Anvisa libera registro e comercialização de Cannabis em farmácias no Brasil

A norma deve melhorar a vida de milhões de pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira (3), por unanimidade, a regulamentação do registro e da venda de medicamentos à base de Cannabis, exclusivamente, em drogarias e farmácias brasileiras. A norma entrará em vigor em 90 dias e deve melhorar vida de milhões de pacientes que dependem desses medicamentos.

A resolução proíbe o cultivo da Cannabis, mesmo assim, horas depois, uma empresa conseguiu autorização por meio de decisão liminar da Justiça para importar e plantar sementes de cânhamo, ou “Hemp”, uma variação industrial da planta da maconha.

Segundo a Anvisa, as empresas brasileiras não devem abandonar as pesquisas de comprovação de eficácia e segurança de suas fórmulas, já que os estudos com os produtos à base de Cannabis se assemelham aos tradicionais medicamentos comercializados.

Marcelo Galvão, CEO da OnixCann | Cantera, comenta: “Temos uma vitória com essa liberação da Anvisa. Espero que todo o pacote neoliberal do atual governo possa começar a colaborar com o desenvolvimento econômico de nosso país, deixando que as empresas trabalhem de forma saudável, economicamente mais livres”.

Sobre as oportunidades de negócio, Marcelo Galvão complementa: “Para quem quer investir em empresas no Brasil ou criar seu próprio negócio, o caminho é conectar pacientes com médicos, fazer educação médica sobre produtos e prescrição e o registro de produtos”.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa deverá passar por uma reavaliação em até três anos. A Anvisa ainda discutirá a permissão para que uma pessoa possa plantar Cannabis em sua residência para tratamento médico.

Para se ter uma ideia do progresso aos pacientes com essa resolução, atualmente, existe apenas um produto à base de Cannabis registrado e vendido no Brasil, o Mevatyl, indicado para espasmos musculares em quem tem esclerose múltipla. Ele é fabricado por uma empresa localizada no Reino Unido e comercializado a um custo médio de R$ 2,8 mil para sua dose mensal.

Regras

A prescrição médica do produto irá variar de acordo com a concentração de THC (Tetrahidrocanabidiol), a parte psicoativa da erva. Em concentrações menores de 0,2%, o remédio deverá ser prescrito com numeração fornecida pela vigilância sanitária, com exigência de renovação da receita em até 60 dias. Já para os produtos com concentrações acima de 0,2% de THC, só poderão ser prescritos para pacientes terminais ou que tenham se esgotado todas as alternativas terapêuticas.

De acordo com a Anvisa, os fabricantes que optarem por importar o substrato da Cannabis para fabricação do produto deverão realizar a importação da matéria-prima semielaborada. Ou seja, a empresa não poderá importar a planta ou parte dela.

Criatividade: competência necessária para conseguir sucesso profissional

“A criatividade é o processo de ter ideias que tenham valor” (Ken Robinson)

De acordo com relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial, existe hoje uma crescente demanda por profissionais criativos no mercado de trabalho. Há cinco anos, a demanda por um profissional criativo estava em 10º lugar nas prioridades de uma contratação, sendo que, em 2020, ser criativo será a terceira competência mais buscada em um processo seletivo.

O aumento pelo interesse em profissionais criativos nos últimos anos é muito simples: os robôs perdem para os seres humanos em criatividade. Nenhum robô consegue (ainda) ter ideias inteligentes e inusitadas ou desenvolver saídas criativas para resolver algum problema.

Especialistas afirmam que o processo criativo começa na infância, já que as crianças precisam ser livres para criarem e desenvolverem a sua criatividade desde cedo, por meio de atividades lúdicas. As crianças que têm suas ideias bloqueadas hoje, enfrentarão problemas e desafios inesperados no futuro. Para terem êxito em suas vidas, elas dependerão de sua própria capacidade de pensar e ter atitudes criativas na solução de problemas, mesclando conhecimento com criatividade. Segundo Fábio Carvalho, Gerente de Inovação e Novos Negócios da Faber Castell, “a gente não perde criatividade, ela está apenas bloqueada. É possível resgatá-la!”.

