uma oportunidade de apoio a algum tema que tenham conversado, encontre alguma razão para seguirem nessa conexão. Vá nutrindo esse contato e quando tudo se normalizar, é hora de propor aquele café que nos permita voltar a essência do networking, olhos nos olhos e aquele bom e verdadeiro aperto de mão – e por que não um abraço? Afinal, é um momento de reflexão e reconhecimento do quanto o afeto preenche e nutre nossas relações.