Desafios da Sucessão Familiar é tema do LIDE FUTURO Debate

Ser o dono, carregar e honrar o nome de sua família em uma empresa está longe de ser uma tarefa fácil, mas existem fatores essenciais para que a jornada de um sucessor familiar seja o menos turbulenta possível, a começar pela paixão e afinidade com o negócio.

Diante das três etapas deste processo (quem vai passar o bastão, quem já pegou o bastão e quem vai pegar o bastão), o LIDE FUTURO promoveu ontem, 16 de abril, um rico debate sobre os desafios pelos quais toda empresa familiar tem ou terá que passar quando chegar o momento de trocar a liderança estabelecida ali há anos.

Para trazer dicas inspiradores sobre o assunto, nossos filiados tiveram o prazer de contar com Ivo Wohnrath, CEO da Athié Wohnrath (1ª geração), Manuella Curti, Presidente da Purificadores Europa (2ª geração), e Gabriela Silvarolli, coordenadora de Marketing e Produto da Corello (4ª geração), sob moderação de Luiz Furlan, sócio do LIDE FUTURO.

Abaixo os principais pontos abordados no evento:

– É importante saber separar a vida de negócios da vida pessoal. A tendência é elas se embolarem, mas se conseguir achar um equilíbrio para dar o tom, todo mundo sai ganhando

– A ajuda de consultorias, coaching e conselheiros é sempre bem-vinda para calibrar os processos, gestão e atuação da empresa e suas lideranças. Ter um lado externo, uma visão de quem não pertence à família, traz direção e discernimento do negócio

– Como dono, é preciso investir no desenvolvimento e crescimento profissional de seus líderes, porque a empresa não pode jamais depender de uma pessoa só. Tanto para o bem do negócio, quanto para o seu próprio bem. Conseguir se desconectar e tirar férias sem preocupações é o ideal, isso só se conquista se abrir espaço e autonomia a outras pessoas

– Para um sucessor, a provação é sempre em dobro. Você precisa se provar para si, para sua família e para toda a empresa. Todos os olhos estão voltados para você, não tem como fugir desta pressão

– Acima de qualquer grau de parentesco, é preciso ter afinidade com o negócio. Não é justo com nenhuma das partes forçar uma sucessão indesejada. Havendo paixão, já temos boa parte do caminho andado, o resto é adquirido com o tempo e esforço

– Ninguém pode controlar o que as pessoas pensam, mas pode influenciar. Em um processo de sucessão se faz extremamente necessário honrar o passado e tudo o que foi construído até ali. Isso é muito importante para que o novo possa chegar de forma mais receptiva

– Um grande líder sempre terá em mente de que ele é mais um na empresa, mais uma pessoa transitória ali dentro, e por isso é preciso o tempo todo preparar um espaço para que o próximo chegue

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