LIDE FUTURO na Faber Castell

Com o propósito de despertar este lado criativo em nossos filiados, nos dias 26 e 27 de novembro, promovemos um LIDE FUTURO Experience no Espaço de Criatividade e Inovação da Faber Castell, localizado no Shopping Market Place. Durante o wokshop, os filiados do LIDE FUTURO ouviram os profissionais da Faber explanarem sobre criatividade; assistiram a uma animação de Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez, intitulada “Alike” (https://youtu.be/PDHIyrfMl_U); e encerraram a noite com uma atividade muito criativa: desenvolver uma empresa em alguns minutos, estruturando o modelo de negócios por meio da ferramenta Business Model Canvas, o famoso Canvas, além de montarem uma maquete de seu negócio com os materiais disponíveis pela Faber Castell.

Point da Criatividade

O Espaço de Criatividade e Inovação da Faber Castell é um espaço inovador, destinado para potencializar o processo criativo de nossas crianças e adultos. Eles promovem diversos workshops para as crianças e para empresas motivarem seus funcionários, além de também ser um espaço para confraternizações. Para maiores informações, acesse: http://espaco.faber-castell.com.br/

Presidente América do Sul da BASF e Presidente da Microsoft Brasil são mentores em eventos do LIDE FUTURO

Empreender é uma tarefa que exige espírito de liderança, responsabilidade e capacidade de inovar. Para se transformar em um empreendedor que consiga performar com excelência, não é da noite para o dia. É um processo que exige muito tempo de estudo e muita vontade de aproveitar o tempo que sobra para estudar ainda mais.

Com essa demanda por conhecimento, surgem as mentorias, onde um profissional mais experiente orienta outro menos experiente, busca insights, apresenta exemplos de situações que ocorreram em sua empresa ou em outras empresas, preparando essa pessoa menos experiente para desenvolver melhor suas competências e ficar cada vez mais preparado para enfrentar o mercado.

Sabendo dessa importância, o LIDE FUTURO promove o Mentoring, modalidade de evento que sempre traz um líder inspirador para troca com nosso filiado. Nas últimas semanas foram realizados dois grandes mentorings, com participação de dois incríveis executivos: Manfredo Rubens, presidente América do Sul da BASF; e Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

Manfredo Rubens (BASF)

No dia 23 de outubro, Manfredo Rubens, que trabalha há 28 anos na BASF, empresa alemã que atua há 108 anos no Brasil, explanou sobre sua trajetória profissional, contando detalhes de sua atuação na empresa, onde entrou como especialista em Mercado de Capitais, na sede global da companhia, em Ludwigshafen, Alemanha,e  passou por diversas cidades como Nova Jersey e Mount Olive (EUA).

Para Manfredo Rubens, “o formato do evento no ONONO, o Centro de Experiências Cientificas e Digitais da BASF em São Paulo, foi muito interessante e bem planejado. Começou com um momento para conhecer os filiados, seguido por uma palestra sobre a minha experiência e trajetória profissional e finalizando com um get together para responder perguntas e fazer conexões. O grupo de 30-40 filiados foi bastante diverso, atento e curioso. A quantidade e qualidade das perguntas mostrou um grande interesse dos participantes”. E completou: “O ingrediente mais importante para o empreendedorismo e inovação é sempre ficar aberto – aberto para inspiração e novas ideias, aberto para falhas e conseguir aprender com estas falhas e aberto para enxergar e pegar as oportunidades quando surgirem”.

Tânia Cosentino (Microsoft)

Já no dia 6 de novembro, Tânia Cosentino compartilhou sua trajetória de 30 anos de experiência profissional, contando detalhes de sua atuação na Microsoft, Schneider Electric e outras grandes empresas.

Sempre atenta a questões de importância global, Tânia ganhou reconhecimento nacional e internacional graças ao seu trabalho em sustentabilidade, especialmente relacionadas à eficiência energética, à transformação digital, aos direitos humanos, ao empoderamento feminino, à diversidade e à inclusão. Ela é líder ativa e inspiradora dos programas HeForShe e WEP (Women Empowerment Principles), da ONU Mulheres e do Pacto Global. Por seu trabalho na América do Sul, foi reconhecida como uma das 10 pioneiras a atuar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Pacto Global da ONU em 2017. Recebeu também o prêmio Liderança Feminina do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e foi considerada uma das 100 Líderes Visionárias pela revista Real Leaders.

Brasil tem potencial para movimentar até US$ 15 bi com a legalização dos jogos de azar

Com a legalização, Brasil ainda poderá arrecadar cerca de US$ 4,2 bi em impostos ao ano

Os jogos de azar e os cassinos foram proibidos no Brasil há mais de 70 anos pelo presidente Dutra, porém ainda existem alguns poucos jogos legalizados e controlados pelo governo, como a Loteria Federal, que movimenta anualmente R$ 34,1 bilhões (ou US$ 8,1 bi/ano).

Para um efeito comparativo, os Estados Unidos têm o maior mercado de jogos de azar e cassinos no mundo, movimentando mais de US$ 500 bilhões anualmente, ou seja, 4.050% a mais do que é movimentado no Brasil com as loterias. E, somente em Las Vegas, cidade norte-americana em Nevada, os jogos representam 27% da economia da cidade.

André Feldman, CEO da BIG e representante do Grupo Caesars e WSOP no Brasil, afirma que, com a legalização de todas as modalidades de jogos, o Brasil tem potencial para arrecadar US$ 15 bilhões bruto e cerca de US$ 4,2 bilhões por ano em impostos. Além disso, o governo arrecadaria antecipadamente mais de US$ 1,7 bilhão com as outorgas, licenças e autorizações para construções dos cassinos. Sem incluir o movimento financeiro nos investimentos e na geração de empregos para a construção e implantação dos cassinos.

O empresário ainda complementa que “nos sete países mais ricos do mundo – Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá – o jogo é totalmente liberado. Nos mais de 100 países onde o jogo é legalizado, os cassinos representam parcela importante na indústria do Turismo pelas atividades que agregam em toda a escala da economia”.

“A legislação proibitiva não alterou o cenário de ilegalidade do jogo no país, que movimenta, em apostas clandestinas, cerca de US$ 5 bilhões anualmente com o jogo do bicho, bingos, caça-níqueis, videojogos, apostas esportivas e jogos online. Este valor coloca o país entre os campeões mundiais no ranking dos jogos clandestinos”, finaliza.

Além de um potencial incremento na economia, de acordo com especialistas, o Brasil poderá gerar 700 mil empregos diretos e indiretos com a legalização dos jogos de azar e dos cassinos, sendo que o país nunca esteve tão perto da legalização, já que o projeto avança na Câmara dos Deputados.

Enquanto isso, eventos do setor privado acontecem para debater o tema. No dia 18 de novembro, o LIDE FUTURO realizou, na Casa Bisutti, em São Paulo, a 23ª edição do LIKE THE FUTURE que trouxe a debate o tema “Mercado do Jogo: Qual a sua aposta?”. De acordo com Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO: “Trata-se de um mercado com potencial bilionário que, segundo os especialistas, uma vez regulamentado, pode trazer de forma responsável muitas oportunidades que agreguem ainda mais à economia brasileira”.

Brasil pode movimentar até R$ 66 bilhões com a regulamentação dos jogos de aposta

LIDE FUTURO promove debate sobre potencial de mercado do jogo no Brasil

No dia 18 de novembro, a Casa Bisutti recebeu mais uma edição do LIKE THE FUTURE, intitulada Mercado do Jogo: Qual a sua aposta?, que trouxe reflexões a respeito do potencial de negócios dos jogos de aposta com base na tramitação de dois projetos de lei para criação de um marco legal, o PL 42/91, na Câmara, e o PLS 186/2014, no Senado.

O debate, mediado por  Magnho José, jornalista especializado em loterias, jogos e apostas, além de Presidente do Instituto Brasileiro do Jogo Legal e do Portal BNLData, também contou com a participação de André Gelfi, sócio-fundador da Suaposta; Luiz Felipe Maia, Advogado da BIG – Brazil Internacional Gaming,  e Marco Pequeno, Diretor Executivo e Criativo da iGaming360. 

De acordo com Magnho José, os jogos de azar legalizados e não legalizados movimentam, anualmente, R$ 34,1 bilhões, transgredindo a proibição de mais de 70 anos, assinada pelo presidente Dutra. 

Segundo o executivo, o Brasil tem amplo potencial de mercado com as apostas, que podem movimentar até R$ 66 bilhões, arrecadar aproximadamente R$ 30 bilhões em impostos por ano e gerar quase 700 mil empregos em diversos segmentos. 

Nos Estados Unidos, os jogos de azar já representam grandes oportunidades de negócios: movimentam mais de US$ 500 bilhões anualmente e representam 27% da economia de Las Vegas. 

“O LIDE FUTURO tem o objetivo de trazer para o palco do LIKE THE FUTURE temas que estejam alinhados com o que é tendência e realidade no mercado. A ideia de debater o mercado do jogo é justamente trazer clareza sobre quais são as oportunidades de negócios que surgem no Brasil, e o quanto ele pode movimentar nossa economia, uma vez regulamentado, de forma responsável”, afirma Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO. 

O evento foi realizado pelo LIDE FUTURO, com o apoio da mantenedora Bossanova, patrocínio master da BIG – Brazil Internacional Gaming e patrocínio da Augusta Entretenimento, IGaming 360 e RealPoker.

10º Fórum LIDE de Empreendedores reúne cases de sucesso e premia startups

O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, o LIDE Futuro e o LIDE Empreendedores promovem neste sábado (23), a partir das 8h30, o 10º Fórum LIDE de Empreendedores, na escola Concept, em São Paulo. A edição deste ano irá debater sucessão, superação e inovação, além de conceder o Prêmio LIDE Empreendedor 2019 para uma das startups finalistas, são elas: Quattro Engenharia 4.0, EkonoWater e Trigg Brasil, todas fundadas por filiados do LIDE Futuro.

Para compor o conteúdo dos painéis, teremos os seguintes expositores:

– Presidente da Natural One, Ricardo de Moraes;

– Presidente da Ypê, Waldir Beira Junior;

– Cofundador e CBO da PicPay, Diogo Roberte.

– Fundador e CEO da Zaitt, Rodrigo Miranda;

– Presidente da Concept e fundador do Sistema Brasileiro de Educação (**SEB)**, Chaim Zaher, e diretora-executiva do Grupo SEB, Thamila Zaher;

– Vice-presidente da Hapvida, Candido Pinheiro Junior.

Programação

9h – Arena 1: Sucessão Empreendedora

10h – Arena 2: Empreendendo com Inovação

11h – Arena 3: Empreendendo para Vencer

12h – Arena 4: A Jornada das Startups brasileiras rumo ao bilhão

13h – Entrega do Prêmio LIDE Empreendedor 2019

Serviço

Evento: 10º Fórum LIDE de Empreendedores

Quando: 23 de novembro (sábado), às 8h30

Local: Avenida Nove de Julho, 5520

Negócios inusitados: fazenda urbana, coroas para velório e dupla de palhaços são tema de debate promovido pelo LIDE FUTURO

No dia 12 de novembro, o LIDE FUTURO promoveu a primeira edição do LIDE FUTURO Experience “Talk and Beer”, uma noite de muito networking e debate sobre negócios exponenciais em mercados ainda pouco explorados.

O evento, cujo tema foi “Fuja do Óbvio”, aconteceu em uma das casas do mais novo parceiro do LIDE FUTURO, a BBQ Company House, e contou com a participação de Igor Faria, que lidera a operação familiar de R$ 250 milhões/ano da dupla Patati Patatá; Rafael Delalibera, fundador da Pink Farms, primeira fazenda urbana de São Paulo; e Renan Mentor, fundador do maior e-commerce de homenagens fúnebres no Brasil, o Coroas para Velório.

Para Renan, o empresário que fica dentro do escritório tem menos chances de obter sucesso com sua própria empresa. “Muitos empresários acabam deixando a operação consumir toda sua energia, mas, honestamente, acredito que se você estiver fora do escritório conversando com clientes, fornecedores, amigos, mentores etc. terá muito mais chances de identificar novas oportunidades. Nosso segundo negócio [a Laços Corporativos] nasceu de mais de mil visitas a clientes”, afirma.

Durante o bate-papo, uma cadeira rotativa ficou disponível no palco para que os filiados participassem e contribuíssem com o debate. “Fiquei muito otimista em ver que temos um grupo extremamente qualificado e preocupado com o impacto dos negócios na vida das pessoas”, comentou Renan.

Quando questionado sobre como obter sucesso em um negócio altamente disruptivo, ele disse que “Ter coragem para deixar uma carreira segura e partir para algo que nunca ninguém fez é o principal desafio. Depois disso as coisas vão acontecendo, a gente vai fazendo, errando, acertando e, principalmente, formando um time que tenha harmonia e seja complementar”, finaliza.

Cannatech: Por que as startups de pesquisa e desenvolvimento de Cannabis são a melhor oportunidade de investimento

O verdadeiro diferencial do mercado de Cannabis está nas empresas que investem em inovação para melhorar o bem-estar do paciente

Pacientes, empresários e investidores brasileiros aguardam com expectativa o resultado das duas iniciativas regulatórias que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou este ano, uma sobre o cultivo de Cannabis para fins medicinais e científicos, outra sobre o registro de medicamentos à base da planta. A possibilidade de o país regular a matéria atraiu o interesse de muita gente, especialmente entre quem deseja cultivar. Mas, faz sentido?

Faz, afinal a Cannabis é uma planta, o país é “agro” e a demanda por tratamentos com Cannabis só cresce em todo o mundo. Mas acreditar no cultivo como a única ou mesmo como a melhor opção de investimento na área é uma aposta arriscada.

A Cannabis logo vai se tornar uma commodity, como qualquer outra. O preço da matéria-prima vegetal, que hoje é exorbitante por estar distorcido pela proibição de cultivo, vai cair drasticamente nos próximos anos. E o Brasil, quando e se entrar nesse mercado, vai encontrar margens bem mais baixas que as atuais.

No contexto das Américas, largamos atrás dos pioneiros Uruguai e Colômbia, e mesmo de Peru, Chile e até Paraguai, além de diversos países do Caribe e da América Central, que já têm regulações em andamento. Até mesmo os EUA, que legalizou o cultivo de cânhamo em nível federal no ano passado, vai contribuir para reduzir o preço da commodity, com um aumento de duas a seis vezes em sua produção lícita anual em 2019.

Em médio a longo prazo, é possível que nem se precise mais de plantas para produzir medicamentos à base de canabinoides: já que existem empresas produzindo Canabidiol (CBD) e Tetrahidrocanabinol (THC) com leveduras. O processo é parecido com o de fermentação da cerveja, a diferença é que as células produzem as moléculas originais da planta, em vez de álcool.

E este exemplo mostra onde realmente vai valer a pena investir num futuro breve: em ciência e tecnologia. Cada vez mais, serão as empresas de Cannabis e tecnologia que terão valor, em vez daquelas que simplesmente plantam e colhem matéria-prima. Mesmo para quem investir em negócios estritamente agrícolas, o investimento em pesquisa será o diferencial que pode determinar se a empresa sobreviverá ou não ao aumento da concorrência.

A Cannabis tem um grande potencial terapêutico, mas é a ciência e a inovação que podem levar o potencial terapêutico dessa planta a muito mais pessoas. É nisso que acreditamos. E é para isso que a Entourage Phytolab trabalha nos nossos laboratórios em Valinhos, no estado de São Paulo.

Para produzir nosso primeiro medicamento, desenvolvemos em parceria com a Unicamp uma tecnologia de extração dos canabinoides da planta, com eficiência e produtividade significativamente superiores aos do padrões do mercado. Para cada quilo de planta processado, a maioria das empresas perde 10 a 20% dos canabinoides durante a extração.

Em nosso processo, essa perda não chega a 5%. E conseguimos esse resultado num tempo cerca de cinco vezes menor, o que representa uma economia adicional de energia, solventes e recursos naturais. Menos custo para a empresa – e maior competitividade. E, ao mesmo tempo, custos mais acessíveis aos pacientes.

O desenvolvimento de formulações farmacêuticas modernas é outra área importante. Nossas formulações, testadas em ensaios pré-clínicos, mostram biodisponibilidade quatro a seis vezes superior a dos produtos comercializados atualmente no mundo.

Isso significa que o paciente precisa tomar uma dose menor de CBD para obter a mesma concentração da droga no sangue. Ou seja, ele vai obter o mesmo efeito no tratamento, com menos remédio e custo menor. Com doses mais baixas, ele também está sujeito a menos efeitos colaterais. É o investimento em ciência ajudando os dois lados do balcão.

São essas tecnologias voltadas para o bem-estar do paciente – e para a segurança de quem prescreve – que serão o verdadeiro diferencial do mercado de Cannabis. E nisso, esse setor não tem nada de diferente dos outros. Afinal, é aquela velha história: qual negócio vale mais a pena, vender sacas de café ou cápsulas de Nespresso?

Entourage Phytolab

Crédito foto: Rodrigo Braga/Divulgação

Sócio do LIDE FUTURO participa de debate sobre mercado bancário do Brasil

O evento abordou o marco legal das empresas de pagamento, as regulações do Banco Central e a reforma tributária

O LIDE Alemanha promoveu no dia 23 de outubro, em Munique, o evento “Mercado bancário e de fintechs no Brasil considerando a reforma tributária”. O evento teve a presença de dois palestrantes brasileiros, Paulo Focaccia, especialista em direito digital na FAS Advogados e sócio do LIDE FUTURO, e José Mauro da Fonseca Couto, cônsul-geral do Brasil em Munique.

O encontro reuniu empresas de auditoria, bancos, indústrias e empreendedores, com o objetivo de debaterem o cenário do mercado bancário brasileiro e as questões jurídicas no Brasil referente às chegadas das novas fintechs.

Paulo Focaccia abordou o marco legal das empresas de pagamento, regulações do Banco Central e reforma tributária: “com a reforma em trâmite, as possibilidades de investimentos no mercado brasileiro tendem a avançar de forma crescente, já que os investidores terão uma nova confiança em nosso mercado”.

O Brasil conta com 209,3 milhões de habitantes, sendo que 45 milhões de pessoas ainda não têm acesso a serviços bancários. Focaccia enfatiza que o Brasil tem um mercado de crédito de R$ 2,9 trilhões, o que é algo muito atraente para os investidores locais e estrangeiros.

Para muitos especialistas, a reforma tributária é considerada fundamental para a retomada do crescimento da economia brasileira. A atual reforma tributária em trâmite no Congresso propõe que a carga de impostos seja mantida, mas que haja alteração na forma de cobrança, que passa a ser no consumo e não na produção. 

Especialistas debatem soluções para a inovação de ambientes urbanos

Na noite de 30 de outubro, aconteceu o LIDE FUTURO Debate “Cidades Inteligentes”, na sede da Athié Wohnrath, com a participação de Sérgio Athié, sócio-diretor da Athié Wohnrath; Susanna Marchioni, CEO da Planet Smart City no Brasil; e Raul Juste Lores, editor-chefe da revista Veja SP. O bate-papo foi conduzido por Rafael Cosentino, CEO da Inovalli e presidente do comitê de gestão do LIDE FUTURO.

Atualmente, com a crise global de moradia em países com grandes déficits habitacionais, empresários e novas lideranças políticas buscam parcerias para revitalizarem construções em comunidades já estabelecidas, por meio de tecnologias inteligentes.

A transformação de uma cidade comum em uma cidade inteligente (Smart City) é um assunto que desperta cada vez mais o interesse da população e dos governos de todo o mundo, já que, principalmente nas grandes metrópoles, algo deve ser feito pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, com melhores serviços públicos, maior sustentabilidade e distâncias menores.

Tendo a inovação dos ambientes urbanos como foco do debate entre os especialistas, foram trazidos exemplos de cidades no mundo onde essa inovação está dando certo, como Seul, na Coreia do Sul, e Barcelona, na Espanha. Quando questionados sobre Brasil e o que podemos esperar de implantação por aqui, os debatedores trouxeram pontos otimistas, mas também alertaram sobre dificuldades que tanto esbarram no poder público, quanto no privado.

“Eu trabalho com muitas empresas, muitos jovens, e todos estão curiosos para saber o que está acontecendo de inovação no mundo, com um estilo de vida totalmente diferente da família da década de 80. Acredito que teremos brevemente uma mudança, pois as pessoas querem morar perto do trabalho, querem sair de casa e poder ir a um mercado ou uma farmácia a pé”, comentou Sérgio Athié.

Susanna Marchioni, CEO do Planet Smart City – empresa que integra soluções inovadoras em arquitetura e planejamento urbanístico, tecnologia, meio ambiente e práticas de inovação social para oferecer residências de alta qualidade, com preço acessível –, alertou sobre a importância de ampliar áreas comuns. “Normalmente, em projetos de 100 hectares, você precisa utilizar 45 hectares para malha viária, parques e outras áreas comuns, nós estamos trabalhando com parâmetros um pouco maiores, cerca de 51 hectares”, disse.

Por fim, o jornalista Raul Juste Lores disse que a cidade de São Paulo precisa mudar suas leis para conseguir inovar em seus ambientes urbanos. “O Conjunto Nacional, na avenida Paulista, é um exemplo de projeto urbanístico, mas, com as leis atuais, não seria possível alguém construir um outro Conjunto Nacional nos dias de hoje”, mencionou.

O evento contou com a participação de 50 filiados do LIDE FUTURO.